segunda-feira, 23 de junho de 2008

Para melhor entender...

Depois de descobrir que a natureza jurídica de um túmulo é bem imóvel, levantei os dedinhos e perguntei ao professor: "Teacher. Sendo bem imóvel, então ele pode ser executado? Entrar no inventário? Ser parte de herança? Sofrer posse mansa e pacifica? Os de cujus podem se valer do usucapião?

Se o teacher está de sacanagem para dar uma relaxada na tensão final de provas, então nós também estamos. E não é que a turba de futuros causídicos entraram na minha e discutiram a possibilidade de indicar o túmulo no processo executório?

Estudante de Direito é assim, tudo gaiato. Deixarei aqui algumas gracinhas minhas e dos coleguinhas.net que, igualmente, são contra a equidistância do povo e para o povo que é proporcionada pelo vocabulário Jurídico. Destarte (que não é irmão de Descartes), para que um doutor pergaminho (apelido dado aos que usam determinada técnica de cola para sair da escola) não te enrole numa futura consulta, segue abaixo algumas orientações básicas nos termos usuais de uma lide, ou melhor dizendo, daquela parada que você entra para defender o teu. Tá ligado?

Essa brincadeira abaixo me fez lembrar um texto que li do professor Aurélio Wander Bastos, renomado consultor jurídico e autor de obras ligadas a sociologia jurídica que, na época de estudante/ estagiário,  lá nos idos dos anos 60, confundiu Espólio com Senhor Espólio, pessoa física. E já exausto de tanto Senhor Espólio que encontrava na frente, comentou seu desânimo com  um funcionário de cartório bonzinho (coisa rara) que  penalizado do estudante Aurélio, ajudou-o descobrir o mistério e origem de tão "comum" nome.

Me vou...em agosto estou de volta por aqui. Última semana de provas e logo depois: Férias...Férias...Férias!!

Vocabulário Juridico as Avessas

Espólio - "vamos ver o que ele deixou depois que foi dessa para melhor"

Litigância de má-fé - “o mal do urubu é pensar que o boi tá morto”.

Estelionato - “malandro é malandro, e mané é mané”.

Vicio de produto  - "não comprou Tigre, se deu mal. A doutrina majoritária pode entender que: tem alguma coisa estranha com o bagulho"

Ação Redibitória - "quero o que é meu de volta"

Responsabilidade Civil - "pensou que fosse escapar dessa?"

Jurisprudência - "Se rola lá, rola cá...vamos seguir os brother"

Abertura de inventário - “e vai rolar a festa, vai rolar”.

Reconvenção - “cê é louco, mermão. A culpa é sua”.

Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência - “camarão que dorme a onda leva”.

Recurso adesivo - “eu vou no vácuo”.

Crime tentado - “ah, nem deu. Deixa pra próxima

Jus Postulandi no Direito do Trabalho - "eu me garanto sozinho doutor juiz. (Uma corrente minoritária entende que "tá pensando que vou dar 30% a advogado?")

Prazos - "acelera Rubinho..."

Nomeação à autoria - “vou cagoetar todo mundo”.

Chamamento ao processo - “o maluco ali também deve”.

Assistência - “então brother, é nóis”.

Princípio da boa-fé, ou lealdade processual - “se vier na crocodilagem, vai levá pipoco”.

Princípio da ampla defesa - “aí mano, aqui tem pra trocá”.

Princípio da iniciativa das partes - “faz a sua que eu faço a minha”.

Princípio da inércia jurisdicional - “na boa brother, num posso fazer nada”.

Princípio da isonomia - “aqui é todo mundo na humildade”.

Princípio da insignificância - “grande bosta”.

Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado - “nóis é nóis, e o resto é bosta”.

Trânsito em julgado das decisões - “vai chorar na cama que é lugar quente”.

Princípio da legalidade - “não adianta caçar assunto”.

Sucumbência - “a casa caiu !!!”.

Legítima defesa - “folgou, levou”.

Legitima defesa de terceiro - “folgou com o mano leva na oreia”.

Legítima defesa putativa - “foi mal”.

Oposição - “sai quicando que o barato é meu”.

Direito de apelar em liberdade - “fui!” (parte da doutrina entende como “só se for agora”).

Princípio da pás de nullité sans grief - “cê faz a parada errada e qué paga de gatinho?”.

Ilegitimidade de parte - “dá linha na pipa, mano”.

Representação na ação penal pública condicionada - “adianta o lado aí”.

Princípio contraditório - “agora é eu”.

Princípio da ação - “vamo, vamo,vamo”.

Honorários advocatícios - “cada um com os seus problemas”.

Assistência judiciária - “o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada”.

Co-autoria, e litisconsórcio passivo - “o que importa é estar junto” ou “é nóis na fita, mano” ou passarinho que voa junto com morcego acorda de ponta-cabeça”.

Reclamante - "quero o que é meu e um cadinho mais que o contador der"

Reclamado - "posso parcelar?" (uma corrente minoritária segue o raciocínio, "a escravidão acabou e ninguém me avisou?")

Autotutela - “vô da uma só, só pra ficar esperto”.

Ônus da prova - “palavra de homem num faz curva”.

Inversão do ônus da prova - “é tudo contigo mesmo, mermão…” ou “vai que é tua Taffarel”.

Comoriência - “um pipoco pra dois” ou “dois coelhos com uma paulada só”.

Jurisdição contenciosa - “é muita treta”, ou ainda “o barato é louco”.

Falta de ética - “essas coisas enfraquecem a amizade”.

Sucessão - “o que é seu ta guardado”.

Dignidade da pessoa humana - “nóis é pobre mais é limpinho”.

Preparo - “então…, deixa uma merrequinha aí”.

Deserção - “deixa quieto”.

Sigilo profissional - “na miúda, só entre a gente”.

Crime continuado - "Para apagar o mané fiz isso, mais isso, mais aquilo"

Falso testemunho - “fala sério…”.

Inimputabilidade - “o cara é treze”.

Obediência hierárquica - “eu não tenho nada a ver, o tiozinho que mandou fazer essa parada aqui, ó”.

Contradita - “o cara é café com leite”.

Reincidência - “porra meu, de novo?”.

Revisão criminal - “num falei que não fui eu?”.

Investigação de paternidade - “toma que o filho é teu”.

Execução de alimentos - “quem não chora não mama”.

Processo de conhecimento - “vamo ver essa parada certinho”.

Nunciação de obra nova - “cê tá zuando meu barraco aqui, doido”.

Res nullius - “achado não é roubado”.

De cujus - “presunto”.

Execução do conjuge- "casou, então tomou. Quem mandou escolher errado?"

Posse mansa e pacífica - “na bola de meia”.

Esbulho - “cheguei chegando e tá tomado”.

Despejo coercitivo - “sai fincado”.

Condução coercitiva - “não tem pinote”.

Usucapião - “ta dominado, ta tudo dominado”.

Embriaguez voluntária - “não agüenta, bebe leite”.

Interdito proibitório - “nem vem que não tem”.

Morosidade da justiça - “o barato é louco, mas o processo é lento”.

Despachar com o Juiz - “troca idéia com o maluco lá, e vê se ele adianta o nosso lado”.

Substabelecimento - “Aí, passa a bronca pra outro maluco”.

Rebus sic stantibus - “O barato viro”.

Partícipe - "Eu fiz, mas ele disse que eu poderia fazer"

Princípio da oralidade - “dá a letra aí maluco”.

