sábado, 29 de setembro de 2007

Depois eu volto....

Entrei na onda do "depois eu volto"....



Selo - Blog Solidário


Paola me deu um prêmio bonitinho, super fofissimo.
Obrigada lindissima. Adorei.
Bem, vou repassá-lo para os cantinhos que confortam e reequilibram meu verbo to be.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Não gostei....





Por isso que não gosto de novela.
Sacanagem o Ivan morrer.
Não gostei!
A revelação da paternidade poderia servir como resgate de tantos valores perdidos. Mas tudo se findou em Bang Bang. E o FDP do Olavo ainda ri antes de morrer.
Não gostei!






quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A dor de não saber...

Estava com um texto prontinho, digitado, formatado, revisto quando olho para ele e simplesmente deleto tudo, rasgo meu papel virtual. Na verdade, não estava muito a fim de escrever. Mas não pensem que estou mal humorada, ou com algum problema, ou até mesmo doente. Simplesmente, não estava a fim de escrever.

Saudosa de Julie Show, depois de deletar todo o texto, resolvi dar uma passada no Poeiras ao Vento e me deparo, depois de uns dias de ausência, com um belissimo post dela. E me veio uma texto na cabeça, daquelas que surgem quando fico com o olhar perdido e não penso em nada.

"Para que você acorde em teus sentimentos, muitas vezes é necessário um "tapa" na cara dado pela pessoa que te ama e que você ama; naqueles momentos em que o "tapa" te acorda muito mais do que palavras inteligentes ou letras ricas de saberes. Àquele "tapa", acaba se tornando um resgate de você mesma, dos teus medos, dos teus receios numa entrega de vida, de coração, de amor...e ai...você chora ao perceber o quanto você é importante na vida de alguém."

Doí. Mas qual "tapa" não doeria? No entanto, doeria muito mais não saber o que agora eu sei.

Pronto! Escrevi, mesmo sem querer escrever.








segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Dai-me paciência

Para não dar uma de Cris Nicolotti, pois minha vontade é essa, resolvi inspirar e expirar hoje mil vezes e ser meio "Shakespeariana", dar uma de boa moça, entender com resignação os designos da vida, da natureza, dos passarinhos, das flores, dos peixinhos. A gente tem que aprender a viver, pelo menos, no mínino da frieza, até conseguir atingir nossos objetivos. Mas vamos combinar? É foda (com o perdão da palavra) dar uma de boa moça.

No sábado, um amigo telefonou e contou-me um "causo", disse ao final: você poderia ajudá-la, aconselhá-la, direcionar a vida dela. Caraca...eu o que? Estou morrendo de dor de cabeça, a mulher é uma cobra e se Deus não deu asas à cobra sou eu quem vai dar? Putz...não tenho vocação para Madre Teresa de Calcutá. Adoraria, mas não tenho.

O Mané Cerol Virtual faz merdinha, a Dadinha faz merdinha, a Calça da Gang faz merdinha ...todo mundo faz merdinha e você ainda tem que ser benevolente e ficar ouvindo as eternos e seguidos leites derramados? Já não bastam as minhas próprias merdinhas? A galera adora fazer merda e viver na merda. E eu tenho que ser Nossa Senhora da Paciência? Se eles não tentam melhorar, mesmo sabendo assumidamente o caminho e as respostas que já foram ditas, lidas, escritas, musicadas, poetisadas...CARACA...serei eu a dizer?

Será que é tão difícil deixar de bater na tecla do DÓ? E ainda vem um outro ser insano querer trocar uma amizade por uma comissão. O outro espera você acordar para poder viver. A outra só respira se você respirar. O outro não sabe pegar um bule e fazer um café, tem que usar a cafeteira. E eu mereço ficar ouvindo, lendo e presenciando essas idiotices. Caraca...não pode ser tão difícil assim você dar o primeiro passo e começar ou recomeçar, pegar a chaleira, esquentar a água e coar o café... como queira.

Bem, como já estou zen, fiz meus exercicios de inspira e expira, bem como os de Tai Chi Chuan, então, deixarei um lindo texto de William Shakespeare (os entendidos dizem que não é dele, também acho que não seja, enfim...) como reflexão para mim mesma. Sem antes, é claro, pois eu mereço e paciência tem limite: Querido e Querida ..... &¨%$#@*&

Pronto! Melhorei! Estou ótima e o msn me chama!


APRENDENDO A VIVER



Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil
diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma

E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.


E começa a aprender que beijos não são
contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e
olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.


E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os
planos,e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar
exposto por muito tempo.


