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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vivendo e Aprendendo a Jogar.

 

“Segunda-feira é só história para contar”…já cantarolou Capitão Nascimento. Ops. Tihuana

Conversando e colocando em dia o papo DDD e bip bip com meu amigo mineiro metido a baiano, com meu primo baiano e meu primo paulista  tive que explicar que  minha localização geográfica suburbana carioca nem de longe chega perto dos último conflitos. Mentira! Jacarezinho fica uns 20 km logo a frente sentido centro. Não se preocupem comigo maninhos! Eu, particularmente, estou ó-ti-ma. Evitando as linhas expressas, entradas de favela, me tornando cada vez mais bairrista, shoppinista e frequentadora do sanduba do Xandão e do churrasquinho da Katia que ficam logo ali na esquina. Comprei um guia de ruas da cidade para conhecer as rotas de fugas a cada ônibus incendiado e, não escuto mais fm musical; só ouço CBN, a rádio que toca noticias, afinal, tenho que ficar ligada e antenada nos conflitos.

Na verdade, só me preocupei com a situação quando vi a repórter da Globo usando colete a prova de balas. Ka-ra-ca…a coisa estava feia.

Violencia_no_Rio

Do meu terraço suburbano vejo várias torres de igrejas, Cristo Redentor, Dedo de Deus e somente diante de tanta proteção visual arquitetônica e natural  me permito dormir o sono dos anjos com as rajadas que ecoam de algum lugar durante a madrugada.  O telefone toca e um turistinha me pergunta se o vôo de helicoptero passará sobre do morro noticiado nas ultimas 24 horas televisivas.   Só disse que nós tinhamos que evitar o choppinho nos tradicionais barzinhos da Boulevard após visita ao Maraca. Mas levar turista para o Boulervard? Que nada, se o Rebouças não estiver fechado  é melhor levar para a Lagoa naqueles quiosques ma-ra-vi-lho-sos. 

Se não tem tráfico, tem milicia. Se não tem milicia, tem os caras que resolvem tudo na peixeira.  Se não tem tráfico, milicia, os caras da peixeira; tem os neuróticos condominiais, as esposas nervosas, os maridos estressados. É pica – como costuma falar benhê – o jeito é ficarmos mais caseiros. Que saco benhê! Logo eu? Rueira que sou? Chamem o analista que vou entrar em deprê.

Ultimamente, para arrumar alguma explicação do final dos tempos Maia, os caras e as caras cariocas que vivenciaram os anos 80, estão culpando um finado politico por ter permitido o crescimento e invasão urbana das favelas nos cartões postais do RJ.   Favela? Ops, comunidade. Lá do alto, junto com o coro celestial, ele  jura que é tudo Mintchura da oposição, do sapo barbudo, do filhote da ditadura e dos sucessores e ex-aliados partidários. Outros são adeptos que o caos foi plantado pelo cara lá de Madri como forma de vingança olimpica.

Ao final meu amigo e priminhos, a galera bundinha calça da gang e os barriga prostitutos tanquinho irmamente com a  galera classe média do asfalto irão pro baile dançar o Rap das Armas (nós com os alemão vamos se diverti) e Tropa de Elite (tô chegando de bicho, tô chegando e é de bicho), colocar cruzes negras na praia, fazer passeatas pedindo PAZ à cidade maravilhosa olimpica.

E não podemos perder tempo meu caros: Natal está na porta. A roupa branca do Reveillon está passada e pendurada no cabide. O abadá para o Carnaval na Bahia já está comprado –  “Chiclete, chiclete. Quero chiclete” – mas, enquanto o carnaval não chega, para fugir dessa babilônia caótica de futuros pentes-fino vou para São Tomé das Letras passar dias de  cachaça, comida mineira, curtindo o som do Ventania, visitar meus amigos hippies e emitir muito Ohm à cidade maravilhosa. Se tiver coragem vou tomar um chá de cogumelo e depois digo se bati papo com meus anjos, demônios ou o ET de Varginha.

Não dá para fugir sempre, a vida não permite eternas fugas e, ao final,  é sempre bom descer a Serra das Araras, retornar para casa…para o Rio 40º – Cidade Maravilha purgatório da beleza e do caos. Afinal, é aqui que ganho meu pão nosso de cada dia e dou à César o que é de Eduardo e de Cabral.