Princípio do duplo grau de jurisdição - “vai pensando que tá bão…”.

Princípio da fungibilidade - “só tem tu, vai tu mesmo” (parte da doutrina e da jurisprudência entende como sendo “quem não tem cão caça com gato”).

Princípio da moralidade - “aí, mano, sem patifaria”.

Princípio da indisponibilidade - “ah! Agora já era”.

Princípio da motivação das decisões judiciais - “vai falando que eu to ouvindo” (doutrina majoritária, "vou dizer quais os motivos que me levaram a te ferrar").

sábado, 21 de junho de 2008

Redações premiadas

Bonita, inteligente, dançarina e uma das vencedoras de um concurso promovido pela Unesco que trouxe o tema: Como Vencer a Pobreza e a Desigualdade. O texto abaixo foi considerado um dos cinco melhores, num universo de 50 mil concorrentes. Essa é Clarice Zeitel Vianna Silva, 26 anos, estudante de direito, dançarina do caldeirão do Huck. Talvez, o pré-requisito de ser dançarina tenha chamado a atenção da mídia para o concurso promovido pela UNESCO. E ainda bem...pois não só o tema desenvolvido por Clarice é muito bom, como os demais apresentados também o são.

E quem disse que mulher bonita não pensa? O texto de Clarice e de outros estão no Site da Biblioteca da Unesco (clique aqui - em pdf). Aliás, a Unesco possui um portal excelente e que disponibiliza documentos e publicações interessantissimas;  é uma excelente fonte de pesquisa e informação. Vale a pena conhecer os textos publicados, do qual Clarice foi uma das premiadas e que soma um total  de 100 trabalhos de redação.

Passei parte da manhã lendo algumas dessas redações, e uma observação que faço é de que não precisa usar termos rebuscados, vocabulários técnicos para se fazer entender, passar uma idéia, um raciocínio em um tema complicado e ainda bastante discutido em sociedade. Basta apenas dominar a matéria, ou buscar informações sobre o assunto.

Não é tão dificil falar do Estado e para o Estado, ou para seus agentes que dele fazem parte. A filosofia e sociologia se irmanam no objetivo primaz do Estado: o bem comum. Portanto, temos que ser críticos, cobrando do Estado o resultado desses objetivos, pois para isso ele foi criado.

Os textos que li, são apresentados de forma concisa, simples e muitas vezes numa linguagem coloquial. Vale muito a pena, conhecer a idéia desses estudantes.

Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ

PÁTRIA MADRASTA VIL


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que "dos filhos deste solo és mãe gentil.", mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não "tapa o sol com a peneira". Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Fonte: G1 / Unesco

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Corruptos por opção

 

banana[1]É um padecer de mau-caratismo sem precedentes.  A eterna Lei de Gersón vigorando sempre. Enquanto houverem homens se passando por mulheres para receberem o auxilio-maternidade, e gente vivendo a La Thriller (vejam a matéria), muitos mamógrafos e outros benefícios deixarão efetivamente de serem aplicados na República das Bananosas.

E como diria Justo Verissimo amigo politico do empresário Aurélio: Quero é que o povo se exploda.

É uma pena. 

Exame de Mama

 

foto000093_peq Tenho o previlégio de ter a minha disposição um dos melhores hospitais militares da América Latina (por ser filha de militar), bem como, um plano-de-saúde de excelência. No entanto, sou exceção diante da regra geral de que 70% (setenta por cento) da população depende da saúde pública.

Desde os vinte e cinco anos faço exames de mama e de seis em seis meses realizo meus exames preventivos. Mesmo com toda essa vigilância, aos trinta e quatro anos, descobri uma endometriose severa. Passei a ouvir melhor os médicos: dores agudas de menstruação não é normal. O normal, é não sentir dor. Mas, por causa dessas dores menstruais que me enlouqueciam, acabei ficando chata e exigente com qualquer exame - faço e refaço-os quantas vezes necessário for. Portanto, nunca abri mão de exames mamográficos e ultrassonográficos da mama, mesmo quando não tinha a idade ideal para fazê-los. Acho, sinceramente, que com hormônio e com o corpo não se brinca.

Até pouco tempo o exame rotina de mamografia era obrigatório pelo SUS tão somente em pacientes acima dos 50 anos, onde há maior incidência da doença. Mais recentemente, foi sancionada lei que garante, a partir de 2009, o atendimento de rotina as mulheres com  idade a partir dos 40 anos. Mas, segundo informações do INCA, o cancêr de mama é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Portanto, ainda discute-se essa prevenção em mulheres abaixo dos 40 anos.

Hoje, a saúde preventiva na rede pública de saúde funciona mais ou menos assim: daqui a 2 meses marca-se a consulta, daqui a 6 meses faz-se alguns exames, mas pode ocorrer de chegar no dia do exame o aparelho não estar funcionando, ou os funcionários estarem em greve. Mas, se tudo der certo, então, após 1 mês do exame feito, sai o resultado. Dois meses depois volta ao médico para mostrar o resultado do exame. E NÃO ERA PARA SER ASSIM.

Recebi da Deia, do Mundo a Fora o convite para participar dessa blogagem coletiva, da divulgação desse projeto que pode beneficiar milhares de mulheres e homens na prevenção e no exame do cancêr de mama. Homens? Sim...homens podem desenvolver o cancêr de mama, apesar de ser raro. E em cada 100 mulheres, 1 homem desenvolve o câncer de mama.

banner_cancermamaA campanha consiste em entrar no site The Breast Cancer Site e clicar na figura rosa ao lado que a vida de muitas mulheres serão salvas. Se, e somente se, até o final do mês de junho este site receber 8 milhões de cliques no botão rosa, o seu principal patrocinador – Bare Necessities – doará $10,000 para mais mamografias grátis.

 Mas, assim como o Indignatus Rayol, farei também minhas ponderações.  A pasta da saúde é uma das mais ambicionadas em qualquer governo, por futuros secretários; mesmo assim comete-se desmandos, desvios de verbas, licitações suspeitas. Creio que se levassem mais a sério a saúde da população, principalmente nos procedimentos licitatórios, evitaria-se ônus tanto para o Estado quanto para o paciente/cidadão. Um paciente doente, é claro, recorre muito mais a saúde do que um paciente são. E ao final, perde Estado e perde cidadão. Se houvesse em todos os hospitais, pelo menos 5 aparelhos de mamografia, com certeza, evitaria-se o crescimento do cancêr e com ele a mortalidade. Se houvesse menos desvio de verbas na saúde, com certeza haveriam pelo menos 5 aparelhos em cada hospital.

Um outro problema, é a má distribuição de equipamentos entre os Estados e a preocupação em garantir, a partir de 2009, o atendimento das milhares de mulheres acima dos quarenta anos que se somarão àquelas acima dos cinquenta anos.  É muita prevenção para pouco equipamento. Segundo o Jornal Nacional, onde sua âncora recetemente passou por um problema de suspeita de câncer, enquanto São Paulo tem quase mil mamógrafos, sete estados brasileiros têm menos de 30 deles. Há estados inteiros com apenas três ou quatro desses aparelhos, que são fundamentais para detectar alterações e doenças. Entre elas, o câncer que mais mata as brasileiras.

De qualquer forma, qualquer inciativa, pública ou privada, que vise beneficiar a saúde no geral, sempre será válida. Mas ainda assim, cabe ao Estado a responsabilidade por melhor atendimento a sua população.