E aprende que não importa o quanto você se
importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa
perdoá-la, por isso.


Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas
segundos para destruí-la, e que você pode fazer
coisas em um instante, das quais se arrependerá
pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo
a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas
quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos
que os amigos mudam, e percebe que seu melhor
amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem você mais se
importa na vida são tomadas de você
muito depressa, por isso sempre devemos
deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas.
Pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm
influência sobre nós, mas nós somos responsáveis
por nós mesmos.


Começa a aprender que não deve se comparar com os outros,
mas como melhor que você pode ser.

Descobre que leva muito tempo para se tornar
a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde
está indo, mas se você não sabe para onde
está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o
controlarão, e que ser flexível não significa ser
fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma
situação, sempre existem dois lados.


Aprende que heróis são pessoas que fizeram
o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você
espera que o chute quando você cai
é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos
de experiência que se teve e o que você
aprendeu com elas do que com
quantos aniversários você celebrou.


Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que
sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela
acreditasse nisso.


Aprende que quando está com raiva tem o direito
de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o
que pode, pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade
com que julga, você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu
coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em
vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que, realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe
depois de pensar que não agüenta mais.


E que realmente a vida tem valor e que
você tem valor diante da vida!

"Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder
o bem que poderíamos conquistar,
se não fosse o medo de tentar."


WILLIAM SHAKESPEARE



sábado, 22 de setembro de 2007

Imprevistos

Nem de longe sou a pessoa mais organizada do mundo, muito menos metódica. Mas quando marco um compromisso gosto de cumprir, a não ser que algum imprevisto me impeça, dificilmente falho aos meus encontros. Mas ser derrubada por uma dor de cabeça é um saco, principalmente para mim, que não tomo remédios desnecessariamente. Estava de manhã com o super Adão no msn e já reclamando da dor de cabeça.

Ontem, minha mãe perguntou se eu não gostaria de ir para nossa casa em Araruama. Respondi que não podia porque já havia agendado um encontro. Resultado: nem a viagem e nem o encontro.

AP e Fabi, prometo que pelo menos o nosso teatro sairá...desculpa meninas! Esqueci de falar para as meninas que havia um show do Geraldo Azevedo, no Circo Voador...ahhhhhhhh...amo Geraldo Azevedo!

Ah! Essa música. Me lembra uma cidade, uma praia, uma cachoeira, céu sem estrelas cadentes, um cara ao violão tocando e outro cara deitado no colo cantando desafinadamente. Essa música é linda! Uma bela declaração de amor...



Dia Branco
(Geraldo Azevedo e Renato Rocha)
Se você vier
Pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair

Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco

Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo


Meninas! Carpe Omnium...pois somente agora a teimosa se rendeu à Neosaldina.


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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

El Hombre Perfecto

"Pior do que nunca achar o homem certo
é viver prá sempre com o homem errado." (ditado feminista)

"Pior do que viver prá sempre com o homem errado
é descobrir que a escolha foi tua" (by Beth)





RecadosAnimados.com




Tem horas que é melhor confiar no lobo mau!!!
Esse loirinho da foto...essa posição empinada dele...hummm...sei não!!

Uma manhã no pasto


Muita gente sabe que faço curso de vôo livre, estou aprendendo a ser piloto de parapente, apesar de ter uma paixonite aguda pela asa-delta; mas ano passado ferrei o joelho no treinamento de asa-delta e fiquei meio medrosa de me machucar novamente e o treino de parapente é infinitamente muito mais tranquilo. Mas modalidades preferenciais a parte, pois o objetivo é voar; estava euzinha no treinamento, no morrinho-escola (depois de 10 dias ralando na UFRJ), que fica na zona oeste do Rio de Janeiro, no bairro de Paciência (haja paciência!!! sair do Fundão para Paciência...haja paciência!!) dando uma de curiosa das atividades dos capiaus locais. Onde treinamos é uma fazenda, ou um grande sítio e por lá há muito cavalo e boi no pasto.

Dias desses enquanto o outro aluno decolava, fiquei observando uns catadores no meio do pasto. Pensei: será que eles estão catando cogumelo? Bem, curiosa que sou, fui lá xeretar o que eles estavam catando no meio do pasto. E para minha surpresa eles estavam pegando bosta para fazer o estrume para plantação. Mas até aí "morreu Neves", pois isso é coisa normal de acontecer em sitios, fazendas, granjas e locais do gênero.

Mas minha curiosidade era maior do que o "morreu Neves".

