Lá fui eu saracotear na padaria, numa das tantas padarias cheirosas que existem
aqui no meu bairro suburbano. Daquela padarias que na hora do pão, o cheiro impregna a rua; sente-se a hora da fornada no quarteirão inteiro de tão delicioso é aquele pão. Chega-se em casa e o pão ainda está quente e fazendo a manteiga derreter. Tem umas três padarias assim, cheirosas, pertinho daqui de casa. Mas, acabamos nos acostumando em ir sempre em uma e não na outra ou naquela mais adiante.
Fui na padaria atrás de pudim de pão, não sou chegada em bisnagas ou pães franceses, até compro porque benhê é um devorador de pãezinhos, mas eu mesma não sou muito chegada. Quando vou à padaria é para comprar outras coisitas além daqueles pães do dia-a-dia. Sou capaz de ficar longos minutos olhando a vitrine, vendo as novidades que inventaram e procurando por sonhos e pudim de pão. Ir à padaria tem um "Q" de magia que ainda permanece e que nenhum grande supermercado é capaz de tirar; a gente sempre encontra as mesmas senhorinhas, crianças. Ainda bem que muitas padarias sobreviveram aos nada charmosos supermercados hipersuficientes em tudo.
Findada a compra, paguei e fiquei aguardando o troco não sem antes dar mais uma verificada se haveria algo mais para levar. E o troco me foi devolvido junto com um deslizar de mãos nada sutil. E como toda ação tem uma reação, peguei o dinheiro de volta e mandei ele enfiar os pães...e mandei ele passar a mão na....
Que pena! Até gostava do cafezinho daquela padaria, mas logo a frente havia outra mais cheirosa; com pães, sonhos e pudins de pão mais deliciosos do que àquela que já estava acostumada ir. No máximo da preguiça ainda posso contar com o chamado de uma bicicleta e um rapaz simpático que todo final de tarde circula de rua em rua chamando a todos, com sua buzina, para comprar seus pães.