E vale ainda lembrar: o auto-exame é primordial e salva vidas.

Fonte: Oncoguia / INCA / Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Mastologia / ONG Câncer de Mama / Jornal Nacional 

 

 

 

Caneta Transparente de Cor Preta

 

Candidato a concurso público, é uma figura bizarra e esquisita. A confirmação da tua inscrição diz para levar caneta preta, apesar de que, a CESPE/UNB andou inovando. Eles disseram: levar caneta transparente de cor preta.

Ai, o candidato muito mané que é...nunca leva o raio da caneta preta; sempre vai contando que no local da prova haverão vários vendedores vendendo canetas pretas. No entanto, desta vez,  ninguém avisou aos vendedores que naquele determinado local haveriam provas a serem feitas, aliás, aquele domingo no Rio de Janeiro foi tipico de praianos e dos concurseiros. Era concurso para tudo quanto é lugar. Os vendedores de canetas deveriam estar concentrados em outros lugares, deixando lacunas em outros tantos.

E eu não fiquei atras da turba de manés. Não levei a caneta preta e logo pude visualizar que teria que correr alguns metros atrás de uma caneta preta. Tudo bem, eu e a galera do Flamengo corremos atrás de canetas na padaria, era o único lugar que tinha. Acho que o Seu Manoel da padaria faturou mais em canetas do que em pão.

Mas bizarro mesmo é na hora da prova, minutos antes da prova, antes do assovio soar. Assovio? Sim, no meu local de prova não haviam sinais, sirenes, alarmes...um fiscal assoviu e foi um assovio daqueles, de acordar quarteirão. Mas, antes que o assovio soasse, uma candidata metidona e marrentona, argumentou à fiscal:

- Minha caneta é preta.

- Mas não é transparente.

- É sim...o roxo é transparente e ela é preta.

- Não é transparente.

- É.

- Não é. E se quiser arriscar, o problema é seu. Pode perder a prova, ser desclassificada.

E a candidata muito revoltada, saiu resmungando para comprar a caneta transparetente de cor preta. Aliás, ela e outra parte da torcida do Flamengo que só aguardavam o embate final entre a fiscal e a candidata.

Meu Deus!! não seria mais fácil o edital falar: tragam caneta transparente, de cor preta, da marca  BIC. Afinal, há alguma outra marca mais conhecida pela turba de concursos públicos. Essa BIC fatura heim??

Resultado do concurso: sei lá...ainda não saiu. Mas não tenho muito o que esperar de um concurso com 900 candidatos por vaga e que não estudei porra nenhuma, principalmente com raciocínio lógico no meio. Me ferrei mesmo foi em Direito Material e Processual do Trabalho...afinal, me apresentem um civilista apaixonado por administrativo, constitucional  e que adora Direito do Trabalho. Te darei um beijo na boca e um queijo de minas.

Ao final, sempre me lembrarei do meu professor de Direito Administrativo que nos fez uma pergunta que caiu na prova da magistratura e ninguém soube responder. "Qual a natureza juridica de um túmulo?". Se não estudar leva pau. Isso é que dá namorar o professor que era juiz do trabalho e não ficar prestando atenção nas aulas e sim nos olhos azuis dele. E pasmem. Ele ainda me reprovou, não deu mole só porque eu era namorada dele.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Farinha, água e sonhos

 

Pobreza-05Nesse último final-de-semana, sem querer, fiquei observando o homem. Digo homens,  no contexto substantivo masculino da palavra. Mais profundamente e especificamente, observei o provedor, o cara que trabalha para dar o mínimo de condições sustentáveis e dignas para  sua família.  Observei o desempregado, o pedinte que vai de casa em casa. Foram filmes, programas de televisão, relatos ouvidos de alguns desconhecidos que perambulavam pelas ruas, que bateram no meu portão. E  sentei na calçada, no chão, no paralelepipedo e tirei deles o melhor de mim, para mim.

O choro de um homem, de um pai de família desesperado, me incomoda. 

Normalmente me prendo a pessoas que muito me dizem de forma interior. Não importa se bebem água do poço, ou de uma fonte francesa. Mas, tem que ter o melhor dentro de si. Gosto de histórias pessoais que me façam crescer, que me façam olhar para meu umbigo e ver o quão ainda sou pequena, o quão ainda tenho que me despreender de mim mesma. E esse final-de-semana, observei homens que choravam. O choro, transmindo uma dor profunda causada por um fracasso, uma certeza de não futuro diante da fome. Mas, diria para esses homens, que não há nada mais incerto do que o futuro. Muitas vezes, é possível uma guinada sem precedentes. A pergunta feita de sonhos é: "Quando será o dia da minha sorte, sei que antes da minha morte, sei que esse dia chegará."

Talvez seja fácil falar, observar, escrever, dar o ombro quando em verdade não sentimos na pele, ou nunca passamos por uma situação de quase miséria; principalmente, quando essa situação parece ser ad eternum. É mais fácil dizer, escrever, citar, parafrasear o poeta, o cantor: depende de nós. Mas, o quão é difícil dar tapa na cara da vida quando há pessoas que dependem de você para comer, vestir.

Meu pai, filho de um português bem situado na vida, soube que a familia sucumbiu a miséria quando o meu vô vendeu todo o patrimônio para tentar salvar suas três filhas da tuberculose. Não adiantou. Para salvar os outros filhos, colocou-os em internatos católicos, eram muitos novos para sentirem a dor do mundo, uma dor que o seio materno não mais conseguiria evitar. Na década de 20, 30...a tuberculose era o cancêr da sociedade. Hoje, quando vejo fotos de meu avô paterno; um homem lindo, alto, de olhos azuis, vejo o quanto dele ainda há por ai, na vida, no mundo. Pais que procuram salvar, a todo custo, seus filhos. Mas, o quanto difícil é quando não conseguem.

Quando somos crianças, adolescentes, sonhamos com nossas carreiras, com filhos, familia, estabilidade. Com o passar dos anos, muitas vezes, nos deparamos com caminhos que sequer sabíamos que existia; algumas cobranças, a corda bamba da sobrevivência. E acabamos tendo que matar um leão por dia, para ter o que comer - só isso nos basta.

Vi o homem chorando por não ter o que dar de comer para seuimgc1791 filho;  a família que se alimenta de farinha,  água, sonhos. Com as mãos na face, ele chora. Procura entender o que houve de errado com seu destino outrora sonhado. As mãos na face, escondem a vergonha. Como é difícil para um homem, dar respostas diante de um prato vazio, contas a serem pagas. E diante dessas situações limítrofes, vejo o quanto difícil é ser pedreiro, carpinteiro, servente...o mundo, de repente, é cheio deles...não há emprego, não há trabalho para tantos nas oportunidades da cidade grande.

Nesse ponto, a mulher é mais forte, mais multifuncional do que o homem. Ela é capaz de se virar em mil. São capazes de serem diaristas, domésticas, fazem unhas, aprendem a cortar cabelos, vendem produtos das revistinhas de Naturas e Avon´s, são sacoleiras, se transformam em  prostitutas, casam sem amor, passam na feira e catam a xepa. Normalmente, os homens sucumbem, afinal, foram criados para serem fortes, os provedores.