- Moço, como o senhor sabe qual é o excremento bom para preparar o estrume?
- Eu pego o da vaca. O do cavalo não serve.
- Mas qual é o da vaca e qual é o do cavalo?

Bem, passei bons e longos minutos, em vez de treinar, andando com o tal moço pelo pasto e procurando saber a diferenciação entre a bosta do cavalo, a bosta do boi, a bosta da vaca, a bosta do bezerro. E como se preparava um bom estrume.

Marcelo, o meu instrutor, não sabia se olhava para o aluno decolando ou se prestava atenção nas minhas perguntas inusitadas ao catador de bosta. Custando a acreditar na cena que via ao seu redor. Ao terminar minha aula extra com o catador de excrementos bovinos, Marcelo me perguntou se eu havia virado especialista em bosta. Bem, respondi que era interessante saber onde estava se pisando.

Minutos depois, enquanto o outro aluno continua treinando, eu olho para o outro lado do morrinho e vejo algo de estranho.

- Marcelo, aquilo é um boi morto ou uma pedra?

E antes que ele pudesse responder lá estava eu me embrenhando pelo pasto e perguntando ao capataz o que era àquele objeto inerte adiante. Já sabendo a resposta, convoquei imediatamente o meu instrutor para me acompanhar naquela aventura cadavérica bovina, sendo que, antes que ele dissesse um sonoro não, sai andando com o capataz pasto adentro para ver o boizinho morto.

- Porque mulher tem que ser curiosa? Volta aqui sua doida, vai subir o morro para decolar. Eu mereço. Eu mereço. "Aluno é a imagem do cão" - sempre resmunga Marcelo repetindo a frase de seu antigo mestre que lhe ensinou a arte de voar há 12 anos atrás.

Pelo menos descobri o porquê o couro do boi é a última coisa que o urubu come.

Ah! Eu adoro e me divirto com essas coisas simples da vida. Só espero nunca dar de cara com uma cobra ou uma onça por causa da minha curiosidade, já me bastam àquelas que não rastejam e que têm duas pernas.




quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Indicação

Normalmente divulgo novos bloggers quando alguém me presentea com algum selo ou me repassa um meme´s. Sempre no meio da relação de indicados eu dou uma ênfase aos novos espaços que conheci ou que apareceram por aqui para comentar. Mas desta vez farei diferente, pois fiquei encantada com esses dois espaços abaixo.

Sendo assim, apresento-vos Tatá e Michelle. Mais dois lindos e sensíveis espaços no mundo dos bloggers.

Parabéns meninas! Sejam bem vindas à blogosfera e aos loucos adoravéis que nela habitam. No meio de tantas crônicas, criticas e debates, às vezes é bom demais termos um cantinho sensivel para nos aconchegarmos e nos deliciarmos nas palavras.



terça-feira, 18 de setembro de 2007

21 anos depois....


Prontissima para dormir e o telefone toca desesperadamente. Olho o bina (coisa boa esse negócio de bina) e me surpreendo com a ligação de uma amiga meio sumidinha do mapa. Ela me ligou para contar que estava se separando após 17 anos de casamento, 2 de namoro e 2 de noivado.

Nossa! Fiquei meio atônita. Sabe àquele casal que você não vê defeitos socialmente? Foram os primeiros namorados um do outro, ela engravidou, anteciparam o casamento e levaram a vida crescendo juntos, ajudando um ao outro, sendo parceiros na dificuldade para poderem usufruir o bem estar ou a tranquilidade financeira sonhada, torceram pelo reconhecimento profissional um do outro e não rolava disputas ou havia desconforto de quem ganhava mais que o outro, dividiam todas as despesas. Era um casal agradabilíssimo de se conviver, nunca rolou um stress social, barracos, mal estar ou deixas diversas. Casal bacana mesmo de querer estar junto. E agora vem ela com a bendita separação e seus argumentos: Amiga, pensei, pensei, pensei e decidi - pedi o divórcio.


Os argumentos dela (por ela):

Trabalho, sou formada em 2 faculdades, tenho mestrado e várias especializações, ganho relativamente bem, os filhos estão bem criados, não dependo dele para nada financeiramente e o que estou fazendo dormindo ao lado do meu melhor amigo? Estava há dias incomodada com essa situação, achava que o problema era comigo, tipo TPM, bipolaridade, essas coisas de mulherzinha. Viajei, fiquei uns dias fora com as crianças e não senti a menor falta dele, comecei a imaginar a minha vida sem ele e me sai bem hipoteticamente. Madrugada passada, depois de muito rolar para cá e para lá, sentei na cama, catuquei ele, chamei para a conversa e decidimos pela separação. E estou me sentindo leve e feliz. Parece que tirei um peso das costas. Hoje, conversamos com as crianças, elas entenderam e aceitaram prontamente nossa decisão.

