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quinta-feira, 8 de abril de 2010

No passado, estão as respostas…

 

A lindissima bloguera Menina do Rio colocou um texto no meu scrap de orkut onde, ao final, dizia assim: “Cada casa que desaba é um sôco na nossa consciência. Ou deveria ser...”

Esse final de um texto, não me fez refletir em nada. Talvez não traga, dentro de mim, sôcos em minha consciência de cidadã cumpridora de meus deveres e pagadora de meus impostos – trago pesares. Mas gostei desse finalzinho com reticências. É àquela velha lacuna a ser cumprida socialmente não sei em que, com o que e para que. Um dia, quem sabe, o passado me dê alguma resposta.

Enquanto isso, vale lembrar que a solidariedade é a única arma que temos nesse momento de crise, de vidas perdidas e futuras brigas políticas que não levarão a nada. Dificil prever um futuro com tantos erros passados.

No Estado do RJ, o Portal G1 (clique para saber como ajudar), traz os postos que estão recebendo donativos para os desabrigados. Cooperem. É o minimo que podemos fazer nesse momento. O resto? É questão de educação e cidadania. E para tudo o que vem acontecendo há apenas três respostas: descaso das autoridades, acomodação da população, falta de educação na questão do lixo nas ruas, encostas, rios. E para esse último, uma citação de Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil.

“As pessoas jogam lixo dos carros, das bolsas, da boca, imaginando que lixo é coisa para gari. Não é. Lixo é tarefa da cidadania. Civilizado não joga lixo no chão. As cidades civilizadas são tão limpas como a sala de visitas da casa da gente. Sabemos que assim como cabelo na pia entope o ralo, o lixo na rua entope o bueiro. Bueiro entupido é rua alagada quando chove. Por isso, a civilidade é inteligente: não coloca lixo na rua. E não tem alagamento.”

Aqui ainda chove. E, neste exato momento, no meu bairro suburbano, chove muito. Não tem trovões, raios…apenas chuva, muita chuva. E com a chuva chega o sentimento de pesar do que ainda vai ocorrer com tantas outras familias que por opção ou por falta dela, ainda insistem em fincar seus alicerces na areia, nas varzeas, no nivel do mar ; mas também vem o desejo de que tantos ainda consigam retornar para suas casas…mesmo que para isso demore algumas horas – assim como foi para mim em um canto da cidade, para benhê em outro canto da cidade, para amigos em cada canto da cidade e para tantos outros, na última e fatidica segunda-feira.

Sorte e Cautela para todos nós. Solidariedade para quem tanto precisa.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Feliz Natal e um Feliz Ano de 2010

 

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Durante uma aula de psicologia forense, quando estavamos introduzindo no humanismo, a professora disse mais ou menos o seguinte: “Que bacana termos histórias para contar de nossas vidas. Sejam elas boas ou ruins, mas são parte da nossa formação. Dividir, falar sobre essas histórias faz parte do nosso crescimento. E cada um tem o direito de viver sua dor da forma que desejar.”

É claro que eu abandonei a matéria (vou ter que fazer novamente), principalmente depois do embate com a professora sobre a homossexualidade de Foucault ter claramente influido em seus textos sobre a sociedade. Ela acha que Foucault era bem resolvido em relação a isso e eu acho que não era. Ela é garantista. Eu não sou garantista. E ponto final. Farei a disciplina novamente. Ela é uma fofa. E prometendo para mim mesma não achar Foucaoult um pé no saco.

Não sou dada a fazer balanços ao final do meu ano e muito menos abrir agendas para o ano seguinte. Minha memória ainda não me falha, meus post-it´s são sempre localizados na bagunça do dia-a-dia.

Mas, quebrando um cadinho meu jeito de ser…: o ano de 2009 foi bacanérrimo e cheio de histórias para contar, viagens que fiz, clientes que conquistei, coisas que abandonei, outras esqueci propositadamente, amigos que revi, outros que desencanei. Houveram sustos na familia e com amigos: perdi um amigo por causa das drogas e , minha cunhada, levou um susto com um cancêr e uma miastenia gravis. Ele se foi mas nos deixou um presente que temos que cuidar e zelar para sempre. E, apesar de alguns contratempos, consequências da radioterapia, ela está em processo de cura (a liberação total só vai ser dada após quatro anos – procedimento normal), estudando, curtindo a vida, fazendo planos, saracoteando prá cima e prá baixo, respirando e suspirando felicidade. Mas houveram alegrias também: Meu Mengão é hexacampeão, conquistei um estágio oficial e remunerado na Procuradoria do Municipio, e o meu trabalho com turismo anda a todo vapor – até investi numa mini van para melhor atender os clientes.  Ao final, tudo isso faz parte da nossa formação, do nosso crescimento, das nossas dores…da nossa evolução.

A familia está bem, o casamento melhor ainda, os cachorrinhos continuam me enlouquecendo enquanto arrumo tempo entro a profissional, esposa, filha, amiga, o tanque, a pia, a vassoura e o xixizinho no meio da sala. Não posso brigar pelo mundo, mas posso brigar pelo universo que faz parte do meu universo e que faz parte de tantos outros universos – ao final o mundo acaba sendo atingido por tantos universos com propósitos comuns.

Os blogs? Os antigos, quase que  abandonei-os: meio por preguiça, meio por falta de tempo, meio por estar de saco cheio e com a bunda atachada na cadeira. Mas também criei um outro mais voltado ao turismo, ao meu trabalho de guia, as dicas, criticas. Espero que em 2010 eu tenha mais tempo para cuidar de todos eles, visitar vocês com a atenção devida e carinho reciproco.

