segunda-feira, 16 de julho de 2007

Liberdade


LIBERDADE...LIBERDADE...LIBERDADE

Nunca ouvi tanto essa linda palavra, proferida por tantas bocas, escritas por tantas mãos. Liberdade para isso, liberdade para aquilo, todos querem um pequeno pretexto para serem livres. Mas livres de que?

A estória mais linda sobre liberdade e o sentido dela em nossa vidas, a meu ver, é àquela transmitida por Fernão Capelo Gaivota.

- Por quê é tão difícil ser igual ao resto do bando? - Perguntou sua mãe.
- Quero apenas saber o que posso e o que não posso fazer no ar, só isso. Quero apenas saber.

"...Nós nos dirigimos aos outros para que nos dêem energia. Falando com o psiquiatra nós nos sentimos aliviados — a confissão e tudo o mais. Sempre dependendo de alguma outra pessoa. E essa dependência, inevitavelmente, causa conflito e desordem. Então, temos de começar a compreender a profundeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, a dignidade, a sua beleza, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos. " (Krishnamurti)

Fernão aprendeu a voar, e não se arrependeu do preço pago. Quando Fernão encontrou Virgilio Gaivota que lamentava não conseguir mover sua asa, ele apenas disse:

- Virgilio Gaivota, você tem a liberdade de ser você mesmo, seu verdadeiro ser, aqui e agora, e nada pode detê-lo. Esta é a Lei da Grande Gaivota, a Lei que É.

- Você está dizendo que eu posso voar?

- Eu digo que você é LIVRE.

E Virgilio abriu suas asas e gritou bem alto.

- Eu posso voar. Escutem. EU POSSO VOAR.

.... para ir de encontro à essa liberdade tem que sempre se perguntar: que liberdade é essa que pretendo e para que a desejo? Dependendo de sua resposta, a sua essência será plena de felicidade ou atormentada por eternas dúvidas.


7 comentários:

Pedro disse...

Quantas e quantas decisões minhas foram e ainda o são baseadas na sede de querer aprender, de arriscar, de tentar de Fernão. Eu posso. Eu quero. E vou em frente sempre. E sou livre porque sou forte. E concordo com o mestre - só é livre quem tem luz própria.
Os escravos lutaram tanto por sua liberdade e não souberam o que fazer com ela depois que se tornaram livres. Eles haviam se acostumado com a escravidão. Assim são as pessoas, escravas de si mesmas, covardes, tolas, tristes, eternamente tristes e vazias.
Lindo texto, me deixou emocionado, pois Sou Fernão.

Eu e Ela disse...

Algumas pessoas as vezes buscam liberdade para as coisas mais simples da vida como por exemplo sorrir.
O pior tipo de escravidão é quando sem alternativa estamos presos a amargura alheia, todos os dias acordamos e deparamos com ela. Para onde vc vai lá está ela atraz de vc, sem parar, sempre. E quando pensamos que ela se foi, la está a tal amargura de volta.
Adorei este texto, realmente muito se fala em liberdade e pouco se sabe sobre ela, ainda ha os que confundem liberdade com libertinagem.
Beijinhos.

Beth disse...

Belos comentários Pedro e Sarah. O que o mestre e Fernão nos ensinam é que a liberdade na verdade está dentro de nossa luz interior e somente após descobrir essa luz é que nós podemos tomar nossas decisões livremente. Enquanto estivermos presos aos grilhões dos velhos conceitos jamais conseguiremos ser plenamente livres. A liberdade somente a nós pertence. Lembram do texto "segundo passo" ? Pois então... é ele ... o segundo passo é a nossa luz, a nossa liberdade. Se não há amor, tudo vira um fardo muito pesado de ser carregado. Até mesmo a pretendida liberdade de escolhas, de viver. Ser livre é apenas um estado espiritual, de amor próprio, de amor verdadeiro.

Namastê

Alma da Lua disse...

lindo texto e linda reflexão...

AP disse...

Ah, um de meus livros preferidos! Faz tempo que não o leio...

Beijos, Beth, boa semana!

Ricardo Rayol disse...

Que lembrança maravilhosa a que me trouxe.

Um Sonhador disse...

Como sempre nos encantando com belas mensagens.O livro é lindo, a foto da postagem tb e vc sem comentários, é uma pessoa maravilhosa.Um grande beijo e obrigado sempre por suas plavras de carinho