segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O sarau que não aconteceu


Ontem, quase que rolava um sarau aqui em casa. Mas a doida aqui rachou o violão que comprou recentemente. Eu + capirinha o dia inteiro + paredes ao redor = algo sem noção e sobrou para o violão. Aliás, adoro realizar saraus...tudo bem que no final fica todo mundo sem noção e dançando éguinha pocotó. Mas a intenção inicial é sempre válida. E ontem, não poderia ser diferente.

Na falta do violão, o jeito foi papear. Rolou de tudo...idas à cozinha para fazer petiscos improvisados, regredimos para as nossas infâncias, viajamos à Grecia Antiga e paramos em questões de política nacional. Mas durante um bom tempo nos ativemos nas risadas e no silêncio literal da seguinte questão: rola beijar na boca quando o lance é sexo por sexo?


Amigo: Caraaaaaaaaaaaaaaaaaca olha o papo.


Amiga 1: Ai meu Deus! Vamos mudar de assunto?


Primo: Gente que papo é esse? Eu não sei de nada.


Amiga 2: Vocês, estão iguais a um bando de adolescentes que não sabem o que dizer. É claro que rola beijo na boca. Alguém consegue transar sem beijar na boca?


Amigo: Caraaaaaaaaaaaaaaaca olha o nível.


Alguém acabou se lembrando que em certos assuntos o grupo sempre optava pelo tal jogo da verdade; com o girar da garrafa selando o destino.


Amiga 1: vamos rolar a garrafinha e fazer o jogo da verdade e dai cada um responde se já fez sexo por sexo e se beijou ou não na boca?


Todos: não


Amiga 1: ai gente só foi uma sugestão.


E com a idéia inteligentérrima da nossa "amiga number one", o papo foi findado e nada concluido. Todos sairam pela tangente.


Isso me lembrou que li um artigo do Luciano Trigo, no Jornal O Globo, no sábado e que dizia: "No Brasil existem temas em que é impossível o debate avançar, simplesmente porque as pessoas estão fechadas com uma determinada posição. Qualquer discussão construtiva pressupõe um mínimo de disposição para reconhecer que você está certo e eu errado, se isto for racionalmente demonstrado. Ou seja, disposição para aceitar a possibilidade de mudar de idéia."


Tudo bem, não sei o que poderia sair de construtivo em: beijar ou não beijar na boca quando o sexo é por sexo. O que fiz ? Bem, a caipirinha me deixou risonha demais.

7 comentários:

Pedro disse...

bem
hum
pois é
você sabe
então
cof cof
ai meu Buda
minha opinião é
bem
.........
mas se eu estivesse com certeza iria colocar todo mundo na roda da garrafinha.
essas reuniões que você organiza são históricas. Saudades
beijão

Adao Braga disse...

Outro dia, passando pela rua do baixo-meretricio, ouvimos a seguinte declaração de uns jovens:

- Otário, era só pra transar com ela, não se beija na boca de puta!!

Não é minha opinião sobre o caso, ainda!

As vezes é involuntário. Vão se envolvendo, uns carinhos, uma mão boba, etc, e pode ou não surgir o beijo.

Nem sempre acontece, mas, pode haver sim!

Beth disse...

Pedro = hummmmm sei .... então ... pois é ..... tz tz tz ... imagino se estivesses aqui. Com certeza irias incendiar o silencio debate. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Pois é Adão, então...um classico do cinema hollydiano mamão com açucar - Em "Uma Linda Mulher" havia cenas em que a personagem de Jullia Roberts (não me recordo o nome) também não beijava na boca do personagem do TDB do Richard Gere.

Mas concordo com você - é involuntário!

Mariposo-L disse...

Olha, antes de tomar algumas eu diria que tem que ter beijo .... mas depois que tomei algumas eu iria lembrar a todos que beijo é indiferente perto de alguns que nem tiram toda roupa ...kkkkk

Ricardo Rayol disse...

isso é o mínimo, menos quando é secsu pago.

DM disse...

Beijo na boca quando o sexo é casual, sei não depende do cara, do momento, da inspiração, tudo é válido ... Anyway adorei o Sarau com caipirinha !!!

Beijos

Carlos disse...

Cara sem comentários
rs rs rs...
Muito doido,tinha que ter ído para
a prova da garrafinha. Como sabe,na infância era juramento para quem brincava,tinha que falar a verdade...se tivessem feito teria concerteza saído uma conclusão para esta duvída cruel.