quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia dos Professores – 15 de outubro

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

(Cora Coralina)

“Uma homenagem àqueles que nos ensinaram a arte do saber, qualquer saber. E por suas mãos sujas de giz passaram os mais loucos, os mais despirocados, os mais sábios desse mundo.” (Beth)

Outro dia, no orkut, reencontrei a comunidade do colégio de freiras onde estudei na minha infância.  E como foi maravilhoso deixar um recado para irmã Celi e obter uma resposta dela via e-mail.  Lembro de todos os mestres na minha infância querida. Tia Odila me deu de amigo oculto, com 8 anos de idade, meu primeiro e inesquecivel livro – O Pequeno Principe. A irmã Célia que me fez odiar matemática e esconder os cadernos de matemática embaixo da geladeira. Professor Airton que me pegou colando em matemática e me deu a primeira reprovação. Brenda, a primeira explicadora – de matemática. O gatissimo professor de geografia que me despertou os primeiros brilhos no olhar. A professora de musica, de francês, de artes.

E muito mais tarde as paixonites agudas e reciprocas pelos professores da faculdade. Uma vez fui chamada na coordenação da faculdade só porque correu a boataria que eu estava namorando meu professor. “Quem? Eu? Que mentira coordenadora, veja pelas minhas notas…nem sou a melhor aluna dele!”. Depois uma aluna teve ataques de pitis homéricos só porque um outro professor me escolheu para cuidar do grupo de discussão dele. “Miga…que culpa tenho eu?” Outra vez, meu outro professor de uma disciplina muito chata reprovou metade da turma e a turma veio toda para cima de mim para saber se eu também tinha sido reprovada. “Se ela foi reprovada, então, nem adianta reclamar”. Gente fofoqueira esses universitários.

O benhê? Esse vai me matar quando ler essa postagem. Mas ele também foi meu professor. Benhê foi meu professor de música, de violão. Dedilha daqui, dedilha dali, um acorde aqui, um acorde acolá - deu no que deu. E para esse último, o meu benhê, uma linda e divertida homenagem das Frenéticas no video abaixo.

O bom ou o ruim é que um dia iremos sentir falta disso tudo e nossos mestres sempre estarão nas nossas lembranças. Aprendi a tocar violão? Mais ou menos. Antes de dar uma topada na parede com o braço do violão e quebrá-lo, estava dedilhando The Fool On The Hill, dos Beatles. Mas agora estou de castigo,  de cara para a parede e sem violão. Mas o “sol-fá” continua. 

 

"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."

(Carlos Drummond de Andrade)

 

PS: Benhê comentou que o Professor Jacob Portela,  do Sociologizando, passou aqui no blog e comentou sobre o blog ou sobre mim, sei lá, em plena sala de aula. Benhê não sabia onde enfiar a cara. O professor disse: Ela roubou meu Hitler. Epa! Calma! Há controvérsias, mas isso é assunto para um outro post. Adão, ele tá dizendo que os ateus são os mais inteligentes. E agora José?

Obrigada Jacob por sua visita e comentário, fui aluna das Professoras Bianca Brasil (sociologia juridica) e Clara (sociologia geral).

 

5 comentários:

adaobraga disse...

Querida Beth, isto não é novidade para quem lê e entende o que está na Bíblia.

Jesus já avisava o seguinte:

"As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz."

Lucas 16:8

É verdade a informação! Porém, este quadro muda.

Afinal, não são todos os ateus que são inteligentes, e nem são todos os religiosos que tem pouca inteligência.

Beth disse...

É verdade Adão esse teu ultimo parágrafo. Vou copiar aqui minha opinião sobre o assunto e que comentei no blog do professor. Aliás o post refere-se a uma matéria cientifica divulgada na revista Época.

Minha opinião é:

Não sei se são os mais inteligentes, mas creio que o ateismo colabora com essa liberdade no pensar.

O ateu, o cético tem o olhar critico e não sofre influência cultural da religião em suas atitudes. Ele tende analisar tudo sobre um outro prisma em suas leituras, pesquisas, atitudes sem estar necessariamente preso a dogmas morais que nos são impostos com o peso do pecado capital, ou dos dez mandamentos. A sua moral é livre e tem o discernimento puramente ético do que é ser ético, como deve ser ético sem que isso nos leve ao fogo do inferno ou ao azul do céu.

Marcelo disse...

Beth, eu juro de pés juntos que nunca me apaixonei por nenhuma professora ou professor...ah lembrei da professora Vera de Biologia - a classe masculina toda era apaixonada e a galera toda masculina foi reprovada...mas a meninada toda era fissurada no marido dela que era mergulhador profissional...então ela ia pra a sala chupando Uni-Duni da Kibon e ficava lambendo com a lingua bem sacana e ela é muito bonita mesmo!

bjs

Pedro disse...

Os judeus são mais inteligentes do que os ateus. Todos os grandes inventores, grandes pesadores tinham um pé dentro do judaismo.

Beth, sempre dei uns arrochos nas minhas professoras bonitas e solteiras que tive e nem por isso fui aprovado nas disciplinas em que elas davam aula. Mas confessa que tia te lambuzou de mel quando você nasceu. Seu benhê não vai ficar enciumado de você e os seus fãs, afinal, ele também foi seu fã.
hahahahahahahahaha

beijão gatona

Ela disse...

Que lindo.
Esta é com certeza a profissão mais maravilhosa do mundo!