Juro que estou de férias desse blog. Estou aproveitando as férias acadêmicas e colocando algumas pendências em dia, trabalhando com as excursões de mamãe, organizando minha agenda para o próximo semestre, voltando aos treinos de parapente - criando novos hematomas no corpo, fugindo dos formigueiros que insisto em pisar...me preparando para um semestre sem feriados prolongados, sem fugas, sem muita diversão. As vezes, rascunho algum futuro texto na mesma velocidade com os quais deleto-os.
Acabei, nesse recesso interior, atualizando minhas leituras, adquirindo novos exemplares. Ando assistindo filmes e documentários, lendo meus periódicos diários e semanais, ouvindo música. Adoro música, adoro o som. Descubro que não há silêncio no mundo...toda a natureza emite sons, até mesmo no deserto. Pena que alguns não possam ouvir o silêncio que emana das pessoas...talvez não queiram ouvir.
Fiquei cá pensando no video abaixo e nas discrepâncias sociais que vivemos...somos divergentes até mesmo nas nossas omissões. Nos verões passados gritava-se: Um Verão Sem Dengue. Daqui a pouco o verão chega novamente e dirão: Um Verão Sem Dengue. E arrumarão culpados para a omissão de uns e relaxamentos de outros.
Quando dirão? "Queremos Um Brasil Sem Fome e Sem Desnutrição?"
A fome e a desnutrição, no celeiro do mundo, ainda mata mais do que a dengue, do que a violência urbana. Mas o silêncio se faz presente...com sons a serem ouvidos pelos surdos.
Também tenho fome de Brasil. Toda vez que viajo, fico observando os laranjais, cafezais...as plantações que vejo beirando as estradas. Olho o mar, os rios e cachoeiras...o cheiro do eucalipto na mata. Custa-me entender a palavra fome.
Mesmo assim, tenho fome de Brasil. Talvez eu retorne ao blog mais alimentada e saciada de esperança numa terra, onde plantando tudo dá.