Tenho o que reclamar, lamentar? Não. Entre “picos e vales”, tive um ano abençoadérrimo. Obrigada Deus !

Querem saber o que espero de 2010? Apenas o que Deus sempre me deu: um sorriso maravilhoso, saúde, inteligencia, alegria, força de vontade e muita esperança no coração. O resto? Se for para o bem…então que venha. Se for para o mal…então chuta que é macumba, ebó mal despachado. Mas para esses, os caras e caras do mal e mal amados, a própria vida dá a resposta no seu devido tempo. E eu adoro essas respostas da vida pois elas são providenciais.

De resto? Com aquele suspiro quase uterino…sei lá…deixa rolar !!!

Escrevi demais quando na verdade só passei para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo com mais do que o dobro de saúde, felicidade e muita força de vontade em lutar por um dia melhor para suas vidas, para a vida daqueles que lhes rodeiam e são caros aos seus corações, para o mundo.

COM A BENÇÃO E PROTEÇÃO DO GRANDE CRIADOR DE TODOS NÓS

DESEJO

FELIZ NATAL E UM FELIZ ANO DE 2010

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sábado, 1 de agosto de 2009

Cadê Você?

 

Calma. Não quero saber por onde andam os queridos blogueros que andam sumidos. Na verdade, sou da corrente minoritária que acredita num mundo muito além dos muros virtuais. Quanto menos eu precisar sentar minha derrière na cadeira e ficar alimentando minha tendinite, melhor para mim e minha cervical também agradece.

Recentemente li num portal de notícias  que um blog foi criado por amigos ou  familiares dos policiais que estão sendo acusados do desaparecimento e morte da engenheira  Patricia Franco. Fui lá, vi, li e conferi. Eles procuram, de alguma forma, arrumar uma outra explicação para o “aparentemente óbvio” e que pode não ser tão “aparentemente óbvio”.  Eles questionam o procedimento investigatório e da polícia técnica.  E particularmente, não vejo nada demais familiares ou amigos tentarem provar a inocência dos acusados. Até porque não temos, em nossa polícia técnica os famosos CSI´s, Medical Detectives ou os agentes do Criminal Minds; e, a familia deve correr atrás se acredita que houve falhas na investigação; contratar peritos particulares – é um caminho. Além do mais, os anais da justiça criminal já demonstrou tanta injustiça e tanta lacunas não preenchidas sob o prisma do clamor público que meu desconfiômetro sempre fica ligado. Não sei se os policiais são realmente culpados, mas creio ser direito da familia/amigos dos acusados manterem um espaço, divulgar sua tese e tentarem provar a inocência deles.

Na verdade, ando mais preocupada com as balas de fuzis que são capazes de furar um carro blindado e que andam entrando no Rio de Janeiro; e numa coincidência incrivel, na mesma semana chefes do tráfico estavam prestes em retornar a sua terra natal num ping-pong de vai ou fica? Enquanto a midia divulga que mais de duas mil balas foram apreendidas, outras milhares já entraram na cidade. Aliás, alguém duvida que àquela moça que foi presa ao portar uma mala carregada de fuzis era apenas uma bucha para distrair a atenção da quantidade real que está entrando?

Esse caso de Patricia, desde o inicio, me pareceu muito estranho; o local do acidente/desaparecimento não é um local ermo. Por ali existem residências, restaurantes carérrimos, terminal de ônibus, pessoas que madrugam para caminhar na praia e ver o sol nascer no quebra-mar, aldeia de pescadores, marina e uma bela placa onde se lê: “Sorria, você está na Barra” (ou coisa parecida). Fora isso, um carro caindo de uma certa altura, não é coisa inaudível.

Mas enquanto muitos silenciam, uns defendem e outros acusam; várias perguntas continuam sem respostas. E como não sou muito fã de Direito Penal…continuo com as perguntas sem respostas.

Cadê Patricia Franco?

Cadê Priscilla Belfort?

Cadê os meninos de Acari?

Cadê Carlinhos Ramires? (famoso caso dos anos 70)

Cadê o Anderson?

Quem é Anderson? Ele foi um amigo meu da adolescência que desapareceu após se envolver com a mulher errada – era mulher de policial.  Até hoje o corpo de Anderson não foi localizado, a familia acabou, a mãe dele pirou, a esposa casou novamente. E lá se vão mais de 15 anos. Os policiais foram julgados e condenados. E como o destino é incrivel, meu antigo professor de Direito Penal, foi advogado dos policiais acusados do desaparecimento de Anderson. Assisti ao Juri – como aluna. Mas, no caso do Anderson, várias pessoas serviram de testemunhas e os policiais puderam ser identificados. E como eu sempre digo: até os diabos precisam de advogado, desde que pague os honorários – é claro – não aceitamos almas como forma de pagamento!

 

domingo, 12 de julho de 2009

Além dos muros do meu quintal…

 

Marido costuma dizer que levanto da cama acordando o mundo.”Bom dia Manu”. “Bom dia Nero”.  Basta dar um “Bom Dia” que Nero e Manu pulam na cama. Começa a algazarra para tentar acordar o benhê – que resmunga e tenta fugir da farra. Abro a porta e vou verificar o que a Meg andou aprontando no quintal; uma bronca e um afago carinhoso e logo vejo um abanar feliz de rabinho. Pego o telefone e ligo para meus pais e peço minhas bençãos para começar o meu dia.

