domingo, 25 de março de 2007

In Memoriam


Bala perdida
Uma cápsula achada
Uma vida que se esvaí
No sangue derramado

Bala de hoje não é doce
Bala tira vida
Da juventude boa tira os sonhos
Outra infância já está perdida



A lágrima da mãe cai
A dor do pai pede paz
Mais uma família que chora
Assim está escrito onde você jaz


A bala é branca
Também é colorida
As vezes é escura
Essas balas também tiram vidas


Segue para todos os lados
É no morro, é no asfalto
É de noite, é de dia
Lá se vai...mais uma alegria


Aqui é bala
Lá a maioria é bomba
E agora autoridade?
Corre, mas se ficar em casa, também morre!


Meu nome é Gabriela, Wladimir, João, Alana, Maria, Diego, Marcos, José, Joaquim, Antônio, Felipe ...


(by Beth)



Hoje, dia 25 de março, fazem 4 anos que a menina Gabriela morreu ao ser atingida por bala perdida, durante um assalto no metrô do Rio de Janeiro.

2 comentários:

Kaká disse...

Onde vamos parar?Haverá solução???

Beth disse...

Dia desses eu assistia naquele programa da Leda Nagle na TV Cultura um cientista criminal falando do caminho que a colombia encontrou para a erradicação da violência. Enfim, a unificação dos poderes que cuidam da segurança publica. Tal soluçao foi encontrada em conjunto com o governo americano.
A pergunta é: pq os casos de grande clamor publico são imediatamente resolvidos?