O Consenso ! (por ela)

Não rolou stress. Para minha alegre surpresa ele confessou que pensava nessa possibilidade. Durante a nossa conversa, a única exigência que ele fez foi de ficar com os Victor Hugo e Kafka (os cães labradores) e que judicialmente possamos sugerir uma guarda compartilhada das crianças e quer que preservemos o patrimônio das crianças.

Voltando ao telefone:

- Amiga, eu estava dormindo e transando com meu amigo. Definitivamente não dá para rolar sexo por sexo com o pai dos seus filhos. Acabou o amor. E você sabe que eu odeio barracos, tristeza, depressões, traições, mendicância de amor, conviver dentro de uma união morna; e antes que isso acontecesse ou fossêmos parar no divã de um analista, preferi terminar o casamento.

- Nossa! Simples assim? E como você está? Tudo bem? Em que posso te ajudar?

- Amiga, quando a gente quer é simples demais. Mas te liguei para te pedir um favor: me dá o telefone de um advogado especialista em direito de familia? Sabe como é...temos patrimônio... 4 filhos ainda menores. Quero saber como funciona esse negócio de guarda compartilhada, achei bacana essa idéia dele de dividirmos as responsabilidades com as educação das crianças. Você entende, não é mesmo?

- Anota ai!


******** O que me chamou mesmo a atenção nessa história de separação, foi o fato dela dizer: descobri que não sentia falta dele. Me lembrou o filme A Guerra dos Roses, onde, se não me engano, Oliver (Michel Douglas) enfartava e Bárbara (Kathleen Turner) não foi buscá-lo no hospital, preferiu fechar um negócio. Ela havia descoberto com o susto do enfarto dele que a vida dela continuava sem ele, então, para que continuar com ele se ela pode ser mais sem ele e se descobriu que ela não o amava mais?


Ainda bem que minha amiga não esperou o marido (que é gente boníssima) enfartar para descobrir que poderia recomeçar sem ele. E melhor ainda, a decisão foi consensual; diferentemente do ocorrido em A Guerra dos Roses.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Torpedo II


Três mocinhas elegantes - cobra, jacaré e elefante!

M - Muito engraçadinha você.
B - Sou mesmo, uma graçinha, diga-se de passagem.

D, M e B estavam saracoteando pela Coutê D´Azur, após a aventura do carro que foi devidamente resgatado daquele banco de areia que surgiu de repente na frente do carango. Até hoje B jura que não fez nada de errado naquela manobra.

Quando as três moçoilas, enfim, estavam desfrutando dos peixinhos, cervejinha e um belíssimo pôr de sol com àquele vento frio a beira mar, aparece uma saracoteante senhora à mesa perguntando se alguma delas era casada. Sendo que, essa saracoteante senhora ficou estrategicamente posicionada atrás de B.

M muito séria, diga-se de passagem, como toda causídica que se preze deve ser (pelo menos faz de conta que é), levantou a sobrancelha e imediatamente ao mesmo tempo em que respondia que era a casada do grupo, sinalizava astutamente para B desconfiando da intenção daquela senhora para com B. Com o olhar dizia tipo assim: é contigo minha nêga!

- Bem, vou ser sincera com vocês. Estou trazendo um bilhete de um amigo que ficou muito interessado em você moreninha. Ele está ali naquela mesa, olhando para cá, o moreno alto, bonito e sensual.

B - Esse bilhete é para mim?

- Bilhete? Disse a senhora saracoteante. Não, é o cartão de visitas dele, com telefone, endereço, nome da empresa e sua função presidencial.


D e M se puseram a rir daquela sinuca que B sem querer se meteu. A astuta e saracoteante senhora, além de ser portadora do seu pretendente, era uma tagarela de marca maior. Falou toda sua vida em questão de minutos, disse inclusive que era gay, mas que era casada e que sua companheira era muito ciumenta, entre outras coisas mais. Além disso, fez B jurar que iria ligar para o pretendente, passou para ela todo o curriculum vitae dele, vida intima e social. E quando menos B espera, o tal pretendente senta-se a mesa. "Nossa! Que moreno bonito, simpático, que sorriso lindo" - Epa! Não foram as palavras de B, foram as conclusões finais de D e M para o pretendente de B.

O papo que deveria ser entre D, M e B numa linda tarde fria a beira mar, acabou tendo a companhia de mais dois personagens que souberam simpaticamente e estrategicamente ganhar a simpatia do grupo.

