domingo, 31 de maio de 2009

Quem nasceu primeiro?

 

Um. Dois. Três. Responda rápido, sem pestanejar.

Quem nasceu primeiro? A siririca ou a punheta?

Calma carolas, comadres e caretas. Não surtei de vez.  Muitos menos estou naquele momento preliminar.  Só passei mesmo para dar uma dica cultural. Posso?

Não deixem de assistir, se puderem, a peça “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, com Pedro Cardoso e direção de Domingos Oliveira. Aqui no Rio, por enquanto, ela está no Teatro Miguel Falabella e, o tempo todo, é lotação esgotada.  Fica em cartaz até o dia 21 de junho.

Ela narra com humor os problemas e dilemas sexuais dos casais e o comportamento sexual do homem.A peça é baseada em cartas que leitores do Jornal O Globo enviam ao psicanalista Alberto Goldin em sua coluna. E dessas cartas surgiu uma adaptação hilariante com momentos que, quase todos, já vivenciamos, presenciamos, ou ficamos sabendo. Mas o barato mesmo é rir dos caretas que sentam na platéia e ficam ruborizados com o sexo nosso de cada dia. O povo ainda ruboriza, acreditem. E eu, que não reparo nadica de nada na turba que me rodeia, morro de rir de tanto rubor alheio.

Tudo bem que você não mora no RJ e talvez a peça demore a viajar pelo Brasil, mas está morrendo de curiosidade de saber quem nasceu primeiro. Ora, é claro que foi a punheta! Ela é manual. A siririca, é digital!

Mas o barato mesmo não é saber quem nasceu primeiro, é ver Pedro Cardoso vestido de espermatozóide ou pênis – sei lá. Nem ele se aguenta. E como disse Domingos de Oliveira em sua coluna no Bravo Online: “Para não rir de Pedro Cardoso, tem que estar morto”.

Não sei se o filme homônimo foi bom – não sou fã de cinema. Mas como teatromaniaca que sou, posso dizer que a peça é maravilhosa.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hortênsias azuis numa manhã de segunda-feira

 

hortênsias na estrada

Relendo um comentário que fiz em um texto de uma amiga, disse: “O ônibus chamado mundo, não esperará por mim”.  Estava naqueles dias de tempo corrido, atrasada para tudo, tendo o relógio como pior inimigo. E presa ao texto da minha amiga.

Muitas vezes tenho raiva de ficar sentada,  criando calos no pulso, dores na cervical, ficando cada dia mais limitada visualmente. “bem vinda ao clube” – me disse a oftalmologista em minha última consulta. A academia ainda me deixa louca, insandecida, mas me salva ao exigir todos os minimos detalhes da bibliografia de uma obra.

Gosto daquele prazer que tenho ao olhar, a certa distância, uma obra de arte numa exposição. É como percorrer a lentos dedos as prateleiras de uma grande livraria, ou de um empoeirado sebo. É como deixar renascer a vontade de passar seis longos meses, em uma rotina diária de horário comercial, só para conhecer todo o Louvre. Para certas coisas a pressa é inimiga da arte. 

Quero aquela  “pressa” que encontro no canto gregoriano daqueles alunos do famoso mosteiro, numa cidada interiorana, nas serestas das sextas-feiras, no cheiro do eucalipto na serra, no rir dos malucos que acordam cedo e catam o cogumelo na bosta da vaca aos primeiros raios de sol. No dirigir tranquilo enquanto subo as montanhas de Minas Gerais e paro para admirar as hortênsias que encontro no caminho. Como são belas as hortênsias azuis!

Faço parte dessa vida corrida, eu sei. E para ela devo cada insanidade  que tenho o prazer de não economizar, de não guardar para minha lápide ou para as meias verdades que alimentam os outros que vivem no limbo e na degradação de suas verdades absolutas. Vivo e salto de bungee jump o tempo todo –  me permito. Mas não gosto dessa vida na velocidade de um mirrage, prática em sua virtualidade, de saltos altos e tailleurs em crepes de seda, com horários de partidas e chegadas, de tempos contados, com olheiras que entregam as noites mal dormidas, dos dedos ágeis por minuto numa prisão por informações em páginas que mudam como a velocidade da luz.  Não gosto de abrir páginas. Gosto de folhear páginas e saber que posso vê-las amarelar, enquanto tomo meu cappuccino e fumo meu cigarro.

Ainda leio o meu jornal de domingo na manhã de segunda-feira.

domingo, 3 de maio de 2009

S R N…NAÇÃO RUBRO-NEGRA

"Tu és time de tradição, raça, amor e paixão, oh meu Mengo
Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, oh meu Mengo."

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Decola Urubu

mengo 1

@%¨&*%#@@@:*@@………. TÔ ROUCA, TÔ VERMELHO E PRETO !!!

Ka-ra-ca…valeu a pena ficar rouca. Que jogo !! Que torcida é essa ??

Valeu galera Rubro-Negra!!

sábado, 2 de maio de 2009

S R N

 

flamengo-x-botafogo

Amanhã é dia de perder a pose….: familia rubro-negra reunida, é sinal de gritaria, roer de unhas e muito palavrão.