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domingo, 12 de julho de 2009

Além dos muros do meu quintal…

 

Marido costuma dizer que levanto da cama acordando o mundo.”Bom dia Manu”. “Bom dia Nero”.  Basta dar um “Bom Dia” que Nero e Manu pulam na cama. Começa a algazarra para tentar acordar o benhê – que resmunga e tenta fugir da farra. Abro a porta e vou verificar o que a Meg andou aprontando no quintal; uma bronca e um afago carinhoso e logo vejo um abanar feliz de rabinho. Pego o telefone e ligo para meus pais e peço minhas bençãos para começar o meu dia.

Após as bençãos recebidas, Deus sempre me testa. Desculpa Deus por dizer não sem culpas. Mas não possso pretender abrir minha porta todos os dias para doar alimentos pereciveis,  escutar as palavras vindas de um Testemunha de Jeová que toca o interfone as sete horas da manhã, ou fazer doações financeiras a cada instituição que me telefona e me pede miseros dez reais com uma voz doce do outro lado da linha. Não dá. Não dá para ouvir o grito desesperador de todos aqueles que necessitam de fraldas geriátricas, por exemplo. Se formos olhar o mundo do jeito que ele é, do jeito que ele realmente está, talvez enlouquecêssemos de tanta dor.

Mas creio ser possivel, de alguma forma, demonstrar amor. E, foi pensando no amor que assisti ao velório de Michael Jackson me debulhando em lágrimas. Mas ainda ao ouvir a imensa declaração de amor de Paris. Um amor declarado que silenciou um estádio, engasgou uma humanidade inteira.  “Será que Michael sabia que era tão amado? ”

“Meu amor, obrigada, mas não quero” – Respondi . “Obrigada por dizer que sou seu amor – ganhei meu domingo”, respondeu o cara que tentava me vender balas no sinal de trânsito. Outro dia, em um outro sinal, com a bendita mania que tenho de andar com as janelas abertas, falei para o cara que não tinha dinheiro para comprar os morangos que ele vendia. E ele apenas disse que de mim queria apenas um sorriso e pediu um sorriso.: “Vá! Apenas um sorriso”.  E sorri para ele. Mas ri e gargalhei sozinha enquanto seguia meu destino. “Cada doido que me aparece” – penso eu. Mas legal que pequenos gestos fizeram desconhecidos transeuntes felizes por breves momentos – ou por um dia inteiro – mesmo correndo o risco de ser assaltada, ainda assim, valeu a pena. E quem disse que não gosto de correr riscos? Prefiro o risco a me tornar uma mesmice bairrista.

Não amo a todos indistintivamente. Não dá para amar o mundo. Não tenho vocação para boa samaritana e nem tenho um espirito desprovido de emoções negativas. Também não carrego comigo culpas pelo mundo estar do jeito que está.  Mas gosto de saber quando o “meu amor” de alguma forma atinge alguém. Isso, egoisticamente, me faz bem….além dos muros do meu quintal.

Não dá para dizer “Eu te amo” o tempo todo para o mundo todo e para todos, mas dá para dizer:  “Por favor. Obrigada. Desculpa. Com Licença”. E essas quatro palavas mágicas fazem um bem danado e são capazes de salvar um dia inicialmente fadado a não ser um “bom dia”.

E que Deus me perdoe por não sentir culpas. E por achar que alguns diabos também precisam de advogado.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Em casa de doido…até cachorro mia

 

Passando pelo planeta bizarro do portal G1, dou de cara com uma matéria sobre um coelho chinês que assiste novela.  Normal. Super normal. Normalissimo. Se mudam o canal o coelhinho briga com os donos, ops, morde os donos.

Pensei que somente por aqui os animais de duas e quatro patas fossem doidos.

Aqui tem: Papagaio que cacareja e maritaca que late. Manuela, a poodle mor,  é a propria Lady. Nero, o poodle lata filhote de Manu,  em seus encapetados e enlouquecedores seis meses, resolveu no dia do velorio de Michael Jackson se espreguiçar dançando o moon walker.  Meg, a pastora lata, a mais nova da trupe, é a destruidora do meu jardim  – não há mais flores no meu jardim – e é cleptomaniaca – leva tudo que está dando bobeira direto e reto para a casinha dela.

Benhê, por sua vez,  adora roubar o controle remoto de minha mão e se ligar no Animal Planet. E eu, que nada tenho que fazer da vida, resolvo dar uma passadinha no meu facebook só para soltar um béeeee para meu queridissimo Cabrito Montês.

Meu sobrinho, outro viciado noveleiro – igual ao coelhinho -, semana passada me deu cinco reais e pediu para que eu jogasse na tartaruga. Tartaruga? Tike sobrinho. O problema foi convencer o bicheiro. “Moço, não sei como, mas o senhor tem que arrumar um jeito de jogar na tartaruga”. E ele me deu um papel amarelo escrito tartaruga. Com o “troco” comprei raspadinhas da lotérica e dei para sobrinho.