Após as bençãos recebidas, Deus sempre me testa. Desculpa Deus por dizer não sem culpas. Mas não possso pretender abrir minha porta todos os dias para doar alimentos pereciveis,  escutar as palavras vindas de um Testemunha de Jeová que toca o interfone as sete horas da manhã, ou fazer doações financeiras a cada instituição que me telefona e me pede miseros dez reais com uma voz doce do outro lado da linha. Não dá. Não dá para ouvir o grito desesperador de todos aqueles que necessitam de fraldas geriátricas, por exemplo. Se formos olhar o mundo do jeito que ele é, do jeito que ele realmente está, talvez enlouquecêssemos de tanta dor.

Mas creio ser possivel, de alguma forma, demonstrar amor. E, foi pensando no amor que assisti ao velório de Michael Jackson me debulhando em lágrimas. Mas ainda ao ouvir a imensa declaração de amor de Paris. Um amor declarado que silenciou um estádio, engasgou uma humanidade inteira.  “Será que Michael sabia que era tão amado? ”

“Meu amor, obrigada, mas não quero” – Respondi . “Obrigada por dizer que sou seu amor – ganhei meu domingo”, respondeu o cara que tentava me vender balas no sinal de trânsito. Outro dia, em um outro sinal, com a bendita mania que tenho de andar com as janelas abertas, falei para o cara que não tinha dinheiro para comprar os morangos que ele vendia. E ele apenas disse que de mim queria apenas um sorriso e pediu um sorriso.: “Vá! Apenas um sorriso”.  E sorri para ele. Mas ri e gargalhei sozinha enquanto seguia meu destino. “Cada doido que me aparece” – penso eu. Mas legal que pequenos gestos fizeram desconhecidos transeuntes felizes por breves momentos – ou por um dia inteiro – mesmo correndo o risco de ser assaltada, ainda assim, valeu a pena. E quem disse que não gosto de correr riscos? Prefiro o risco a me tornar uma mesmice bairrista.

Não amo a todos indistintivamente. Não dá para amar o mundo. Não tenho vocação para boa samaritana e nem tenho um espirito desprovido de emoções negativas. Também não carrego comigo culpas pelo mundo estar do jeito que está.  Mas gosto de saber quando o “meu amor” de alguma forma atinge alguém. Isso, egoisticamente, me faz bem….além dos muros do meu quintal.

Não dá para dizer “Eu te amo” o tempo todo para o mundo todo e para todos, mas dá para dizer:  “Por favor. Obrigada. Desculpa. Com Licença”. E essas quatro palavas mágicas fazem um bem danado e são capazes de salvar um dia inicialmente fadado a não ser um “bom dia”.

E que Deus me perdoe por não sentir culpas. E por achar que alguns diabos também precisam de advogado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hortênsias azuis numa manhã de segunda-feira

 

hortênsias na estrada

Relendo um comentário que fiz em um texto de uma amiga, disse: “O ônibus chamado mundo, não esperará por mim”.  Estava naqueles dias de tempo corrido, atrasada para tudo, tendo o relógio como pior inimigo. E presa ao texto da minha amiga.

Muitas vezes tenho raiva de ficar sentada,  criando calos no pulso, dores na cervical, ficando cada dia mais limitada visualmente. “bem vinda ao clube” – me disse a oftalmologista em minha última consulta. A academia ainda me deixa louca, insandecida, mas me salva ao exigir todos os minimos detalhes da bibliografia de uma obra.

Gosto daquele prazer que tenho ao olhar, a certa distância, uma obra de arte numa exposição. É como percorrer a lentos dedos as prateleiras de uma grande livraria, ou de um empoeirado sebo. É como deixar renascer a vontade de passar seis longos meses, em uma rotina diária de horário comercial, só para conhecer todo o Louvre. Para certas coisas a pressa é inimiga da arte. 

Quero aquela  “pressa” que encontro no canto gregoriano daqueles alunos do famoso mosteiro, numa cidada interiorana, nas serestas das sextas-feiras, no cheiro do eucalipto na serra, no rir dos malucos que acordam cedo e catam o cogumelo na bosta da vaca aos primeiros raios de sol. No dirigir tranquilo enquanto subo as montanhas de Minas Gerais e paro para admirar as hortênsias que encontro no caminho. Como são belas as hortênsias azuis!

Faço parte dessa vida corrida, eu sei. E para ela devo cada insanidade  que tenho o prazer de não economizar, de não guardar para minha lápide ou para as meias verdades que alimentam os outros que vivem no limbo e na degradação de suas verdades absolutas. Vivo e salto de bungee jump o tempo todo –  me permito. Mas não gosto dessa vida na velocidade de um mirrage, prática em sua virtualidade, de saltos altos e tailleurs em crepes de seda, com horários de partidas e chegadas, de tempos contados, com olheiras que entregam as noites mal dormidas, dos dedos ágeis por minuto numa prisão por informações em páginas que mudam como a velocidade da luz.  Não gosto de abrir páginas. Gosto de folhear páginas e saber que posso vê-las amarelar, enquanto tomo meu cappuccino e fumo meu cigarro.

