sábado, 31 de maio de 2008

Sargentos Arco-Iris

gaytankST0510_468x388 A Revista Época, traz em sua capa, mais um assunto polêmico no que se trata de homossexualidade. Desta vez, vem a tona uma  reportagem que traz o caso de dois sargentos que resolveram deixar o silêncio de lado e abriram o verbo em relação a união estável que existe entre ambos há mais de 10 anos. (Vejam a matéria)

Tem que ser muito macho para assumir tal condição diante de um orgão notoriamente machista. Não deveria ser, a opção sexual, linha limitrofe nos quesitos dignidade, honra e coragem na defesa de um país.

As Forças Armadas deveriam se orgulhar de terem em seus quadros, duas pessoas que se prepararam em estudos para poderem ingressar na corporação,  enquantos muitos fazem de tudo para não serem convocados no simples alistamente militar obrigatório.

Esse país tem muito o que melhorar em relação aos seus preconceitos, ainda velados. Torcem para que desta vez, o beijo gay seja liberado no folhetim...mas questionam a homossexualidade daqueles que servem o seu pais.

Tenho certeza de que os sargentos da reportagem, estariam na linha de frente se a nação precisasse efetivamente deles em combate, pois foi isso que escolheram para suas vidas e carreiras. É profundamente deprimente ver uma vocação ser preterida por uma opção sexual.

Enfim..."Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito, vai preso pro quartel. O quartel pegou fogo, a policia deu sinal, acorda acorda acorda, a bandeira nacional"

O Brasil é um país geométrico... tem problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas.

(Mariana Albertini)

5 comentários:

ABB disse...

Você sabe minha situação quanto a homossexualidade e homossexualismo, entretanto, tais atitudes, só agrava a situação destas minorias.

Ricardo Rayol disse...

o ruim disso tudo é que quando em guerra ao apontarem o trabuco para os militares gays será uma briga e tanto.

Vinicius disse...

tenho que assumir que sou um pouco preconceituoso com isso ai....

A epoca que eu prestei o serviço militar fez eu ficar mais preconceituoso ainda...

eu dou razão a eles porque é estranho você conviver com isso no exercito.. um ajudando o outro, ficando pelado na frente de todo mundo.... sabendo que o cara é homosexual... etc...

Mariposo-L disse...

Beth, tai esse seu post vem a calhar com aquele "Dna do blog" lembra-se mas há momentos que propiciam esse " Vai se foder sociedade sou gay e dai " não devo nada a você .
Vou citar um exemplo Mariposo-R, passou num concurso e descaradamente me colou como seu " Mariposo" na ficha e tudo mais ou seja lá sou oficialmente seu " Companheiro" mas isso sou foi possível pois era um cargo publico e sabemos que os orgãos públicos são os que menos discrimina essa relação e ainda dão direitos oficiais , agora pergunto vai fazer isso em uma "empresa" ... nem entra .

Pedro disse...

Em uma guerra, todos são convocados: homens, mulheres, adolescentes, crianças. Digo crianças no caso de países do Oriente Médio, Asia. O que importa é que nem perguntam de qual fruta gostam mais. Uma grande hipocrisia no dia-a-dia das forças armadas, mas em caso de guerra eles fecham os olhos.
Esses soldados deveriam recorrer à justiça, por seus direitos.
Beijos Grande Liz