Não foi tão somente a tristeza, o sucumbir de uma desgraça social que me afligiu, me emocionou. Afinal, ainda morre-se de fome no mundo. Mas, o amor daqueles homens por àqueles filhos, por àquelas famílias...a vontade de simplesmente querer sobreviver...para eles, por eles. Essa demonstração de amor, de afeto, de laços...sempre me faz acreditar que é possível esse amor incondicional.

E quando conseguem o pouco, o suspiro de felicidade é a certeza de um futuro, muitas vezes incerto, mas ainda assim, um futuro ao lado daqueles que são importantes na sua vida.

Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome.

Caetano Veloso

 

 

sábado, 14 de junho de 2008

A dor da solidão

 

Missing_You1 Quem é super antenado em política, sabe que César Maia, o prefeito dessa cidade maravilhosérrima, está com uma gestão apática em vários setores da sua administração. A meu ver, aquele cara que é conhecido na roda administrativa/financeira como um excelente administrador, se perdeu enquanto governo, executivo...principalmente no segundo mandato.

No entanto, boas ações devem ser reconhecidas e reverenciadas. A Prefeitura do Rio de Janeiro, apoia e incentiva a ONG Obra Social, que aliás pertence ao Municipio do Rio de Janeiro. Tudo bem que a primeira-dama parece ser a presidente, ou responsável pela ONG. Mas, é daqueles projetos que valem muito a pena investir, pois vê-se resultados eficientes. Essa ONG tem um portal chamado Emocione-se, onde divulga várias obras sociais de sucesso junto as comunidades e que tem o apoio da iniciativa privada e convênio com órgãos do Municipio. Uma dessa obras e projetos criados recentemente e que me chamou a atenção, foi o Disque-Solidão, criado em abril deste ano e que já atendeu mais de 800 pessoas, tendo inclusive a participação direta de assistentes sociais, agentes públicos e uma agenda de atividades para as pessoas que procuram esse o atendimento. Mais de setenta por cento desses atendimentos eram para mulheres.

"Depois desse primeiro contato, é organizada uma agenda de atividades que garantam a convivência comunitária e familiar para essa pessoa, de maneira a criar novas amizades, promover passeios e incentivar o solitário a desfrutar de uma nova vida. O serviço funcionará 24 horas, pelos telefones 9923-0944, 2503-2372, 2503-2376 e 3292-7438 (tele-noite)"

Parece meio bizarro, mas solidão é um problema, a meu ver, de saúde pública. Deixem-me explicar. O sentimento de solidão, quando latente, pode desencadear, ser causa para  algumas doenças: depressão, sindromes do pânico, problemas cardiacos, dependências químicas...e muitos chegam as vias de fato, em suicidios. Imaginem,  quantas e quantas pessoas estão  afastadas das atividades laborativas por causa de uma depressão? Quantas e quantas pessoas estão efetivamente doentes, dependendo de médicos, remédios, terapeutas; quando no fundo, só estavam solitárias, tristes?

Ao saber desse projeto, imediatamente o encarei como como uma prevenção dos problemas da alma. E vamos combinar que, na atual crise do sistema de saúde, ninguém merece ficar a mercê da saúde pública para resolver seus problemas "d´alma".

O mais legal desse projeto é que ele não só entra naquela de "Fala Que Eu Te Escuto", ou fica dando conselhinhos a "la auto-ajuda". Esse projeto, efetivamente, cria oportunidades e parcerias que promovam o interagir entre as atividades sociais, comunitárias, família, cidadão e governo. E isso é bacana, pois tende haver resultados positivos.

Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto.

Francis Bacon

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Negócios são negócios

Como bem lembrou Adão Braga, hoje é sexta-feira 13 - "BAILAM CORUJAS E PIRILAMPOS. ENTRE OS SACIS E AS FADAS.." Mas, hoje também é dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. E casamento, não deixa de ser um negócio, por vezes bem lucrativo para alguns. Algumas moçoilas modernas sempre dão um jeitinho de não recorrerem as promessas, simpatias e subidas de joelhos em escadas de igreja com a vela na mão.

Vejam como essa moça antenada no mundo financeiro, arrumou um jeito de não recorrer ao santo, mas sim ao salvador de sua pátria bancária. O único problema que ela encontrou é que nem sempre o homem que é homem e não lobisomem, tem a paciência de um santo.

Recebi por e-mail....(só não sei de quem)

Uma mulher escreveu para um site financeiro pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é insólito, mas o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta bem fundamentada.

Mensagem DELA:

Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas?
Namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?

‘Chris S…’

Resposta DELE:

Li seu anúncio com grande interesse, pensei cuidadosamente sobre seu dilema e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil doláres por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma:
Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê:
Deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente. De fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!
Assim, em termos econômicos, *você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos*.
Você não somente sofre depreciação como esta depreciação é progressiva, sempre aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. O fim de sua aparência começa cedo e em alguns anos você já estará acabada!
Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de ‘trading position’ (posição para comercializar) e não de ‘buy and hold’ (compre e retenha), que é o que você deseja… daí o problema, casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, ‘comprar’ você (que é o que você quer), portanto *prefiro alugá-la*.
Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte:
Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim.
Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.
Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto como uma garota ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ como você, ainda não achou seu tio Sukita.
Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um ‘test drive’.
Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis. Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica ‘capitalização via golpe do baú’. Espero que tenha sido útil e, *Se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo.*

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados...Dicas e Simpatias

Depois não reclame que passou a véspera de Toinho sozinha...

A moça da foto é muito esquisita não é mesmo? Quem vai querer uma mulher dessa? Toda furadinha? Errado. Sozinha? Que nada! O mundo é dos enamorados! E há sempre àquela máxima: quem ama o feio, bonito lhe parece! Ah...o amor é lindo!

Segundo Elaine Davidson, uma brasileira que mora na Escócia e que entrou  no Guiness Book por ter mais de 4 mil piercings, sendo a maioria dos piercings na genitalha, na hora do bem bom: só atrapalha no sexo com camisinha.

Mas quem disse a moçoila da foto tá sozinha? Para uma mulher de piercing, haverá sempre o cara-de-pregador, um homem-tigre, o cara-de-capeta...

Hehehehehe....mas ja pensaram se o namô da moça tem mais de quatro mil piercings no pênis? E na hora do enrosca enrosca...eles ficam literalmente enroscados? Ai..deve doer né?

 piercieng piercedwoman

Mas, se neste dia tão feliz, nem seguindo o exemplo de Elaine você consegue arrumar alguém para enroscar e gemer a lá Fabio Júnior, então, aproveite o dia das simpatias, promessas e mãos a obra.

1 - Corre para a lojinha de santos, compra um Santo Antônio. Quando chegar em casa, escolha um local bem tranquilo e  coloca Toinho de cabeça prá baixo. E ainda avisa: só te coloco de volta ao normal quando você arrumar um namorado para mim. Ou então, vá numa casa onde tem o santinho na decoração e furte o menino Jesus. Mas o barato de furtar o santinho de casa alheia é a dona não saber que foi você. O legal mesmo é roubar o Menino Jesus da Igreja. Mas, hoje é complicado...as igrejas estão vigilantes por causa das moçoilas desesperadas.

2 - Mas se você já tem o namô e ele fica te enrolando no casamento, então faça o seguinte: pegue uma aliança de alguém muito bem casado, uma linha branca, um copo virgem e coloque água até a metade. Ao badalar dos doze sinos, reze uma Ave Maria, um Pai Nosso e a Oração de Santo Antonio. Coloque a aliança na linha e segure-a com uma só mão. Não deixe encostar no copo. A aliança começa a balançar sozinha e quantas vez ela bater no copo serão os anos que você demorará para casar. Mas se ela não bater no copo, então, não se preocupe. Você pode estar prestes a casar, ou na pior das hipóteses nunca vai casar. Mas nem assim se preocupe, como o Direito é amigo de Toinho, logo deu um jeito de resolveu os não casórios com a união estável. No final das contas, dá tudo certo.