Ainda leio o meu jornal de domingo na manhã de segunda-feira.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Barato da Vida

 

DSC00193 (foto de arquivo pessoal)

Durante o nosso retorno para o RJ, logo após a decolagem – depois passarmos alguns dias em Pernambuco e Paraiba -  falei para o maridão: - “Bicho, sabe qual é o barato da vida? É saber que em algum lugar lá embaixo está chovendo muito (haviamos saido de Recife debaixo de forte chuva) mas que o sol, de alguma forma, está  acima das camadas de nuvens de chuva. E mesmo que sejam muitas camadas acima, ele sempre estará brilhando. ”

A viagem foi maravilhosa tanto em âmbito profissional quanto pessoal; fiquei um pouco febril durante minha ida à Porto de Galinhas, mas não impediu de dar atenção ao grupo e um abraço apertado no saudoso e querido Wolverine (que está a mil por hora, cheio de planos, projetos e estudos. E que cara maravilhoso, educado, gentil e inteligente…).

Pena que com a correria do trabalho, eu e Juli Ribeiro não nos encontramos. Batemos um longo papo pelo telefone, pensamos em alguma alternativa de última hora para selarmos nosso encontro, mas não deu. Mas como ela é um sol…muito em breve estaremos juntas.

Apenas esqueci de dizer para o maridão que não é só e tão somente o sol que brilha acima das nuvens de chuva, mas as pessoas também brilham. Juli e Wolve são assim, partes desse barato da vida.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um novo fim

 

passo

Nasceste no lar que precisavas, vestistes o corpo físico que merecias, moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes…

São as fontes de atração e repulsão na tua jornada de vivência.

Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.

Reprograma a tua meta, busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode  começar agora e fazer um novo fim. ”

CHICO XAVIER

Essa mensagem de Chico Xavier dedico à uma pessoa muito especial que está passando por um momento muito especial da vida dela – momentos de reencontros e reflexões  consigo mesma; mas é uma mensagem que serve para qualquer um de nós. E jamais esquecendo que: Deus não dá um fardo maior do que aquele que podemos carregar. 

Antecipadamente desejo a todos uma BOA PÁSCOA. Irei dar uma chegadinha em Recife/PE e adjacências - trabalhando, é claro -  logo retornarei.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Até Ano Que Vem, Meu Bem…

 

A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.

 

mamãe noelO blog entrou antecipadamente em ritmo de festas e mais festas. Nada mais de postagens;  por esse ano chega e  já deu o que tinha que dar.  Ando preguiçosa, atarefada e enrolada para presente.

Esse é o mês dos encontros, reencontros, abraços apertados, choros velados. E eu só quero cair na vida e bebemorar muito, gastar muito DDD com meus amigos de longe, matar as saudades dos amigos de perto, comprar presentes para me dar de presente e putz…montar minha árvore de Natal (que ainda não montei). Acho até que vou até ao Maracanã ver Papai Noel chegar de helicoptero, ou sentar no colo de Papai Noel no Shopping e tirar fotitas.

2008 está indo embora tão rápido. Esse foi um ano tão intrigante quanto sem grandes novidades - passou rápido. Tão rápido quanto a queda de Isabella e o tiro que ceifou a vida de Eloá; vidas que representaram tantas outras vidas não noticiadas. Tão intrigante quanto a pouca divulgação do sucesso de nossos atletas paraolimpicos em Pequim, a perseguição ao amor gay nas forças armadas, ao teste com o buraco negro que quase ninguém ficou sabendo, a nova sempre velha discussão sobre cotas nas universidades, o susto na economia mundial, a eleição de um negro (da elite intelectual americana) ao maior cargo executivo da maior nação do mundo. Tão sem grande novidades em relação a violência, as ameaças de Eurico Miranda, ao abandono de menores, aos espetáculos da mídia e da policia federal, escândalos envolvendo trabalho escravo e exploração de sexual infantil, descaso com o meio ambiente, negligência de pais na educação dos filhos pitboys e pitgirls, e expectativas quanto a nova epidemia de dengue que está prestes a acontecer.

Mas querem saber? E que venha 2009…com menos imagens que nos fazem pensar: “Onde estamos errando?”

retrospectiva 2008 

Desde já desejo a todos um maravilhoso mês de dezembro, com um Natal de harmonia e paz. E um Reveillon cheio de esperança no coração. E as respostas venham para àquelas perguntas que ficaram no ar em 2008.

 

RIO_Arvore_de_Natal

FELIZ NATAL 

FELIZ ANO DE 2009

sábado, 8 de março de 2008

O Cedro e as Arvores

 

 

15_19_9---Sycamore-Tree--Northumberland_web No meio de um jardim, junto a muitas outras árvores, havia um lindo cedro. Crescia a cada ano que passava, e seus galhos superiores eram muito mais altos que os das outras árvores.
- Tirem daí essa castanheira - disse o cedro, inflado de orgulho ante sua própria beleza. E a castanheira foi removida.
- Levem embora aquela figueira - disse o cedro - ela me incomoda. E a figueira foi arrancada.
- Tirem as macieiras - prosseguiu o cedro, erguendo alto sua bela cabeça. E as macieiras se foram.
Assim, o cedro fez com que uma a uma todas as outras árvores do jardim fossem arrancadas, até ficar sozinho, dono do grande jardim.
Porém um dia houve uma forte ventania. O lindo cedro lutou com todas as forças, agarrando-se à terra com suas longas raízes. Porem o vento, sem outras árvores para detê-lo, dobrou e feriu cruelmente o cedro e finalmente, com grande estrondo, derrubou-o ao chão.