- Vocês vão fazer o que hoje a noite? Ele perguntou, é claro!
D - Vamos à Buzios!
- E amanhã? (insistente ele heim?)
D - Vamos à Rio das Ostras, na praia tal....!
- Adoro essa praia, podemos nos encontrar por lá. O que acham? (chatonildo!)
D - Ótimo! Almoçaremos todos juntos!
- Posso ligar para você? (olhando para B) Para confirmar em que quiosque vocês estarão?
B - ham ham!
- Esse telefone é o seu mesmo?
B - ham ham!
- Então, combinado assim. Amanhã nos encontraremos ok?
B - ham ham!

Despedidas a parte, conta paga, as três decidiram descansar antes da noitada em Búzios. No caminho para casa, relembram a conversa com pretendente de B.

M - O que você achou B?
B - Hoje, não iremos à Buzios, iremos à Cabo Frio. Amanhã não vamos mais à Rio das Ostras, iremos à Buzios. E me lembrem de desligar meu celular?
D e M - Como assim? Você não gostou dele? Perguntaram chocadas
B - Fala sério! A primeira coisa que vi foi ele se levantar da mesa onde estava, ir no banheiro, não lavou as mãos no lavatório e ainda sentou na nossa mesa. E as otárias manezinhas ainda apertaram a mão dele.
D e M - Que nojo!

B depois de ouvir a defesa da parte ré que tentava argumentar o quão interessante era o pretendente, disparou: -Meninas! Vamos combinar? Deixemos o banheiro e mãos não lavadas a parte, mas há coisa mais brega do que o velho cartão de visitas empresarial numa conquista? Soa como algo vendável; ele está se vendendo e eu comprando. Não rola. Ainda prefiro a estratégia do velho e bom papelzinho de guardanapo com letra de próprio punho entregue pelo garçom.

D - Concordo com você, de próprio punho é mais interessante.
M - Jamais vou me perdoar por ter apertado a mão dele.
D e M - Mas que ele é uma gracinha, isso ele é - deixa a gente ver o cartão dele?
B - Sei!

Muitas e muitas luas e luas depois, B remexendo na sua carteira de documentos descobre que o cartão ainda estava lá, devidamente guardado.

- De quem é esse cartão? Um certo cara perguntou curioso.
B - Pois então...veja bem...!
- Ham...Ham! Sei! Outro torpedo?
B - Pô, faz maior tempão isso ai.
- Sei! Se não estou enganado, faz pouco tempo que a senhorita foi à Coutê D´Azur.
B - É mesmo? Nem me lembrava.


*** Até hoje B não descobriu se foi D ou M que deu o telefone dela para o tal cara do torpedo.

domingo, 16 de setembro de 2007

O Mané Cerol Virtual

O Mané é daqueles caras que não tem nome, cabeça, tronco e membros; é uma coisa que navega pelos mares da rede virtual, talvez, mais do que isso; ele vive na rede, mora dentro dela, é um fake real, com uma vida virtual. Mané namora pela rede, manda curriculun´s pela rede, sofre pela rede, faz barraco pela rede, desabafa pela rede, confessa pela rede, acho até que transa pela rede. Suas namoradas e novos amigos moram na rede. Chega ao ponto, de ficar com um laptop deitado no sofá, sem levantar o traseiro para correr atrás de seus interesses, pois a rede o atende muito bem, afinal, para que o Mané vai gastar sola de sapatos?

Recentemente, Mané vendeu seu botijão de gás, computador e cuecas só para viver uma aventura virtual sexual que conheceu pela rede. E lá foi o Mané feliz da vida viajar alguns quilômetros, atravessar alguns Estados, comer muito pão com mortadela só para conhecer sua musa virtual sexual e virar Piu-Piu de Marapendi em nova versão: Chegando lá, eu vou me dar bem.

Como não poderia deixa ser, pois quem avisa amigo é e, se conselho fosse bom não se dava, vendia; chegando no seu destino nordestino, Mané percebeu que nada era o nirvana pretendido ou que aparentava ser, que a seca e a caatinga era uma real, que o Nirvana não existia mais, que Curt Cobain era um doidão que se matou por estar em crise existencial e que nem sempre o virtual é tão gozo total quando dá ares de real. E Mané voltou com as mãos atadas, ferrado, duro, cheio de dívidas, sem computador (sua ferramenta de trabalho) e com àquela velha história do dó, dó, dó, tenham dó de mim, se compadeçam de mim; sou um pobre coitado na vida, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor e sem muito entender o que deu de errado na longínqua empreitada. Mané adora se fazer de vítima, pois sempre haverá uma alma compadecida feminina, querendo lhe dar colo, após saber de suas merdinhas.

