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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O elevador

 

Só comecei a me preocupar com a gripe suina essa semana. Estive em São Paulo e pude perceber um monte de gente andando com máscaras higiênicas pelas ruas. Ainda em Sampa, maridão me ligou e avisou que a  faculdade, após reunião com a Secretaria Estadual de Saúde, decidiu suspender as aulas em todas as unidades de ensino – “retornaremos às aulas no dia 17”. Ainda meio desconfiada, penso: “beleza, sem pressa para retornar”. Mas, o que adianta suspender as aulas se  preciso ir ao fórum, banco, supermercado, pegar ônibus, van, metrô, trem, avião? Se irei, de qualquer forma, estar rodeada de gente por metro quadrado?

Entrei no elevador meio que lotado e, entre um andar e outro, o  ascensorista espirrou. “É a treva” – disse a menininha para a mãe após o espirro.

Há algum lugar seguro onde eu não precise ficar desconfiada por estar no meio de gente que espirra, tosse, não lava as mãos, não usa lenços descartáveis e respira o mesmo ar que respiro?

- Saúde! – desejaram ao ascensorista.

- Para todos nós. Aqui no prédio tem uma agência que faz turismo para o Chile. Respondeu o ascensorista de forma simpatica e seguido de outro espirro.

- Não falei mamãe que era a treva? – Complementou a garotinha.

PS: Dúvidas sobre a gripe suina? Consulte o site “Resposta a Gripe Suina”

quinta-feira, 30 de abril de 2009

AAAAAA tchim….

 

Meu irmão quando viajou para a Colombia me trouxe um imã de geladeira com a seguinte descrição: “Salve una vaca, coma pollo”. O problema é que essa vida de ser carnivoro anda cada vez mais complicada: Ora é a vaca que enlouquece. Depois o frango ficou constipado. Agora, o complemento da feijoada, resolveu fazer parte da festa dos doentinhos de plantão. Há salvação: Se o mar estiver para peixe, o lance é comer peixinho. Caso contrário, o jeito é comer matinho, raizes.

Mariposos e Bodega Cultural escreveram dois brilhantes textos sobre a gripe suina. Cada um com a personalidade própria e direcionamentos específicos de seus espaços – Adorei! Mas nisso tudo sabe o que acho interessante? A malária mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano e ninguém nunca chamou de epidemia, pandemia ou qualquer outra mia.

Chato isso né?

Seguindo a sugestão de Mariposo e aproveitando a baixa no turismo, as promoções que virão pós gripe, acho que vou passar minha lua-de-mel em Cáncun, fazer um turismo holistico por Teotihuacán. Sei lá…depois de ver minha amiga toda sorridente, em fotos,  na base de um vulcão ativo…estou mais animada para voltar a viver perigosamente.

Creio sinceramente que todos os órgãos competentes, governos e midia estão fazendo um bom trabalho informativo – apesar dos pesares – estão fazendo o seu papel. Se a informação é exarcebada, o povo reclama, entra em pânico. Se a informação é minima, o povo reclama, diz que é traição, descaso. Resumindo: O povo reclama de qualquer jeito. Daqui a pouco alguém é jogado da janela e o povo esquece da dengue, ops, do porco.

Mas me pergunto: Se fosse um problema local, se não tivesse atravessado fronteiras, se não fosse “um desconhecido virus” - teria o peso que tem hoje?

porco

 

Bom Feriado!