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PS: Amados! (isso é o máximo da falsidade heim? ).  Me perdoem por não estar dando o feedback merecido ao blog de vocês. Estou em obra e o engraçadinho do pedreiro me fez o favor de cortar piso dentro de casa. Imaginem a poeira ao vento (rs rs) que virou minha casa. Estou albergada na casa de mamãe com marido e cachorros. Não fiquem com ciúmes, mas confesso estar sempre visitando o blog do Kaio Borges, filho do queridissimo Adão Braga, para acompanhar o tratamento dele contra o Linfoma. E não deixe de conhecer, visitar, clicar nos adsenses  e ajudar essa familia maravilhosa que luta pela cura e busca por respostas;  pois as nossas experiências, sejam elas de vida ou profissionais, sempre ajudam a somar.

PS: Leandro, meu âncora fofissimo do Maldita Futebol Clube. Recebeu meu recadinho na rádio? Eu ouvi o programa, mas não entendi necas do que os cuecas falavam. Tudo bem, mas sou Flamengo até morrer. Só não entendi o porquê do Adão, que é São Paulino, me pedir para torcer pelo urubu no jogo contra o porco. O que alhos tem a ver com bugalhos?

sábado, 1 de agosto de 2009

Cadê Você?

 

Calma. Não quero saber por onde andam os queridos blogueros que andam sumidos. Na verdade, sou da corrente minoritária que acredita num mundo muito além dos muros virtuais. Quanto menos eu precisar sentar minha derrière na cadeira e ficar alimentando minha tendinite, melhor para mim e minha cervical também agradece.

Recentemente li num portal de notícias  que um blog foi criado por amigos ou  familiares dos policiais que estão sendo acusados do desaparecimento e morte da engenheira  Patricia Franco. Fui lá, vi, li e conferi. Eles procuram, de alguma forma, arrumar uma outra explicação para o “aparentemente óbvio” e que pode não ser tão “aparentemente óbvio”.  Eles questionam o procedimento investigatório e da polícia técnica.  E particularmente, não vejo nada demais familiares ou amigos tentarem provar a inocência dos acusados. Até porque não temos, em nossa polícia técnica os famosos CSI´s, Medical Detectives ou os agentes do Criminal Minds; e, a familia deve correr atrás se acredita que houve falhas na investigação; contratar peritos particulares – é um caminho. Além do mais, os anais da justiça criminal já demonstrou tanta injustiça e tanta lacunas não preenchidas sob o prisma do clamor público que meu desconfiômetro sempre fica ligado. Não sei se os policiais são realmente culpados, mas creio ser direito da familia/amigos dos acusados manterem um espaço, divulgar sua tese e tentarem provar a inocência deles.

Na verdade, ando mais preocupada com as balas de fuzis que são capazes de furar um carro blindado e que andam entrando no Rio de Janeiro; e numa coincidência incrivel, na mesma semana chefes do tráfico estavam prestes em retornar a sua terra natal num ping-pong de vai ou fica? Enquanto a midia divulga que mais de duas mil balas foram apreendidas, outras milhares já entraram na cidade. Aliás, alguém duvida que àquela moça que foi presa ao portar uma mala carregada de fuzis era apenas uma bucha para distrair a atenção da quantidade real que está entrando?

Esse caso de Patricia, desde o inicio, me pareceu muito estranho; o local do acidente/desaparecimento não é um local ermo. Por ali existem residências, restaurantes carérrimos, terminal de ônibus, pessoas que madrugam para caminhar na praia e ver o sol nascer no quebra-mar, aldeia de pescadores, marina e uma bela placa onde se lê: “Sorria, você está na Barra” (ou coisa parecida). Fora isso, um carro caindo de uma certa altura, não é coisa inaudível.

Mas enquanto muitos silenciam, uns defendem e outros acusam; várias perguntas continuam sem respostas. E como não sou muito fã de Direito Penal…continuo com as perguntas sem respostas.

Cadê Patricia Franco?

Cadê Priscilla Belfort?

Cadê os meninos de Acari?

Cadê Carlinhos Ramires? (famoso caso dos anos 70)

Cadê o Anderson?

Quem é Anderson? Ele foi um amigo meu da adolescência que desapareceu após se envolver com a mulher errada – era mulher de policial.  Até hoje o corpo de Anderson não foi localizado, a familia acabou, a mãe dele pirou, a esposa casou novamente. E lá se vão mais de 15 anos. Os policiais foram julgados e condenados. E como o destino é incrivel, meu antigo professor de Direito Penal, foi advogado dos policiais acusados do desaparecimento de Anderson. Assisti ao Juri – como aluna. Mas, no caso do Anderson, várias pessoas serviram de testemunhas e os policiais puderam ser identificados. E como eu sempre digo: até os diabos precisam de advogado, desde que pague os honorários – é claro – não aceitamos almas como forma de pagamento!