Ele é tão viajante na maionese no mundo virtual que recentemente a sua musa sexual virtual andou tendo uns peripaques e as noticias chegavam via torpedo. “Ei Mané, ela foi internada, ela está no soro, o médico suspeita de meningite, ela está na CTI, ela chora te chamando, ela vai morrer. Opa! Mané, presta atenção, não é meningite é depressão...”. Ai chega a insana que vos escreve, e diz: Mané, posso te fazer uma pergunta? Desde quando saúde, risco de vida se trata por torpedos? Eu e minha língua, pois tem horas que é melhor deixar alguém viver no mundo de Alice. Mas, com a pulga instalada atrás da orelha, o Mané liga para a casa da musa sexual virtual e ela atende o telefone e virtualmente desmaia. Outros torpedos se seguiram: ela fugiu do hospital, ela foi para casa, o telefone tocou, ela ouviu tua voz e desmaiou. E o Mané com cara de otário, acreditou.

Mas como vida de Mané dura pouco e todo Mané se transforma em otário, então, logo abriu os olhos, fez a fila andar virtualmente e já está com novos pegas, amores, afazeres, dilemas, nóias. E cantando a mesma música: tenham dóooooo de mimmmmmmmmm, eu já não possso suportar essa minha vida de amarguraaaaaaaaa.

E Mané, mesmo sem computador, conseguiu bravamente mudar o rumo de sua história, virou o otário da vez que canta de galo. Tornou-se o comedor virtual, ciscando em todos os galinheiros, currais e pocilgas disponíveis, fica à caça de camisinhas, lubrificantes, fantasias de Robin, algemas, videos pornôs, calcinhas exocet e faz novas amigas sexuais virtuais e anda lambuzado de tanto comer mel. E salve, salve às lan´s.

- Posso te fazer uma pergunta? Diz, timidamente e muito sem graça o Mané.
- Se eu souber responder.
- Como um HPV se manifesta num homem?

------- xiiiiiiiii (homem quando chega à essas perguntas, é porque algo não saiu bem quando brincou de médico)

- Aconselho você procurar o Dr. Google.com ou a Dra. Wikipedia.org
- Estou falando sério.
- Eu também Mané. O virtual tem respostas excelentes para a crueldade da vida real.

Acorda Mané Cerol. César cobra seus tribunos e o mundo gira Giramundo.


***** Por falar em Mané e Manés, os jornalistas Arthur Dapieve, Gustavo Poli e Sérgio Rodrigues lançaram em 2003 o Manual do Mané. Guia de auto-ajuda para o homem que vacila. Não sei se ainda está sendo editado, mas vale muito a pena procurar.

sábado, 15 de setembro de 2007

Eles são assim

Estava a pouco pensando nos meus amigos, naqueles amigos que ficam, não naqueles que estão de passagem, ou naqueles que passaram. Pensei naqueles que estão, naqueles que ficaram. Essa semana recebi esse texto do Oscar Wilde e esse mesmo texto acabei de ler nos depoimentos de uma outra amiga no orkut. Então, pensei: É isso! São eles, sou eu, somos nós, mas bom seria se estivessêmos todos juntos!





"Escolho meus amigos não pela pele, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos, fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Quero que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou."

(Oscar Wilde)




sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Blog Certificado !


Primeiro gostaria de agradecer à lindissima e especial Paola a indicação do selo acima. Querida, volta logo ok? Mas saiba que um recesso pessoal sempre faz bem e reenergiza nossa alma. Você bem sabe o que vou aprontar contigo assim que esse recesso se findar.

Bem, indicarei os seguintes e maravilhosos espaços para receber o selo que se destina aos espaços que proporcionam bons momentos virtuais.


01 - Poeiras ao Vento, de minha amiga Jullie Show, por querer dividir suas percepções de vida, suas emoções e análises sob um prisma clinico, nem tão clínico assim. Como ela mesma diz: estamos nos reconstruindo sempre.

02 - Enquanto na Terra, de minha amiga Kaká. O canto onde me aconchego nas nuvens, nos ares, nos contos e encantos.

03 - A Cor da Letra, do encantador mago prestimoso Rayol. Esse cantinho do Rayol é puro deleite.