3 - A meia-noite, corra para uma bananeira. De posse de um facao, punhal ou faca de cozinha virgem, reze as orações acima e fure a bananeira. A letra que se formar do leite que escorre, é a inicial do seu futuro namorado, marido.

Mas quer outra dica muito legal? Siga o exemplo de Elaine. E seja você mesmo. Se não tiver namô ao seu lado, então, se dê presentes, compre para você mesma, ria, sorria e se dê flores...haverá sempre um cara prestando atenção em você, num momento de grande alegria sua. Ame-se, acima de tudo e de todos.

Se você já tem àquele alguém bem especial ao seu lado e dá muito valor a essas datas comerciais e religiosas, mas está duro de marré de si, não se preocupe: dê um beijo e diga as três palavras mágicas. Bom mesmo seria não haver datas especiais para nos lembrar o quanto é bom amar e doar amor.

PS: A simpatia da aliança e da bananeira eu fiz quando tinha uns quinze, dezesseis anos. E agora, escrevendo, me lembrei: deu certo. E com a inicial, foi mais engraçado ainda...nunca namorei ninguém com a mesma inicial dele. Tinha que ser. Coisas que só Toinho explica.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Paus-de-arara urbanos

 

TRANSPORTE-ESCOLAR Já é a segunda vez que passo por um desconforto envolvendo transporte alternativo. No entanto,  desta vez, jurei nunca mais entrar numa VAN ou Kombi que faça o transporte de passageiros entre os bairros. Numa viagem intermunicipal, eu até vou, pois todas são regularizadas e emitem recibos.

Entendo que o transporte urbano anda um caos, mas está beirando a falta de respeito com o ser humano algumas atitudes tomadas por péssimos condutores. Compreendo, é claro, que o transporte alternativo requer um pouco mais de atenção, pois ele veio para suprir uma lacuna deixada pelos ônibus no atendimento ao usuário e a engenharia de tráfego não estava preparada para recebê-los. Mas, vejo que certos motoristas ainda  não perceberam que eles transportam vidas, vidas estas que esperam chegar nos seus destinos sãos e salvos.

Todos os dias acordo cedo e assisto o jornal local na televisão. Antes das sete horas, o trânsito já está uma loucura, ponte congestionada e vias já bastante movimentadas. As pessoas estão saindo mais cedo para poderem chegar a tempo no local de trabalho, ou estudo. É o ônus de se morar em uma cidade grande. E muitas dessas pessoas recorrem ao transporte alternativo para tão somente se beneficiarem de sua rapidez no atendimento. Ou, tem gente demais no mundo ou os governos estão deixando de observar e atentar para a situação do trânsito nas grandes capitais.

Dia desses, peguei uma Kombi ao retornar da faculdade. O carro está no conserto e optei em ir de ônibus e retornar de alternativo, por ser mais rápido e por estar no horário do "rush". Estava com livros pesadissimos e atrapalhada que sou, preferi vir sentada do que vir em pé no busão.

Alguns metros adiante, um homem todo esquisito, fazia sinais no meio da rua, numa das avenidas mais movimentadas do subúrbio. O motivo, era alertar a todos do transporte alternativo de que "os home do Detro" estavam logo a frente fazendo fiscalização. Se seguisse a viagem, o motorista correria o risco de perder o veículo.

Alguém acha que o motorista consultou se queriamos descer ali mesmo, pois ele não poderia seguir mais viagem? Alguém acha que ele devolveu o dinheiro àqueles que já haviam pago a passagem? Não. Ele e outros fizeram manobras suicidas em plena via, arriscando até mesmo uns baterem nos outros, ou colidirem e atropelarem terceiros que nada tinha a ver com a história, tão somente para fugirem de uma fiscalização. E esse fato ocorreu, num cruzamento de grande movimento perto de um famoso shopping.

Foi uma situação tão bizarra que só perdeu em insanidade para um outro momento que passei, onde o motorista furou uma blitz. Ele corria feito um alucinado pelas ruas do Centro da Cidade, para fugir da blitz da Prefeitura e do Detro. Resultado: Foi alcançado por duas motos de policiais que pararam a Van com armas apontadas para o veiculo. Os policiais, chamaram o motorista de maluco. Ele chorou como uma criança, mas não adiantou, pois levaram ele para a delegacia e apreenderam o veículo.

Tudo bem que é desagradável levar uma multa, ou ter seu veículo apreendido, principalmente quando é seu ganha-pão. Mas, vamos combinar? São pessoas, trabalhadores, vidas que estão dependendo e confiando que chegarão bem aos seus destinos. E se houvesse um acidente?  Esses desmandos utilizados para evitar a fiscalização, está beirando ao irracional.

Mas eu também sou culpada, por alimentar essa rede de irregularidades. Cabe a mim evitar utilizá-los. E evitarei. Mas, para muitos  é complicado deixar de utilizar esses veículos. Ainda tenho um conforto de morar numa região rica em transporte coletivo e usar o alternativo, é puro comodismo. E àqueles que vivem em lugares onde mal e porcamente passa uma linha de uma única empresa, como nos casos de bairros da Zona Oeste ou Baixada Fluminense?

Reclamam por condições de trabalho, oportunidade em operar seus transportes, mas vivem em torrentes irregularidades; portas abertas e fechadas por cordinhas, são um grande exemplo do estado em que se encontra a maioria dos veículos que fazem o transporte irregular.

O DETRO abriu licitação no Estado. E a Prefeitura está em fase de recadastramentos. Se preparem, participem e concorram. Mas, respeitem a vida daqueles que recorrem a esse meio de transporte.

Haverá sempre àquela máxima: Quando o poder público não age, quando o Estado não está presente, os cidadãos sempre estarão à mercê das irregularidades.

E isto serve para os transporte escolares, que muitas vezes são feitos pela vizinha com seu carrinho particular, bem como,  os velhos paus-de-arara existentes ainda nos recôncavos desse país e que transportam os trabalhadores para as lavouras, bem como jovens estudantes.

Andar na linha, na legalidade,  é complicado para muitos. Dar à César o que é de César também é complicado e muito questionável pela maioria não cumpridora de seus deveres e que adoram a Lei de Gérson. Mas, a partir do momento que decide-se lidar com outras vidas, tem que haver responsabilidade. Se não tem condições que pagar os impostos, pagar suas multas, um seguro, cuidar de uma manutenção veicular, ou de ter seus documentos de habilitação em dia, então ande a pé e não ponha a vida de outros em risco. E isso serve para motoristas profissionais ou particulares.

E tanto Governos, motoristas e usuários andam por demais omissos e desidiosos.

Em caso de acidente, chamem o Estado e a Prefeitura na lide. É a minha posição, pois eles são responsaveis pela fiscalização e regulamentação do transporte coletivo.