 

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ponto de Partida

Espero antes de terminar esse texto, já tenha pensando no título e na ilustração que escolherei para ilustrá-los. Sim, sempre gostei de fotos, retratos, quadros, telas, gosto de arte que fala por si, por todos, não necessita da escrita para dizer a que veio.

Que madrugada infernal, como é dificil retornar. Como assim? Retornar? É, o caminho de volta sempre é complicado, seja para o filho pródigo biblíco, seja para qualquer um. Retornar sempre é complicado; voltar ao ponto de partida, de onde tudo começou. As vezes precisamos voltar, retomar nossas raizes, talvez, para consertar algo de errado, para suprir lacunas, para recomeçar, ou simplesmente para tomar um banho, jantar e dormir.

Sou guia e agente de turismo, mas não exerço mais, me enveredei pelas teias do Direito e é nele que quero ad eternum permanecer. Talvez, na minha monografia, consiga colocar em tese minhas duas paixões: o turismo e o Direito.No entanto, minha doce mãezinha ainda o é, uma excelente guia de turismo que exerce sua função já uns vinte anos. Mas a maluquete da mamãe não é uma guia convencional, é guia de compras. Daquelas que leva seus clientes lojistas e sacoleiros para cidades enlouquecidas pelo vil metal, onde o produto final é destinado às consumidoras contumazes, assim como euzinha. Acessórios? Belo Horizonte (tem uma feirinha ótima dia de domingo). Jeans, roupa social, muambinhas? São Paulo (O Brás e o Bom Retiro é uma perdição). Sapatos? Franca (é tudo de muito bom). Lã, linha, roupitas de frio (Monte Sião e Jacutinga). Lingerie? (Friburgo). Roupas de cama e banho? Ibitinga (é tudo o que há). Nossa! Pelo menos na região sudeste conheço tudos os segredos das consumidoras enlouquecidas.

Ontem, eram duas excursões, uma voltando e outra indo. E fui lá ajudar nesse troca-troca de ônibus, passageiros, caixas, stress, puro stress. Precisava deixar o pessoal que estava vindo de São Paulo no seu ponto de partida, eles retornariam ao seu ponto de partida repletos, desta vez, com seus sonhos de um futuro mais promissor, afinal, o amanhã seria de novos preços, vendas e compradores de suas mercadorias. Mas como é dificil retornar quando estamos no Rio de Janeiro. Depois de muito tempo e com todas as afirmativas de que são acontecimentos próprios de uma cidade grande, nada me tira da cabeça que o Rio está passando por uma série crise de segurança pública não romantizada por soluções rápidas.

- Me deixa logo ali? Vou pegar um táxi.
passageiro descendo e um som seco ecoa pelo ar, perto dos nossos ouvidos, sombras corriam por uma passarela atras de outras sombras e entre elas, o brilho da morte. Estávamos na Maré.
- Vou ficar perto do ponto de táxi.
meninos maltrapilhos, sujos, drogados, descalços. Meu Deus! você tem o tamanho do meu sobrinho menino - pensei! Eles pareciam advinhar meu pensamento, através do meu olhar. - Tia, você é legal, sorri bonito, vou pertubar àquela dona que tá pegando o táxi. Estávamos na Rodoviária
- Ô motorista! me deixa logo ali, antes da esquina. Não fica muito na esquina que quando pipoca as balas atravessam a pista. Menina bonita, não sai do ônibus que aqui é nossa área.
vidas acostumadas ao dia-a-dia de balas que não são doce, balas que ceivam outras vidas. E a menina bonita ficou escorrengando pela cadeira e olhando para os lados e rezando para que tudo logo se findasse. Estávamos no Jacarezinho.
- Preciso chegar cedo, quando a noite cai temos hora para entrar e tenho que deixar a mercadoria na loja, se duvidar, vou dormir na loja.
o seu retorno estaria no dia seguinte. Ela não se permitia mais olhar a noite, o céu estrelado da noite fria, a lua dos amantes. A noite era sua inimiga.