Leonardo da Vinci

 As vezes, somos assim, arrogantes como o cedro. Mas, a nossa arrogância nos traz o triste fim de uma solidão. Todos se foram, inclusive o cedro.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Em tempo....

Essa belissima reflexão, foi enviada por e-mail pela super TATÁ. Amei! Uma bela dica para nós, seres dicotomos.  O blog do moço, autor do texto, é excelente - vale a pena indicar a leitura!

Em tempo. Estou meio que enrolada. Acabei de chegar de viagem. Estou meio que fazendo mudança, pintando a nova casa, o pedreiro descobriu um vazamento e o pintor errou a mão em uma das paredes...afff..mil coisinhas para resolver e fazer. E a droga da faculdade ainda não liberou minha grade de horários. Enfim, o ano começou!

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Uma fábula infantil para adultos


gifs-para-orkut-sensuais-09 Sempre quis ser feliz. Felicidade de árvore, puxar o galho pesado de frutos como quem abre um guarda-chuva para o rosto. Felicidade de rodar o corpo várias vezes até entontecer e deitar na grama para observar as nuvens. Aquela tontura era quando meus lábios tiravam as sandálias.

Quando não previa que era feliz, a felicidade não terminava.

Ao conhecer a felicidade, passei a defendê-la. Passei a me acostumar com ela e procurá-la onde já a tinha encontrado. Não procurava onde não a conhecia. Eu gastava a felicidade de antes. A felicidade que existia dentro da felicidade. Não a felicidade que existia fora da felicidade, que também poderia ser minha.

Minha felicidade logo virou a desconfiança de que os demais cobiçavam a minha felicidade. Logo virou a suspeita de que não poderia ser feliz, obrigado a me conter. Caso demonstrasse, estaria esnobando. Alertando os ladrões. Não podia sair mais com a minha felicidade. Escondia em casa, atrás dos livros.

Sem felicidade, aprendi a viver com a lembrança dela. Estava quase feliz, remotamente feliz, pois poderia retornar à felicidade de noite. Retornar à felicidade era meu jeito de ser feliz. Ou de parecer feliz durante o dia.

Fiquei assustado quando alguém me falou que eu não era sério, que precisava ser adulto. Tentei ser feliz e não rir. Ao sentar a boca, esquecia que estava feliz e permanecia somente sério. A concentração para não rir me tirou a vontade de falar.

Complicado o negócio de ser feliz. Desisti, portanto, de minha felicidade para deixar os outros felizes. Abri mão das coisas. Queria que minha mulher fosse feliz – girava o quarto para que ela fosse. Queria que meu filho fosse feliz – girava a sala para que ele fosse. Quando um ou outro estava feliz, eu não pensava em minha felicidade. Nem que a tinha escondido para nunca mais rever. Já não me lembrava onde estava: atrás de que livro? Que autor? Qual estante?

Quando recebia convite para estudar no exterior, concluía:
– Outra hora.
Quando recebia convite para um novo trabalho, concluía:
– Outra hora.

Não me constrangia em esperar. A felicidade da minha mulher e dos meus filhos foi formando minha felicidade. Até que bateu um remorso por não ser feliz sozinho, afinal todos são felizes sozinhos. A dependência me doía. Eu tinha que esperar que fossem felizes para me acalmar. Não que tivesse deixado de ser feliz, eu esperava o reconhecimento deles para então perceber que fui feliz. Eu era feliz depois de ser feliz.

As coisas abriram suas mãos. Acreditava que me anulava. O mesmo remorso de uma dona-de-casa depois de arrumar a bagunça, sentar na cozinha, descobrir que o minuto de seu sossego é o cigarro e que todo mundo vai esperar a casa limpa, como sempre, e nada será comentado. Porque a casa limpa é invisível, como a felicidade.

A felicidade deles tornou-se minha infelicidade. Fui cobrando a devolução dos dias felizes que dediquei à felicidade deles. Pedindo a devolução das minhas semanas, uma por uma. Não conseguia diferenciar o que era meu do que era deles. Numa partilha, como dizer quem gosta mais de um disco ou de um filme?

Minha felicidade não era infeliz, mas sem assunto. Confundi sem assunto com infeliz. Não tinha o que contar de mim, só deles. Eu era mais a promessa de felicidade deles do que o meu passado.

Eles foram ficando tristes porque minha felicidade não aparecia. Nem depois. Nem como véspera. Eles não sabiam como devolver minha felicidade. Porque a felicidade deles também era me fazer feliz.

Fabrício Carpinejar

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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Ai! Que Medão!!



Temos medos diversos que nos assustam, nos limitam, nos deixam em pânico. A Sindrome do Pânico, vulgarmente falando, eu diria ser um medo de tudo que lhe cerca, ou de certas coisa que lhe afligem. Você começa a pensar nelas e do nada teu coração dispara, você começar a suar frio, tem a sensação de desmaio, da morte iminente. Vejo a SP como um grande medo que você sente de algo que você não sabe o que é, ou finge de conta que não sabe. Menina, não brinque com coisas sérias. Epa! Sei que a SP é uma doença muito séria, motivada por uma ausência de um desequilibrio entre a serotonina e a noradrenalina. Sim, eu sei disso, afinal, depois de ter passado da faixa etária onde ela mais ocorre, entre os 18 e 35 anos, consegui desenvolver a bendita e temida SP. Mas estou em paz com minha SP e nunca precisei tomar remédios para controlá-la, ela veio, me incomodou, foi descoberta, mas tenho muita coisa para fazer e pouco tempo para perder com ela no momento. Chegamos em um acordo. Ela não me incomoda e eu procuro ficar mais zen. E assim é feito. Mas depois eu falo dela. É um post que estou me devendo.