04 - Memórias Vivas e Reais, do sempre presente Poliedro. Essa alma poética e de grande sensibilidade é um do meus visitantes diários do meu espaço de poemas. Nossa! adoro seus comentários, me fazem entrar em extase.

05 - Morando Sozinho, do Vinicius. Esse espaço me faz relembrar de cada coisa que passei quando pela primeira vez morei sozinha e logo em São Paulo, longe dos cuidados de papai e mamãe. Me faz dar altas gargalhadas. Ótimo espaço. A gente cresce aprendendo a se virar sozinho.

06 - Secret Sins, do DU. Adorei receber a visita em um dos meus post´s. Fui visitar o blog e adorei o espaço. Sempre estou por lá acompanhando as novidades.


Beijos a todos


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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Shaná Tová


Rosh Hashaná

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Hoje, o povo judeu entra no perído de comemorações do Rosh Hashaná, o ano novo judeu que se inicia amanhã.

Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, dá início a um período de dez dias conhecido como os Grandes Feriados, ou Yamim Nora’im, um período de penitência e oração que termina com o Yom Kipur. Estes dez dias são concedidos aos judeus do mundo inteiro para que se arrependam dos seus pecados e peçam o perdão de D-us. (fonte: Cultura Judaica)



"Shaná Tová ve chatimá tová"




Não sou judia, mas em respeito à essa cultura e aos meus bons amigos que fazem parte dela, resolvi fazer esse post em comemoração ao Rosh Hashaná. Pois todos fazemos parte desse poder universal da criação.

******** Voltei ao post, para colocar trecho de um e-mail recebido de um amigo. Milton é judeu, estudioso dos ensinamentos judaicos, cabala e um grande canal aberto aos sentimentos religiosos de qualquer povo. São os votos do Milton para esse novo ciclo que se inicia.

"Rosh Hashaná não é o dia universal dos desejos a se realizarem. Também não é o dia para sairmos e nos embebedar vendo lindos fogos nos céus. Não é o término de um ano letivo. Tampouco é o dia milagroso que vai transformar-nos em pessoas com dinheiro, amigos, alegria e saúde. O que comemoramos então?

*"No judaísmo não existe forma milagrosa.
Existe sim, muito trabalho a ser
feito."*

Não vamos acordar melhor depois de amanhã senão trabalhamos o ano todo para isso. Sabemos que o mundo começou a ser criado seis dias antes de Rosh Hashaná. Em Rosh Hashaná, D'us criou o Homem. "Façamos o Homem". Façamos o Homem, eu e você, Homem. Todos os dias, precisamos nos fazer, crescer, evoluir. Ser sócios de D'us em nossa própria criação.

Rosh Hashaná é o dia, ano após ano, em que o homem e todas as criaturas coroaram D'us como Rei. Neste dia de novo reinado, o Rei nos julga pelo que fizemos e pelo que não fizemos. Ele quer saber se fomos bons sócios na sua criação ou se é hora de desfazer a sociedade".

Tkiva ve Chatima Tov.
Milton Schwartz


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Uma voz...

Hoje, ao retornar do treino, paramos numa loja de conveniência, comprei um livro e um jornal. Li, que ele não estava bem; fiquei pensativa. Ao chegar em casa soube que ela o havia chamado, pois era chegada a sua hora. Ufa! Como foi rápida...

Poucos ícones do mundo artistico deixaram registros em minha memória. Poucas músicas fazem parte de minha vida, de minhas lembranças, de meus momentos. Poucos sons me emocionaram. Poucas vozes me tocaram. Poucos conseguiram, com uma só música e numa só voz, me fazer chorar.

Boa Viagem. E que tua voz faça parte do belissimo coro celestial.

REST IN PEACE LUCIANO







Ave Maria, gratia plena

Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen.



quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Operação "O Carro Atolado"



O carro atolou ! E agora? As três se perguntaram diante de um azul de céu e mar.

D - Eu posso resolver, mas antes tira uma foto do carro atolado?
B - Uauuuu que lugar lindo!
M - Foto? Lugar lindo? Alouuuuu o carro atolou. E agora?
D - Sacanagem e nem um quiosque para uma cerveja geladinha.
M - Fácil de ser resolvido, podemos resolver isso, somos mulheres inteligentes.
B - Concordo. É claro que podemos resolver. Vamos todas juntas agora em uma só voz.

Um, dois, três e o coro estridente de vozes femininas chorosas e desprotegidas ecoaram no paraiso: - Moçooooooooo! Ei, moçoooooooooo...socoooorro, o carro atolou aqui. O senhor pode nos ajudar?