Obrigada Deus! Voltei ao meu ponto de partida e cada vez mais reflexiva. Por quantas e quantas vezes entrei e sai de lugares que hoje não são mais permitidos sequer chegar perto. Jacarezinho, Maré, Cruzeiro, Grota, Alemão, Urubu, Rocinha, Dona Martha, Nova Brasilia, Nova Holanda...me perdoem, mas não ouso mais como ousava em me divertir nas seus becos e vielas, em entregar passageiros de porta em porta. Não dá mais para compartilhar da calma de teus moradores, de ir nas feijoadas e churrascos oferecidos por amigos que moram em ti.

Aprendi durante anos a dividir com esses passageiros, em especial a galera de compras, o respeito por suas vidas, por suas lutas, por seus carrinhos, por seus fardos sempre pesados. Chegar em casa, para eles, era apenas o inicio de recontar e dar novos preços aos seus futuros sonhos. Hoje, eles torcem para tudo esteja em paz antes que adentrem no seu mundo especial, possam abrir suas lojas no dia seguinte, ou montar suas barracas nas feiras.

Uma excursão se findou, a outra seguiu, amanhã talvez tenha mais...e semana que vem recomeça tudo novamente. Eu sempre digo para eles: Boa Viagem, Boas Compras, Abençoadas Vendas. E que Deus os protejam.

O título? Fluiu naturalmente. Mas não escolhi a ilustração do meu texto...deixa prá lá...isso não é tão importante.

Obrigada Deus por cada retorno ao meu lar. Quisera que todos retornassem.



.......... vou ficar fora do ar uns dias, vou para minha São Tomé das Letras/MG procurar o meu disco voador. Ops, meu amigo Pedro me disse que ET´s são verdes e que se aparecer algum ET vermelho, então, é um maluco gatinho querendo se dar bem. Ahhhhhhh...tá tranquilo. Eu só quero retornar ao meu ponto de partida, carregada de imãs de geladeira, pedras e reenergizada.

Bom Feriado !!!! Carpe Diem!!!


sexta-feira, 11 de maio de 2007

Cidade Sitiada

Já escrevi tanto por aqui sobre a violência que assola o Rio de Janeiro, que me dou o direito de não mais falar sobre esse assunto de forma incisiva - Cansa (não irei nem linkar meus textos). Além do que, temo ser repetitiva em palavras. Quero novidades em ações e atitudes concretas, inclusive de mim mesma. Todos temos a solução, no entanto, damos cabeçadas para chegar ao consenso. Qual é a solução? Quem ousa dizê-la?

Antes de dormir, resolvi dar uma passada no blog e me deparei no portal de notícias que mantenho aqui com mais uma morte na virada de um novo dia, motivada por bala perdida. O dia mal chegou e mais uma alma se foi, mais uma família chora.

O contador do Rio Body Count, deve ter entrado em curto digital.

Onde estamos errando? Sim. Falei "nós" - sociedade. Deveríamos estar lutando e comemorando o bem estar comum. No entanto, a apatia, o medo, a descrença no poder público - no Estado, nos tornou omissos, bairristas e eternos lamentadores das mazelas alheias.

Que pena! E que Deus proteja essa cidade linda e abençoe as almas inquietas, incansáveis, questionadoras e batalhadoras pela PAZ.




... voltei só para linkar um dos meus tantos textos sobre o tema (In Memorian)

domingo, 18 de fevereiro de 2007

É carnaval ......... é folia !!!


Esse texto eu recuperei lá do orkut, escrevi hoje de manhã depois de ler uma insanidade postada por algum desses virtuais que nos chamam a atenção. É mais uma das coisas que escrevo quando simplesmente sento, paro e penso. Pensar .... pensar ... pensar ....

"No dia 7 de fevereiro, o corpo de uma criança teve seu derradeiro fim numa das ruas aqui no meu bairro. Dias antes, um amigo morreu por causa da previsível mistura fatal de álcool e direção. Há 4 anos atrás, em SP, uma mulher teve o mesmo fim que essa criança, foi arrastada pelas ruas por seu marido e, mais recentemente, um menor, de 12 anos, assassinou a sua avó, no Município de Japeri. E ainda pior: todos os dias, crianças matam, crianças morrem, e famílias são destruídas por causa da violência - seja ela no trânsito, seja nas ruas, seja nos lares, ainda assim, violência. Diariamente Joãos e Marias se vão por causa da violência.

Torço por reforma na legislação, na política, no judiciário, mas a maior de todas as reformas está no seio familiar, está na recuperação de uma sociedade apática.