Estou a falar de outros medos, mas alguns, é claro, acabam também desenvolvendo a SP.

Há aqueles que têm medo de voar de avião, outros de asa-delta, outros de morar sozinho, outros do mar, outros de serem felizes após uma separação, outros de casar, outros de serem pais; ainda há àqueles que tem medo de serem filhos, outros de amar, outros de morrer, outros de envelhecer, outros de sorrir, outros de não terem sucesso profissional e muitos ainda, têm medo de crescer.

Crescer? Sim, crescer. Pois quando a gente cresce nossos medos aumentam. A Cuca ficou para trás, Conde Drácula não existe e você acaba descobrindo que outros fantasminhas imaginários surgem. Doí crescer, doí mais ainda se machucar, doí mais ainda saber que não tentou. Os nossos medos, na verdade, são reflexo das cobranças que temos da sociedade em relação as nossas conquistas, mas, na verdade, somos os maiores cobradores de nós mesmos.

Ri muito com a Jullie Show em seu mais novo texto. Ela fez uma síntese sobre seu medo de andar de avião. No comentário indaguei: como assim Jullie? Você é esportista radicalissima, piloto de asa-delta, vai voar de fly boat, parapente, faz rapel, mas tem medo de avião? Ela me respondeu que prefere as coisinhas não motorizadas. Mas conseguiu falar de seu medo, digerí-lo de forma divertidissima e que no fundo só acrescentam mais à sua vida.

Parei no espaço de um visitante, o Vinicius, que mora sozinho. E fiquei pensando: esse não teve medo de arriscar e dá verdadeiras lições sobre como lavar roupa, como sobreviver a um microondas. Ah! Menino...fofo...quantos anos você tem? Eu também moro sozinha, já morei sozinha em São Paulo, mas hoje estou mais próxima dos meus pais, mas Vinicius virou meu idolo, meu exemplo de como saber morar sozinho e rir das nossas situações. Cara! Você já ficou sem papel higiênico no final de semana, sem dinheiro no bolso e sem conhecer um vizinho simpático? Ah! eu fiquei e é simplesmente horrivel. Já bateram na tua porta, na hora da novela e pediram uma xicara de açúcar e café? Comportamento típico de vizinhos que querem se aproximar do mais novo alienigena do condomínio? Ah! Já passei por isso também e depois desse dia, ficou mais fácil pedir um rolinho de papel higiênico na porta do lado.

Mas temos cada medo bobo e muitos deles conseguem atrapalhar toda nossa existência de felicidade. Bem, se for uma Sindrome do Pânico, então procure um médico com urgência. Mas se for àquele medinho bobo de ser feliz, então, se olhe no espelho e perceba que você merece muito mais do que sentir medo.

Ah! Mas estou com medo. É tão estranho alguém falar que você está pronta. Ou quando alguém diz que só depende de você, a hora que você quiser ir a gente vai.

Ah! Mas estou com medo.

Meu anjinho do bem ficou buzinando no meu ouvido: - medo é o melhor aliado àqueles que respeitam as forças da natureza. Olha, presta atenção em como eles voam alto em cima da tua cabeça. Você está no meio dela e eles estão acima lhe dizendo seja bem vinda. Hoje, eles lhe presentearam lhe mostrando onde ir, como ir e você ficou no meio dela. Que presente você recebeu.

Ah! Mas estou com medo. Que merdinha sentir medo.


sábado, 30 de junho de 2007

Ser Criança é...

Unicef: risco para crianças no Alemão é igual ao de Gaza

Um comunicado oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado hoje, em Nova York, coloca as crianças e adolescentes que vivem no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, no mesmo patamar de vulnerabilidade de crianças que vivem em situação de extrema pobreza em regiões de conflitos armados, como a Faixa de Gaza, o Afeganistão, a República Centro-Africana, o Nepal e o Sri Lanka... (para ler a matéria completa)

Essa semana conversei com uma amiga sobre Sindrome do Pânico. Ela me relatou que em recente visita à sua médica homeopata, pôde observar um grande número de crianças no seu consultório. Findada a consulta, questionou sobre àquela quantidade de menores na ante-sala e ficou surpresa ao ouvir que grande parte dos pacientes infantis também eram portadores da sindrome do pânico.

Esse ano, no dia 13 de julho, dia do inicio dos Jogos Pan-Americanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente irá completar dezesete anos. A meu ver, juntamente com o Código de Defesa do Consumidor, é uma das melhores leis existentes no nosso pais, no entanto, os seus principios fundamentais são muito pouco observados pela sociedade no geral.

Juntando alhos mais bugalhos, pensei: será que "após, resolvido os conflitos, nessa comunidade, ou em qualquer outra" o Estado ou a sociedade civil organizada irá se propôr fazer um acompanhamento, de perto, nos traumas psicológicos que essas crianças estão sofrendo? Crianças sofrendo patologias próprias dos adultos já é por demais preocupante. Mas diria ser indígno quando essas patologias são causadas pela ausência do poder público numa região, principalmente não só prejudicando o futuro cidadão que está se formando, mas pôr ferir a dignidade do ser humano...e toda criança é um ser em formação, deveria apenas brincar, estudar, ter condições saudáveis para seu desenvolvimento.

domingo, 24 de junho de 2007

Despertar




Recentemente disse nos comentários de um blog que "as folhas que caem das árvores no outono normalmente está preparando a natureza para o milagre da primavera". Se não disse isso, então, eu disse mais ou menos isso. Mas o que importa é que fiquei com essa frase na cabeça por vários dias. E achei que algo estava realmente faltando no contexto. Descobri que havia "assassinado o inverno".

