Calma. Não quero saber por onde andam os queridos blogueros que andam sumidos. Na verdade, sou da corrente minoritária que acredita num mundo muito além dos muros virtuais. Quanto menos eu precisar sentar minha derrière na cadeira e ficar alimentando minha tendinite, melhor para mim e minha cervical também agradece.
Recentemente li num portal de notícias que um blog foi criado por amigos ou familiares dos policiais que estão sendo acusados do desaparecimento e morte da engenheira Patricia Franco. Fui lá, vi, li e conferi. Eles procuram, de alguma forma, arrumar uma outra explicação para o “aparentemente óbvio” e que pode não ser tão “aparentemente óbvio”. Eles questionam o procedimento investigatório e da polícia técnica. E particularmente, não vejo nada demais familiares ou amigos tentarem provar a inocência dos acusados. Até porque não temos, em nossa polícia técnica os famosos CSI´s, Medical Detectives ou os agentes do Criminal Minds; e, a familia deve correr atrás se acredita que houve falhas na investigação; contratar peritos particulares – é um caminho. Além do mais, os anais da justiça criminal já demonstrou tanta injustiça e tanta lacunas não preenchidas sob o prisma do clamor público que meu desconfiômetro sempre fica ligado. Não sei se os policiais são realmente culpados, mas creio ser direito da familia/amigos dos acusados manterem um espaço, divulgar sua tese e tentarem provar a inocência deles.
Na verdade, ando mais preocupada com as balas de fuzis que são capazes de furar um carro blindado e que andam entrando no Rio de Janeiro; e numa coincidência incrivel, na mesma semana chefes do tráfico estavam prestes em retornar a sua terra natal num ping-pong de vai ou fica? Enquanto a midia divulga que mais de duas mil balas foram apreendidas, outras milhares já entraram na cidade. Aliás, alguém duvida que àquela moça que foi presa ao portar uma mala carregada de fuzis era apenas uma bucha para distrair a atenção da quantidade real que está entrando?
Esse caso de Patricia, desde o inicio, me pareceu muito estranho; o local do acidente/desaparecimento não é um local ermo. Por ali existem residências, restaurantes carérrimos, terminal de ônibus, pessoas que madrugam para caminhar na praia e ver o sol nascer no quebra-mar, aldeia de pescadores, marina e uma bela placa onde se lê: “Sorria, você está na Barra” (ou coisa parecida). Fora isso, um carro caindo de uma certa altura, não é coisa inaudível.
Mas enquanto muitos silenciam, uns defendem e outros acusam; várias perguntas continuam sem respostas. E como não sou muito fã de Direito Penal…continuo com as perguntas sem respostas.
Cadê Patricia Franco?
Cadê Priscilla Belfort?
Cadê os meninos de Acari?
Cadê Carlinhos Ramires? (famoso caso dos anos 70)
Cadê o Anderson?
Quem é Anderson? Ele foi um amigo meu da adolescência que desapareceu após se envolver com a mulher errada – era mulher de policial. Até hoje o corpo de Anderson não foi localizado, a familia acabou, a mãe dele pirou, a esposa casou novamente. E lá se vão mais de 15 anos. Os policiais foram julgados e condenados. E como o destino é incrivel, meu antigo professor de Direito Penal, foi advogado dos policiais acusados do desaparecimento de Anderson. Assisti ao Juri – como aluna. Mas, no caso do Anderson, várias pessoas serviram de testemunhas e os policiais puderam ser identificados. E como eu sempre digo: até os diabos precisam de advogado, desde que pague os honorários – é claro – não aceitamos almas como forma de pagamento!