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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Quem quer pão?

 

Lá fui eu saracotear na padaria, numa das tantas padarias cheirosas que existem pao aqui no meu bairro suburbano. Daquela padarias que na hora do pão, o cheiro impregna a rua; sente-se a hora da fornada no quarteirão inteiro de tão delicioso é aquele pão. Chega-se em casa e o pão ainda está quente e fazendo a manteiga derreter. Tem umas três padarias assim, cheirosas, pertinho daqui de casa. Mas, acabamos nos acostumando em ir sempre em uma e não na outra ou naquela mais adiante.

Fui na padaria atrás de pudim de pão, não sou chegada  em bisnagas ou pães franceses, até compro porque benhê é um devorador de pãezinhos, mas eu mesma não sou muito chegada. Quando vou à padaria é para comprar outras coisitas além daqueles pães do dia-a-dia. Sou capaz de ficar longos minutos olhando a vitrine, vendo as novidades que inventaram e procurando por sonhos e pudim de pão. Ir à padaria tem um "Q" de magia que ainda permanece e que nenhum grande supermercado é capaz de tirar; a gente sempre encontra as mesmas senhorinhas, crianças. Ainda bem que muitas padarias sobreviveram aos nada charmosos supermercados hipersuficientes em tudo.

Findada a compra, paguei e fiquei aguardando o troco não sem antes dar mais uma verificada se haveria algo mais para levar. E o troco me foi devolvido junto com um deslizar de mãos nada sutil. E como toda ação tem uma reação, peguei o dinheiro de volta e mandei ele enfiar os pães...e mandei ele passar a mão na....

Que pena! Até gostava do cafezinho daquela padaria, mas logo a frente havia outra mais cheirosa; com pães, sonhos e pudins de pão mais deliciosos do que àquela que já estava acostumada ir. No máximo da preguiça ainda posso contar com o chamado de uma bicicleta e um rapaz simpático que todo final de tarde circula de rua em rua chamando a todos, com sua buzina,  para comprar seus pães.