Mas qual a importância do inverno? Ah...depois de ver muitas noites estreladas, belas noites por sinal, descobri que as noites de inverno são as mais belas, de céu límpido e estrelado. Todas as estrelas parecem despontar no céu durante o inverno.

Somos tão parecidos com a natureza, pena que não aprendemos a lê-la, pois nunca estamos em comunhão com seus ensinamentos. O inverno é um período de hibernação, de recolhimento que a fauna e a flora têm e precisam para que uma nova etapa seja reiniciada. Nós também temos nossos invernos pessoais e é necessário tê-los para que estejamos mais fortalecidos e prontos para um novo despertar. O nosso despertar.

Ao final descobri que não "assassinei o inverno", afinal, ele estará sempre aguardando dentro de nós o momento exato de nossa hibernação.


"... Cada semente aguarda ansiosa até a total expressão de sua natureza e aproveita para pôr em prática a sua capacidade para se transformar num carvalho..." (Rachel Naomi Remen)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Desconcentrada


"Às vezes, uma ferida é o lugar onde encontramos vida pela primeira vez. Para isso precisamos perceber o seu poder e entender os caminhos. A ferida pode trazer uma sabedoria capaz de nos fazer viver melhor, permitindo que tenhamos uma visão mais verdadeira de nós mesmos e da vida." (Rachel Naomi Remen)

Mais uma vez o folhear em "As Bençãos do Meu Avô" me tira a concentração do que iria escrever. Bem, é que o meu eterno próximo texto comunga com um pequena frase contida em um dos capitulo do livro de Rachel e procurando a tal frase, o tal capítulo, acabei reencontrando outra mensagem linda. Pronto! Já era o meu textinho. Mas depois escreverei, neste momento desconcentrei e amanhã viajo logo cedinho - ausentarei-me uns dias, vou cuidar das minhas feridas. Afinal, quem não as tem?


domingo, 17 de junho de 2007

Amar é ....


Durante minha viagem meu amigo querido disse que estava cansado de ser só, queria ter alguém, uma namorada do lado dele, alguém que ele amasse de verdade. Ah! Ele está carente de amor. Bem, eu e minha outra amiga comunhamos na nossa opinião e falamos que tudo tem sua hora certa, seu momento exato de acontecer. Para que pressa no alto de seus 20 e poucos anos? - perguntamos. Viva, aproveite e curta cada momento...você está recomeçando e todo recomeço tem um preço, talvez uma boa caminhada nas areias movediças da solidão, na verdade, seja um fortalecimento de seus alicerces como homem, como futuro marido, como pai. E finalizamos dizendo que ele seria um marido sonhado e um pai incondicional. Foi bom ver o brilho molhado nos olhos e o sorriso de menino no rosto de nosso amigo que ao final acordava com nossa intuição sobre o seu destino.

Em tão poucas horas li tanto sobre amor, amores alheios, amores errados, amores sonhados, amores desejados, amores vãos...simplesmente amor. Tantas estórias ricas de sentimentos.

Amor, paixões, desiluções, recomeços, dúvidas, medos, decisões...e alguém, um corajoso alguém, em algum lugar gritou, se libertou e caminha solitariamente em direção a algo que conhecemos pelo nome de felicidade. Onde está? Quem sabe? Mas haverá sempre um alguém seguindo esse caminho e se descobrindo nele. Sabe Adão, a mesma crônica que você escreveu também aconteceu por aqui. Um dia, alguém me ligou de madrugada, só para contar essa mesma estória. O cara esperou a formatura da filha, terminada a festa, ele foi calmamente para casa, arrumou as malas e foi embora. Missão cumprida, vou ser feliz - ele disse. Tá vendo? Tudo sempre se repete, em algum lugar, com outro alguém.

Alguns, não tardiamente, decidiram seguir o caminho sem volta...nunca é tarde. Outros, estão no meio termo, perdidos, tolhidos, ansiosos para partir, ainda aguardando debaixo de chuva o táxi que demora a passar. E há àqueles que ainda suspiram por mudanças, faltando coragem para dar um primeiro passo.

Ei! o telefone toca. Vai atender.
Ei! tem alguém esperando tua ligação, então, vai dizer o que você quer dizer, o que você sempre quis dizer, acho que vai ter alguém que vai querer ouvir.

É muito fácil ser feliz, nem sempre o primeiro passo vem acompanhado de grandes alegrias, geralmente vem com dor, com sofrimento, com tristeza, mas mesmo assim, é fácil. Dá medo? E quem disse que não dá? Mas não custa tentar!