"O transporte coletivo de passageiros é direito fundamental do cidadão e dever do Estado, sendo o Poder Público Municipal responsável, na área de sua jurisdição, pelo seu gerenciamento, operação, fiscalização e punição, nos temos da lei. Outrossim, além de estabelecer que a prestação de quaisquer serviços públicos, por concessão ou permissão, deve ser obrigatoriamente precedida de regular licitação (art. 175), a Constituição Federal disciplinou a responsabilidade civil do Estado dispondo que:

"as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa" (§ 6º do art. 37 da Constituição).

Mas não é apenas a ação do administrador (e de quaisquer outros agentes públicos) que pode produzir danos e gerar direito `a indenização, mas também a omissão (do latim OMISSIO, de OMITERE) que significa negligência, esquecimento, inatividade, desídia, inércia, ou "o que não se fez, o que se deixou de fazer, o que foi desprezado" (cf. PLÁCIDO E SILVA, "Vocabulário Jurídico", vol. III, p. 1.093)." (Jofir Avalone Filho - advogado)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ela colou...

- Ai...Hum...Ai Ai...Hummmmm...Ai Ai...

Calma! Não era euzinha gemendo após um sexo a "la kama sutra" e muito viagra goela abaixo. Era uma senhora, sentada ao meu lado, igualmente candidata em um concurso público que fiz.

Quase quatro horas depois e a senhorinha olhava para cá, olhava para lá, folheava daqui, folheava dali  e suspirava acolá...e ainda esticava o pescoço em direção ao meu cartão de resposta. Por diversas vezes a caneta "preta transparente" dela ficava suspensa no ar, assim como o olhar perdido. E ao final, mais de cinco horas depois, já nas cadeiras do Mac Lanche Feliz, reencontrei-a. Perguntei o que fazia numa prova daquelas se esticava o pescoço sempre na minha direção?

Ela me respondeu: - Falta do que fazer em casa, me divirto fazendo concursos públicos.

Putz...torço para que não empatemos. Já pensaram? Ser preterida em idade por alguém que colou escancaradamente meu cartão-reposta?

Para quem não sabe, no caso de empate no concurso, um candidato de mais idade leva a tua vaga. Pô...mas ela colou!

O Nosso Apartheid

Daqui a pouco,  utilizarei meu status quo  de "ser pardo, bronzeado, portadora de um DNA surubático" e farei jus as cotas de cidadã a que tenho direito. Isto é, se antes não me obrigarem a optar entre ser branca, ou negra, segundo um projeto que está rolando algum tempo lá pelas bandas dos engravatados . Mas, vejam bem...meu DNA bate tambor lá nas bandas do Xingu, como poderei escolher entre o que sou e o que serei?

Entramos no século XXI ainda discutindo o sistema de cotas num país, segundo dados do IBGE, de clara predominância de mestiços, pardos.  De repente, nós que éramos orgulhosos da nossa miscigenação, do nosso gradiente tão variado de cores, fomos reduzidos a uma nação de branclivros1os e negros. Pior: uma nação de brancos e negros onde os brancos oprimem os negros. Outro susto: aquele país não era o meu. (Ali Kammel - Não Somos Racistas - Ed. Nova Fronteira).

Sou contra e totalmente contra o sistema de cotas. Beneficia-se, em tese, a cor de sua pele, buscando corrirgir erros de um passado colonialista e tenta-se tapar com a peneira esse maldito preconceito velado que carregamos dentro de nós, bem como, a péssima qualidade de ensino que por aqui existe. Carregamos esse preconceito? Mas, preconceito, a meu ver, se resolve em berço, dentro de casa, na educação, na base familiar. Base familiar esta que deveria também verificar a qualidade de ensino que é fornecida aos seus filhos. E para os preconceituosos de plantão, no país há leis sérias que punem o racismo.

No fundo, estão segregando toda uma sociedade quando resolve-se beneficiar fulano ou beltrano tão somente por seu tom de pele, quando em verdade; os direitos deles que são iguais aos meus, são previstos constitucionalmente. Será que há uma crença implicita na incapacidade de alguns em sobressair em estudo, aprimoramento, dedicação?  Mas não sou eu que impõe essa incapacidade. Que culpa tenho eu se o ensino do meu pais nas instituições públicas, é deficiente? Que culpa tenho eu se meu jovem se interessa em ler Harry Porter ao invés de ler Monteiro Lobato? Se o brasileiro, em média, lê apenas 1 livro por ano? Que o jovem de hoje busca informações tão somente em internet, preterindo os sebos e as bibliotecas públicas?

Chove ações impetradas pelos vestibulandos que são preteridos em cor num exame de seleção quando suas médias são capazes de lhe darem excelentes colocações. De repente, o conhecimento, as horas perdidas em estudo valem muito menos do que o tom de pele. Daqui a algum tempo choverão mais ações, desta vez, sobre cotas em concursos públicos. Alguns municipios já colocaram em seus editais tais cotas. E quero mais é que chovam, caia um dilúvio de ações, pois creio que o sistema de cotas fere profundamente nossa carta maior e o princípio da isonomia que nela é explicita.

Hoje, temos uma horda de bacharéis sendo despejados pelas faculdades, pessoas que passam anos e anos sem se dedicar aos estudos, achando que uma graduação vai lhe abrir portas para algo. E querem saber? Se não houver um diferencial, um plus a mais nesses estudos acadêmicos, você vai ser mais um no mercado de trabalho. E isso serve para negros, brancos, amarelos, vermelhos. Mais do que oportunidade a serem fornecidas  e abertas  com o sistema de cotas, estão deixando de dar condições para aprimoramento e jogando nas ruas péssimos profissionais. Pensam que nivel superior é pré-requisito para alguma coisa. Ledo engano. Nossas instituições acadêmicas ainda pecam em estrutura técnica, laboratorial e muitas vezes o "correr por fora" é que faz a grande diferença.

Vergonhoso não é a falta de oportunidade, pois oportunidade nós fazemos e criamos, quando nos dedicamos. Vergonhoso é ter um sistema de ensino que aprova automaticamente os estudantes do ensino público, para evitar evasão escolar. Aprova-se pessoas que não sabem ler, escrever, raciocinar em cima de assuntos do dia-a-dia. Vergonha é não ter uma política séria de educação e investimentos na educação.

Tudo isso poderia ser evitado com um excelente sistema básico de ensino, contudo, é mais fácil distribuir cotas. Esqueceram  apenas de avisar  que no mercado de trabalho, a seleção, a dinâmica, os testes, as entrevistas acabam selecionando os melhores, os mais capacitados, os mais eficientes.

Uma sugestão: Por que não se cria cotas para o estudo de outros idiomas? Por que não criar cotas para a formação de técnicos em petróleo, em meio ambiente e assim evitar de vermos nossas reservas nas mãos de estrangeiros competentes? Por que não criar cotas para os descontos ou gratuidade na aquisição de livros universitários, que são carérrimos? Por que não criar cotas para o direito de frequentarem excelentes cursos pré-vestibulares, ou preparatórios de concurso?

Não adianta você colocar alguém direto e reto numa academia e não dar à esse alguém condições para que ele possa progredir, se aperfeiçoar, crescer como profissional. Amanhã, ao despertar de uma nova aurora, acordaremos para uma legião de desempregados com nivel superior.

Agora, estuda-se a possibilidade de aprovar, num todo,  cotas nos concursos públicos. Daqui a pouco, a cota, será obrigatoriedade nas empresas privadas. Ora, num país de mestiços, pois é isso que somos, tais distinções não deveriam existir. Obriga-se a isso e aquilo quando caberia aos orgãos governamentais não mais suprirem sua ineficiência e incapacidade de gerir, se desculpando com a sociedade oferecendo tão somente cotas.