E aparece não apenas o "tal moço", mas dois, três, quatro gentis minhoquinhas da terra. Analisa daqui, empurra dali, suspende acolá e nada. Enfim, uma verdadeira operação de engenharia civil foi montada para a retirada do carro. E cava daqui, cava dali, pega a enxada e continua cavando até a operação ter sucesso.

B - Obrigada pela ajuda meninos.

Mas o papo continuava entre elas, pois mulher que se preze, em vez de ficar zangadinha, sempre repara em algo interessante mesmo diante das situações mais inesperadas:

D - Vocês viram o Deus do Ébano?
B - Nooooosa!
D - Aquilo não é um homem. É um espetáculo.
M - Ele foi o último a chegar, mas comandou toda a operação de resgate do carango.
D - Nooooosa! E que operação. E que resgate.
B - Ele estava pescando.
M - Eu vi. Você também reparou?
B - E quem não repararia naquele espetáculo na beira do mar?
M - Mas de quem foi a idéia de parar naquele lugar?
B - Ah! Eu vi uma estradinha de terra e estradinhas sempre levam à lugares interessantes.
M - Da próxima vez eu dirijo. Você é muito curiosa.
D - Eu continuarei a tirar fotos. Mas bem que poderia haver um quiosque a beira mar, pois enquanto eles desatolavam a gente bebia.
M - É verdade. Ufa! E agora? Vamos para onde?
B - Parar em algum lugar entre o céu e o mar e que tenha cerveja.
M e D - Excelente idéia.

B, D e M ... enfim, mais uma vez, se divertiram muito.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O Torpedo !


Depois dizem que mulher é bicho esquisito, mas homem sai com cada uma que me faz rir com sua forma infantil de planejar idéias mirabolantes.

Lá estava ele retornando do toillet quando é abordado por alguém, diria tipo assim, audacioso.

- Ei! Você é amigo daquela morena?
- Sim.
- Entrega esse bilhete acompanhado do meu cartão para ela? Fiquei encantado com tua amiga.
- Ok.
- Será que ela vai se zangar se eu mandar um vinho para a mesa? Tudo bem para você?
- Não. Por mim, está ótimo.

De volta a mesa, ele é recebido com um lindo sorriso da sua parceira que ficou curiosa ao vê-lo retornar com àquela cara de quem aprontou algo.

- Bebê, àquele cara disse que ficou encantado com você e pediu para entregar esse cartão e essa mensagem.
- Como assim? Você pegou o cartão dele?
- Bebê, presta atenção: eu tinha duas opções. Ou rir da situação, ou meter a porrada no mané. Mas resolvi pensar o seguinte: você está lindissima, ele está certo em te olhar. O mané só não teve tempo de perceber que você já tem dono. Coitado! Fiquei com pena, não queria entristecê-lo. Sou do tipo paz e amor e faça um mané feliz.
- Sei.
- Hehehehehehe...agora eu vestirei minha capa de dono do pedaço e darei uns pegas em você.
- Sei.
- Hehehehehehe...o cara vai olhar sem graça e não vai ter coragem de me encarar a noite inteira. Ainda corre o risco de se mandar do restaurante.
- Sei.
- Confessa. Eu sou um gênio.
- Sei.
- E ainda tomarei o vinho que o mané mandou para a mesa.
- Sei.

Ele passou bons minutos rindo de sua arteirice de menino. Todo prosa por ter conseguido se vingar do pretenso rival de uma forma meio pueril de ser. E mais risadas dava quando percebeu que seu plano havia dado certo. O tal "mané" havia ido embora do local muito sem graça, para não dizer coisa pior.

- Sr. Gênio, o cara foi embora. Deixa eu ver o cartão dele?
- Bebezinho, tu acha que sou otário? Ele disse rindo e rasgando o cartão.
- Sei.

No fundo, são apenas meninos que adoram demarcar seu território, se achar o dono da bola e garantir o futuro no possivel empreendimento.

- Sei...


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ótima Semana

Essa semana será curtinha, com um feriado se aproximando. Aproveitem. O tempo urge e ele não espera por você. Já estamos em setembro...parece até que foi ontem que você estava brincando de amarelinha; mocinho e bandido; pera,uva, maçã ou salada mista; subindo em árvores, brincando de médico...

Acordou nostalgica, moça? - me disse alguém. Que nada bobo! Mas o tempo passa...o tempo voa...e a poupança bamerindus não existe mais. Mas...e dai? E que venha o tic-tac do tempo.


Dum loquimur, fugerit invida 
Carpe diem quam minimum credula postero

(Horácio, em Odes I, 11.8)




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