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Só esqueci de dizer uma coisa: não esquece àquela frase feita. "A felicidade está, na verdade, dentro de você". O resto é consequência dessa linda descoberta. Portanto, não responsabilize ninguém por sua felicidade, pois é um fardo pesado demais para quem a gente ama carregar nas costas. O elixir do amor? É você...


sexta-feira, 15 de junho de 2007

Na madruga

Resolvi retirar um bate-papo dos comentários e jogar no post. Quando comento ou por aqui, ou nos blogs dos vizinhos, tem horas que me acho uma insana, ora uma grande palhaça, as vezes meio "cabeção", no minimo centrada, na maioria das vezes viajando na maionese. Preciso de um analista urgente, isto é, preciso de um novo feriado. Abre "aspas"... eu me esbaldo no espaço das famosas vaquinhas, lá eu me solto, acho que surto, toda vez que comento algo lá, enquanto digito, estou caindo na gargalhada. Nossa, os posts são interessantíssimos, papo ultra-cabeça de mulher moderna, mas não adianta, se eu entrar no blog das vacas, eu acabo me travestindo na própria vaca malhada e saio distribuindo muuuuuuuuuu prá tudo quanto é lado. Qualquer dia elas me expulsam de lá.

Mas a Thiane fez um comentário em "Meu Tempo Infinito" que achei uma gracinha e que me fez parar e pensar. "Ai Jesus - temo quando isto acontece".

Thiane = Entendo sua paixão pelo blog. Me sinto assim tb, fazendo amigos incríveis e que preciso visitar sempre. Recebendo palavras carinhosas que me deixam com sorriso na cara. Vamos blogar pra sempre! Beijos

Euzinha = Pois é Thiane....quando a gente se propõe a ter um espaço como este, na verdade, a gente está se dividindo, se doando, permitindo que outros entrem no nosso espaço virtual que na verdade é um espaço bem real, pois transmite o que pensamos, sentimos, vivemos. E essa troca é punk. A gente lê os outros e deixa que os outros nos leiam. São almas trocando energia, é crescimento pessoal, é mudança. Imagina quantas e quantas pessoas já não passaram no nosso espaço e resolveram parar para pensar. Um simples pensar, raciocionar, se colocar no lugar dessas breves linhas...é pura transformação.

Só espero que ninguém tenha se matado ... kkkkkkkkk



Pois é...vou dormir!!!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Não Esqueça o Principal...

Um amigo me procurou para falar sobre suas perspectivas de vida. Depois de tantas divagações futuras ele findou dizendo: primeiro eu, depois meus filhos e por último...ela (a namorada, a parceira, a amiga, a que está literalmente do lado dele nas mazelas diárias).

Durante longos segundos olhei para o rosto dele e pensei se seria impossível que todos os seus objetivos caminhassem na mesma direção, sem magoar corações. Acabe
i dizendo - naquele momento de um futuro já previamente esboçado -, que ele me fazia lembrar àquelas pessoas que só querem parceiros para serem suas escadas. E quando eles alcançavam o topo, olhavam para baixo e chutavam a escada com os parceiros que ainda estão galgando degraus. Ou então àqueles que tolhem o crescimento do parceiro e ainda dizem: tchauzinho baby...hasta la vista.

Juro que foi pura intuição. Eu e minha lingua, minha profética língua. Acho que ele não gostou muito e foi embora, fazendo de conta não ter escutado nada. Que peninha! O mundo dá tanta volta - ALEA JACTA EST.

Estava procurando o significado de um simbolo wicca, que recentemente um amigo usou em uma tatuagem que fez. Tudo bem, perguntei à ele o significado, mas a única coisa que ele me respondeu foi: " a procura pelo conhecimento é uma busca pessoal e logo eu saberia a resposta". Pronto! Esqueci que o cara é mistico, mestre reike, putz, e lá fui no google atrás das bruxinhas. Entre uma pesquisa e outra sobre o bendito simbolo, ficava pensando se tinha pego pesado com meu amigo divagante...no entanto, como num passe de mágica (pirlimpimpim), recebo um e-mail. Abri, li, ri, entendi e continuei a minha pesquisa e a consciência tranquila com o aval do universo.

Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay


NÃO ESQUEÇA O PRINCIPAL

Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.

A voz misteriosa falou novamente: "Você só tem oito minutos."

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!!!

A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.

O mesmo acontece, as vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte: "Não se esqueça do principal!"

E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida!!!

Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais, os vícios nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial: "Os tesouros da alma!"

Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fechar para Nós, de nada valerão as lamentações. Portanto, que jamais esqueçamos do principal.


quinta-feira, 10 de maio de 2007

O PAPA NÃO É POP

Sua Santidade, o Papa Bento XVI, chegou ao Brasil. E euzinha não estava nem ai para o mais novo noticiário da mídia.

De repente, algo me faz parar em frente a TV e observar àquele velho corpo descendo agilmente as escadas, sair caminhando em passos apressados em direção ao hangar. Me emocionei. Algo naquela figura nada carismática, que sequer beijou o sagrado chão de minha linda terra, que ainda não vai realizar mudanças imprescindíveis na Igreja Católica Apostólica Romana...ah! algo havia naquela imagem, que me fez derramar uma tímida lágrima.

Acompanhei sua chegada ao lindo Mosteiro de São Bento (todos deveriam ouvir, durante o almoço, o canto gregoriano dos monges beneditinos - é o som dos anjos reequilibrando sua alma durante a pausa do dia). Ah! Quantos e quantos almoços eu perdi, quando morava na cidade de São Paulo, só para escutar o coro dos anjos.

Me emocionou a multidão de fé. Me emocionou a fé que ainda tenho dentro de mim. E Deus continua operando na minha vida de forma incompreensível, apesar do meu jeito ecumênico de ser. Mas pensando bem, ELE - o cara lá de cima - também é ecumênico, nós que complicamos quando determinamos os caminhos que nos levam ao seu benevolente amor.

Papa Bento XVI? hummmm....hummmm...HABEMUS PAPA