Querem distribuir cotas? Que distribuam. Mas, a meu ver, o critério sócio-econômico ainda seria o mais justo, pois a pobreza e as limitações que ela impõe e que são cruéis atinge igualmente brancos, negros, pardos. Mas, deve ser dificil para um gestor, ou para as cabeças pensantes desse país admitirem o grande indice de atividades informais e que um povo, que carrega no seu dna todas as cores, ainda sobrevive com uma merrequinha de salário mínimo. Mal dá para comprar o arroz...

Ao final, cabe lembrar que o país já possui leis que previnem contra o preconceito racial, e a própria Constituição prega a isonomia das leis. Ali Kamel bem o diz: “Num país em que no pós-Abolição jamais existiram barreiras institucionais contra a ascensão social do negro, num país em que os acessos a empregos públicos e a vagas em instituições de ensino público são assegurados apenas pelo mérito, num país em que 19 milhões de brancos são pobres e enfrentam as mesmas agruras dos negros pobres, instituir políticas de preferência racial, em vez de garantir educação de qualidade para todos os pobres e dar a eles a oportunidade para que superem a pobreza de acordo com os seus méritos, é se arriscar a pôr o Brasil na rota de um pesadelo: a eclosão entre nós do ódio racial, coisa que, até aqui, não conhecíamos”.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um suco, alguns biscoitos e um outro ponto...

 

tempo-livre-aprenda-pontos-basicos-trico-460x345-br Já começo dizendo: Mentira...não sei fazer crochê, tricô e nem tenho-os como hobby. Minhas mãos, não são tão pacientes assim. Minha mente funciona a mil por hora e o crochê me limita, me deixa quieta, meio que parada na vida. Mas, admiro muito quando vejo pessoas tricotando ou fazendo crochês, dando vida a linhas. Dia desses, assistindo ao Jô, acho que num reprise de programa, me diverti vendo Marisa Monte tricotando.

Bananal, é uma cidade de SP que faz divisa com o RJ. Faz parte do roteiro da Serra da Bocaina que envolve Cunha, Bananal, São José do Barreiro...entre outras cidades históricas, de grandes fazendas da época do café e economia voltada ao turismo. Em muitas fazendas, ainda se conserva a senzala daquelas épocas.

Nessas três cidades há um espaço muito grande para coisas artesanais. Em São José do Barreiro, são as cachaças e os passarinhos da madeira. Em Cunha, a cerâmica e a cachaça de vários sabores feitas em alambique. Em Bananal, são as roupas e utensilios de barbante. Lembram uma época em que era febre os biquinis de barbante? Então, eles vinham de Bananal. E era muito gostoso ir na cidade e ver àquelas senhorinhas nas janelas tricotando e dando forma aos barbantes. Será que elas sabiam que seu trabalho em mãos calejadas iriam parar nas praias mais famosas do mundo? Agora, fiquei imaginando o quanto a indústria de corpos bronzeados não faturou em cima daquelas senhoras.Tudo o que é artesanal, tem que ser valorizado. As pessoas não imaginam o quanto de bucólico havia por trás daqueles biquinis de barbantes e crochês.

Frequantava Bananal por outros motivos, adorava ir numa fazenda onde há detalhes em ouro na sua arquitetura - Fazenda Resgate, ou então, passar um final de semana no mesmo lugar onde Dom Pedro I passava dias e dias. É bucólico, coisas de interior mesmo...àquele interior onde não se cansa de não fazer nada. E é tão perto do RJ que num piscar de olhos já estava andando pela ruas dessas cidades. A região da Bocaina é logo ali...

Dona Julia já não está entre nós. Tinha 15 anos quando a conheci e ela deveria ter uns 90 anos. Passava longas tardes com ela, aprendendo a tricotar e fazer crochê. Eu a achava uma vizinha tão rabujenta que meu desafio era conviver com ela, aprender com ela. E com ela, fiz meus primeiros pontos e acabei fazendo um paninho daqueles que se colocam em cozinhas, bem como, fazer àqueles detalhes que se colocam em panos de pratos. Dona Julia tinha um papagaio e ela sempre dizia que ele sobreviveria a ela, apesar da idade que já tinha.  Acabei largando o crochê e tricô, não tive paciência para continuar aprendendo sem os ensinamentos de Dona Julia. Acabei deixando na caixinha, as linhas e agulhas meio que perdidas no passado de uma adolescente.

Hoje, fui a um armarinho. E àqueles materiais me trouxeram a lembrança de uma época onde eu fazia quadros de linhas matizadas, crochês e tricôs.

Acho que voltarei a fazer os quadros. Tentarei aprender pontos de cruz...meu sonho é fazer a Santa Ceia em pontos de cruz. Mas, como é dificil encontrar outras "Dona Julia" disponíveis, ensinando na sala de sua casa, entre um suco, alguns biscoitos e um outro ponto.

 

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Pode mandar...mas dê o dinheiro da passagem!!!

 

ATT769117Estava procurando umas cosinhas na internet e me deparei com a notícia de que existe um um bairro chamado PUTA QUE PARIU, localizado lá pelas bandas de Minas Gerais. Se é verdade, ou não, vixi,  sei não senhor.

E, curiosa que sou...sai a caça de mais informações.

Nos comentários de alguns blogs e sites,   discutia-se ser uma grande montagem e sacanagem essas fotos.  Depois acharam e linkaram até mesmo a lei que criou o Municipio de Bela Vista de Minas Gerais e a relação dos bairros que pertencem a esse Municipio, inclusive, o bairro da PUTA QUE PARIU. Mas, vou confessar, já que tudo linko:  só achei a confirmação desse escracho, no Desciclopédia.

Na minha próxima ida lá pelos lados de Belô, prometo dar uma passadinha em Bela Vista de Minas Gerais. Constatei que há uma linda cachoeira por lá e que fica a centos e poucos quilômetros de distância da capital pão-de-queijo; darei uma conferida se o bairro realmente existe. E postarei: Fui A PUTA QUE PARIU... e gostei. E talvez me torne até uma cidadã bairrista puta, ou seria uma puta cidadã bairrista? 

Agora, em ano de eleição municipal...vamos combinar? A prefeitura de lá é que deve se dar bem heim? A PUTA QUE PARIU DE BELA VISTA DE MINAS GERAIS foi parar em tudo quanto é site, blog, sites de pesquisas, satélites e etc e tal...se, não for bom para o turismo da cidade, então, pelo menos entrou no mapa mundi virtual tupiniquim.

Meu lado investigativo aponta o seguinte: Por que esse cara, essa foto, essa mesma cATT769116amisa, essa mesma placa, esse mesmo ônibus são os únicos em toda internet? Será que ninguém na PUTA QUE PARIU tem máquina fotográfica digital, analógica, lambe-lambe? Quero mais provas cabais da veracidade que PUTA QUE PARIU existe e é logo ali...pertinho, pertinho.

Convoco-vos, filhos e filhas DA PUTA QUE PARIU, a provarem a existência material de vosso bairro, sob a pena de continuarmos a dar de cara com o barrigudinho da foto em tudo que é canto.

Gentem, enquanto as eleições municipais não chegam e o Prefeito não esclarece os motivos de  desvio de conduta do bairro;  não se preocupem, pois você pode mandar alguém prá PUTA QUE PARIU e ainda dar o dinheiro da passagem.