Brigo, briguei, sempre vou brigar não por apenas leis novas, mas pelo cumprimento da lei e isso advém do saber votar, ter consicência do seu voto, saber a importância do seu voto, mas esse É O SEGUNDO PASSO. O primeiro passo é compreender que uma sociedade se forma através da família e é dentro dessa família onde valores devem ser plantados, pois dessa família novas gerações surgirão e uma nova sociedade renascerá.

Fugir, se isolar, se esconder, chorar não é a melhor resposta. Vivam, divirtam-se, MAS LUTEM POR SEUS FILHOS, SEUS NETOS, SEUS SOBRINHOS, PELOS FILHOS DOS SEUS AMIGOS E VIZINHOS, LUTEM PELA A INFÂNCIA, lutem e continuem continuem lutando por amor, por consciência, por educação, lutem por infraestrutura, por saneamento básico, por lazer, enfim, não desistam de lutar por uma vida mais digna, por uma história melhor para deixarmos para novas gerações que formarão uma nova sociedade.

Um Feliz Carnaval de muita paz e de reflexão ... mas não deixem de rir, se divertir, de brincar,. de tentar ser feliz. Riam com as piranhas, vejam a alegria nos blocos de rua, dancem frevo, dancem axé, dancem samba. Vistam suas fantasia e vivam ... mas com consciência e amor no coração."

E a Rô acabou de perguntar: você quer ouvir Molejo ou Beatles?

FELIZ CARNAVAL

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Uma rosa com amor !!!!!!

Tenho orkut ......... pois é ......... acho aquilo ali uma grande droga que serve de encontros e reencontros, mas não é pelo fato de ser um grande agregador de entes queridos, não é por isso que deixarei de achar o orkut uma grande droga alienante. Enfim, não vou divagar o que acho do orkut, até porque acho o orkut realmente uma grande falta do que fazer. E não vejo a hora de entrar ali e deletar tudo e todos. Nada contra com tudo e todos, amo-os .... mas é uma falta do fazer do cacete. Mas ali, no orkut, naquela droga virtual que aliena as pessoas, reencontrei amigos, familia ... e fiz novos e maravilhosos amigos. Bendito orkut.

Recentemente entrou uma "mania do bem no orkut". Que colocássemos no lugar da nossas fotos uma rosa vermelha em homenagem a uma criança recentemente vitima da violência no Rio de Janeiro. Pois bem, eu também entrei na onda da tal homenagem, mas logo tirei. Ahhhhh quanta frieza no coração Dona Beth .... pois é ... a Beth é fria mesmo. Acho que o Direito torna a gente assim, meio frios, meio céticos, incrédulos diante das mazelas sociais, mas data máxima vênia, mais um pouco ainda com resquícios de humanidade diante de uma realidade nem tão bem romantizada da sociedade.

Não penso só no João, penso nas dezenas, ou centenas, ou milhares de Joãos e Marias que são vitimados diariamente.


Uma rosa para o João ? E a rosa da Maria ? do José ? do Joaquim ? Será que uma rosa aliviaria o sentimento de tantas familias que estão sofrendo a perda de um ente querido ? Ahhhhhh .... queria eu construir um imenso jardim de rosas .... seu eu tivesse a certeza de que não haveria mais sofrimentos para as famílias dos Joãos, Marias e Josés ..... pois assim .... além de alegrar esses corações sofridos eu também empregaria jardineiros, botânicos, carpinteiros, secretárias, faxineiros, pois seriam tantas e tantas rosas que brotariam diariamente que, outros e outros tantos trabalhariam para que essas rosas estivessem alegrando o coração de alguém. Até mesmo exportaríamos rosas .......

Mas minha amiga Rô levantou uma questão: Beth ........ sempre haverá alguém de olho maldoso nesse jardim. Na prosperidade, na beleza das pétalas, na redistribuição de amor.

E eu disse: sempre existirá um Caim no mundo de Abel .... mas devemos acreditar na rosa, mas devemos lutar para que essa rosa não seja efêmera - como disse a raposa para o Pequeno Principe - para que através dessa rosa outras rosas nasçam ..... e outras espécies de rosas proliferem .... se espalhem ..... através das mãos do jardineiro, no cuidado do botânico ... na crença da sociedade por um jardim melhor.

Oferto minha rosa não para só o João; oferto minha rosa para todos os Joãos !

Namastê


Esse textinho teve a cooperação da minha amiga Rô - Beatlemanezinha ..... que está do meu lado aguardando nossa viagem ao mundo do Rei Momo.