E Nero…aprendeu a sossegar depois que a gente coloca o cd de Norah Jones.

Are baba, fazer o que !!

Bom final-de-semana….desde já. Por aqui, a gente brinca, mas o tempo ruge!

Nasmatê

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Não deu…mas ano que vem melhora !!!

 

Kaká passou uma semana aqui no RJ e não deu para encontrá-la. Nossos “rádios” não andaram se entendendo em sintonia, antenas e papaléguas.

Julie esteve várias vezes em SP e não deu para coincidir  nossas agenda, correrias, problemas e mais problemas. “Chego na terça”. “Putz, tô indo embora na terça”. “Estou na Zona Oeste”. “Eu estou na Leste”. “Estou indo essa semana”. “Essa semana não dá”.

Prometi ao Wolverine e Juli Ribeiro que daria uma passada em Recife e Porto de Galinhas,  mas não deu e os planos (de um grupo de 8 pessoas)  foram adiados para o próximo ano.

Esse ano não deu para curtir mais uma vez o Sul de Minas Gerais(São Tomé das Letras) com Dabota e a galera de Cambuquira/MG. Ainda bem que tenho registro do ano passado com esses meninos papo-cabeça e cachaça.

PB030010 Dabota/Ronaldo em São Tomé das Letras/MG

Fiquei de ligar para Paulo Tamburro, quando desse uma passadinha na Barra da Tijuca, para batermos uma papo acadêmico-sociológico, mas não deu. Sempre na correria e antenada nos pardais da Avenida das Américas.

Esse ano, por enquanto, só deu para conhecer Murdock no show do Satriani.

DSC05376 Murdock/Daniel no show do Joe Satriani

 

O ano se finda, as lojas já chamam a atenção para o Natal, para época de festas  e tudo o que quero é uma rede preguiçosa para deitar e sem fazer planos para o ano que vem, apesar de já ter alguns destinos traçados na agenda 2009. Mas, até que esse ano deu para me divertir muito – a dois e mais os agregados que curtem a nossa companhia. Foi um ano de paz, união, familia e muita diversão jogando banco imobiliário numa roda de amigos no meio da sala, saraus e algumas viagens a dois (sem agregados).

Falta pouco para o ano terminar e muita coisa ainda para acontecer. SEM PLANOS.

 

image

Ano que vem? Alguns encontros para acontecer, outros desencontros vão rolar…e muitos reencontros para concretizar. Sem planos e deixando rolar.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Após certa idade...

Ontem, inauguramos a casa nova e recebemos a visita de alguns parentes e amigos em horários diversos para conhecer a casa nova. Um tio meu, que mora em Leopoldina/MG, nos visitou na parte da tarde - àquelas visitas inesperadas. Papo vai e papo vem, meu tio, um viúvo fresquinho (minha tia faleceu a 3 meses) nos contou que estava devidamente casado novamente com um bela senhora de 65 anos.

Nós ríamos muito, o tempo todo, pois achávamos que ela, a nova esposa, tinha sido amante dele. Afinal, era tão recente a viuvez quanto o novo matrimônio. E nos surpreendemos ao saber que ele tinha conhecido ela logo após a missa de sétimo dia. Ele nos respondeu dando altas risadas. "Meus queridos, quem fica viúvo é quem parte dessa para melhor. Estou muito bem vivo e doidinho para ser feliz novamente. Eu queria me separar e os filhos não deixaram. Logo depois ela desenvolveu Mal de Alzheimer e tive que cumprir meu papel de marido presente. Mas, depois que ela morreu? Eu quero é viver e muito. Ela partiu e eu fiquei. O que me resta pela frente? Ficar esperando a morte chegar? Vou esperá-la, mas ela vai ter muito trabalho para me encontrar, pois agora ninguém mais me segura e vou viajar muito com meu amor e beijar muito na boca".

Nossa! Parece que àquele casamento era um fardo na vida dele, pois nunca o vi tão alegre e saltitante...até o carro era novo e nos avisou que se desfez de tudo que ligava ele ao casamento anterior: casa, carro, telefone, móveis...Era vida nova aos setenta anos de idade, com tudo cheirando a novo.

Uauuuuuuu....acho que isso deu uma injeção de ânimo na mamãe, papai e titios presentes. Estão até planejando altas viagens nas próximas férias de todos.

Mas, o engraçado mesmo, foi um outra tia dizer: "eu só posso fazer planos depois que o dito cujo partir dessa para melhor". E eu perguntei como estava a saúde dele, afinal, sou uma sobrinha interessada. Ela me respondeu toda serelepe: "Minha filha! Desse ano ele não passa...Quem sabe não estou na próxima viagem da galera? Afinal, sou uma senhora toda gostosona, bonita e cheia de vida".

Ai Meu Deus !!! Essa minha família é hilária!!

Foi uma benção inaugurar minha casa com esse povo cheio de energia após os 65....OBRIGADA parentada. Eles são uma verdadeira lição para essa garotada e uns e outros que já  morreram e esqueceram de se enterrar.