Quanto custa a passagem heim? Aceita vale transporte? Tem linha que faz o "trajeto reto"? Ou tem que fazer "balde ação"?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Santo Antônio antenado e interligado

 

namoroVirtual Essa é para princesas, principes, sapos e manés cerol virtuais de plantão. O dia dos namorados está chegando e você está meio down, meio jururu, de calundu, meio empacado na vida porque não tem ninguém, ou àquele alguém...àquele...àquele...que lhe faça suspirar e estourar seu cartão de crédito com presentinhos? Não fique triste...para tudo há uma solução: O Santo Google, deu um jeito de você encontrar o grande amor da sua vida, no minimo, algum sapo ou rã para você dar uma beijoquinha e não deixar passar o dia 12 em branco.

O site de vídeos YouTube (que pertence ao Santo Google) anunciou nesta terça (3) o lançamento de um canal dedicado a reunir internautas que estejam em busca de um amor na internet. (vejam a matéria)

Agora, se nem isso der um jeito na tua solidão. Não chore. Procure uma Igreja de Santo Antônio mais próxima de sua casa e faça uma promessa. Mas peça com jeitinho heim? Poderá receber de presente um sapo que nunca virará principe. E vai cair naquele velho e bom ditado: é melhor sozinho do que mal acompanhado.

 

segunda-feira, 2 de junho de 2008

E eu não morro de ciúmes...

"O ciume é uma constrangida homenagem
que a inferioridade presta ao mérito"

(Autor Desconhecido)

 

ciumes Se há um sentimento que não suporto e que me agonia quando está proximo de mim, é o ciúme. Não o sinto, não consigo sentí-lo. Já tentei sentí-lo para agradar, disfarçar, mas estava mentindo para mim mesma e para o meu parceiro. Não tenho esse sentimento de posse dentro de mim. Não sei se isso é bom ou ruim, mas prefiro exigir Respeito do que viver pedindo Amor. Sentir ciúmes, sempre foi visto por mim, como uma grande falta de confiança e credibilidade reciproca comigo mesma - Não confio nele e não confio em mim. Posso não confiar tanto nele, aliás, qual mulher colocaria a mão no fogo por um homem? Mas, confio pacas em mim e das minhas eternas capacidades de UP´s.

Não consigo estar do lado de pessoas ciumentas, de pessoas que gritam, falam alto, de pessoas possessivas, de pessoas que brigam o tempo todo...e isso serve para qualquer esfera de relacionamento. Gosto de vozes pausadas e suaves, de ter conversas tranquilas com gente que gosta de conversar. Não suporto amigos ciumentos muito menos relacionamentos contaminados pelo ciúme.

Quando decidimos ficar com alguém, acredito que além do bem querer, ou do amor (como queiram), deve-se imperar o respeito. Como ficar ao lado de alguém que não me respeita, a quem não tenho respeito, que faz da minha vida um inferno?

Sempre acreditei que o ciúme iria tirar o melhor de mim. O ciúme anula, controla, sufoca, diminui, escraviza, faz o sentimento de amor virar um cárcere de emoções. Nunca quis isso para minha vida. E na verdade, só temos duas opções numa situação dessas: nos libertarmos ou continuarmos adoecendo dentro de um relacionamento que nos mata, dilacera, consome dia após dia. Sempre optei por minha sanidade e minha auto-estima. Meu parceiro não pode ser mais importante do que eu mesma, nem mesmo os filhos, ou a familia constituida. Se, eu romper esse equilibrio comigo mesma, nada ao meu redor funcionará ou estará em harmonia.

Uma vez, já faz um tempinho isso, uma ex dele ligou aqui para casa. Não tenho nada contra apesar de que, para mim, ex é sempre ex e ponto final. Mas, respeito muito as relações de amizade que ficam e cada um sabe levar isso da forma que achar melhor; que cada um tem sua história, suas lembranças e isso tem que ser respeitado. Se souber gerenciar e não deixar afetar a harmonia do nosso lar, então, por mim, no stress - acho que boas amizades devem ser celebradas. E só subi nas tamancas quando a ex resolveu  dar uma de "Madalena arrependida" nas suas escolhas de um passado bem distante. Subi nas tamancas com ela, jamais com ele. Dei um jeitinho de colocá-la no seu devido lugar de ex, via torpedo. Coitadinha! Ela não estava contando com a hipótese de que ele me contava tudo o que recebia dela. E a ex é casadinha heim? Imagine se não fosse! Mas, soube me sair bem sem estragar meu salto agulha de 15 cm, minha escova e minha olheiras cultivadas em madrugadas em cima dos livros.

Outra vez, um amigo da faculdade, nos disse para tomarmos cuidado com o que escreviamos para ele em um site de relacionamentos, na época - o Gazzag. Ele dizia para todos que quem escrevia era a esposa, era ela nos e-mails, era ela no msn dele. Ele mesmo nem curtia muito internet e nem tinha paciência para o mundo virtual. Ela, a esposa, surtava num enredo tal que chegava ao ponto de brigar por causa de situações que ela mesma criava. Acabaram se separando. Ele casou novamente. Ela está no analista, mas antes frenquentou as reuniões do MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas). Aliás, a primeira regra do MADA é: quando o amor ultrapassa fronteiras e torna-se o nosso pior inimigo. Achávamos que amar demais e consequentemente sofrer demais era normal, mas, sofríamos as consequências de nossas atitudes...MADA - Mulheres que Amam Demais Anônimas é um programa de recuperação para mulheres que têm como objetivo primordial se recuperar da dependência de relacionamentos destrutivos, aprendendo a se relacionar de forma saudável consigo mesma e com os outros.

Ainda acredito que quando alguém escolhe outro alguém para dividir, somar, multiplicar...é por amar, gostar, querer bem. Acho tão deprimente a forma que as pessoas se expõem, se diminuem, viram um nada por nada,  tudo por causa da não solidão, ou pior, da dependência emocional. Pessoas assim, nunca vão saber o que é o amor...elas pensam que amaram...mas nunca amaram...porque nunca amaram a si próprias.  Como vou cobrar amor de alguém se nunca sequer me amei? Quando nunca olhei para meu espelho e vi o quanto sou capaz de ser feliz? Que entro em situações que só me fazem perder minha auto-estima? E...amor se cobra? Não. Amor se doa...ele não vem por mendicância.

Minha mãe costumava dizer: Quer ter um homem aos seus pés? Faça ele entender que você nunca será dele, mesmo que você o seja para o resto da sua vida. Ele só não precisa saber disso, deixe-o na dúvida...mas tudo muito bem dosado, caso contrário, a dúvida gera insegurança e insegurança gera ciúme.

Ontem, vi uma cena tão deprimente. No silêncio da madrugada, acordei por causa de uma tosse insistente. Ouvi gritos, coisas quebrando e uma TV de plasma criando asas numa vila proxima da minha casa. Ahhhhhhh...que triste. Bem que ela poderia ter me doado a TV. Ele acabou de fazer a mudança, saiu gritando que não suportava mais a louca e os ciumes doentios por causa do jogo de futebol com os amigos aos domingos.

 

O ciume é aquela dor que dá quando percebemos
que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente!

(Rubens Alves)

 

A página oficial da MADA não está disponível na internet. Se alguém souber algum outro link oficial, favor informar. O texto que fala dos objetivos da MADA foi retirado de uma revista.

 
Google Analytics Alternative