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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Esqueci disso tudo aqui….

 

DSC07516Trabalhar com turismo é bem gostoso, mas é um trabalho bem cheio de responsabilidades operacionais e civis. Qualquer vacilo é uma dor de cabeça daquelas que nem a Neosa, Jesus ou Buda  resolvem.

Quando minha mãe diz: “Quero fazer excursão  para tal lugar”…putz, começa a minha dor de cabeça com a operacionalidade de um roteiro, reservas e etc e tal – fico noites e noites sem dormir até ter o feedback de todos os cantos e recantos dos contatos, agências, contratos fechados e devidamente assinados. Normalmente essas coisas acontecem com alguns meses de antecedência e é extremamente cercado e vigiado até a véspera da viagem.

Mas, o que mais me estressa não é guiar o grupo, acompanhá-los e contar detalhes históricos de determinado lugar - quando domino o mesmo – caso contrário, contrata-se guia local para fazer àquele city-tour básico. O que mais me estressa é fazer todo o operacional, que foi  preparado previamente, dar certo antes mesmo do desembarque acontecer. Com isso, prever todos os contratempos é coisa de bater palmas para maluco dançar. Deixar tudo pronto e cronometrado é uma dor de cabeça daquelas que só compensa mesmo ao ver o resultado final: as fotos, os videos, as despedidas, trocas de telefones, amigos ocultos, as lembranças que restaram, as novidades contadas.

Me desligo de tudo quando estou trabalhando com receptivo, quando estou no meio de confecção de um roteiro, ou de uma viagem em andamento. Mas fico observando os passageiros e  não entendo como eles, ou melhor, como alguns  podem viver em lan house´s, internet e etc e tal…estando em lugares lindos e cheios de grandes informações, novas culturas, cores e encantamento a  olhos vistos. Seria pressa em contar as novidades? Em registar por letras os fatos vistos em fotos? Espalhar para o mundo: “Ei…estou em Porto Seguro, estou no RJ diante do Cristo Redentor, estou em Bonito…” Mas para que pressa diante do descanso tão procurado? Enfim…mesmo trabalhando eu me divirto como se cliente fosse e respiro cada canto da cidade onde estou.

Me desliguei de tudo e todos. Mas…como nada é perfeito e há mais trabalho para ser agendado e operacionalizado, faculdade começando, então tive que retornar…mas é àquele retorno com vontade de ficar mais uma cadinho…após esquecer os dias, as horas, os minutos e segundos diante de dias de puro sol, mar, descontração, relaxamento…e uma boa preguiça baiana com uma pitada de caldinho de sururu, caranguejo e muito camarão. E ainda sem entender o que prende as pessoas ao mundo virtual diante de tão lindo mundo real que brilha como o sol diante dos olhos dos navegantes…talvez seja o fato de que tudo é perene, passageiro, com data de retorno.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

E que venha 2009

 

Brasileiro já entra no ano novo pensando no carnaval, por isso dizem que o Ano Novo só começa, literalmente, após o bumbum paticubum prugurundum. Mas, como o carnaval esse ano só acontece no inicio de março, então, essa realidade movida a lisérgicos, obrigatoriamente vai ter que ser antecipada na mente dos seguidores de Momo naquela forma de aturar, suportar e cumprir suas obrigações de cidadão cumpridor de seus deveres(IPVA, IPTU, material escolar, renovação de matricula…) antes que os tambores rufem e anunciem a festa pagã.

Por aqui, os dias de Festas foram ótimos.  Alienada diante dos noticiários, curtindo muito presentinho, peixinho, cervejinha, praia, sol, chuva, beijinhos, stress…enfim…coisas normais para seres mais normais ainda. Mas o foda mesmo é ter a certeza de que Deus não me deu paciência para aturar certas coisas. Para ser mais especifica ainda, foi um verdadeiro exercício de paciência nirvânica  aturar sete horas de um congestionamento quilométrico, em plena segunda-feira de tarde. Uma viagem que normalmente leva duas horas, ser feita em sete horas numa marcha de primeira, segunda e a quase 10 km por hora, é um teste pelo qual não pretendo mais passar. E dou graças a Deus que foi um congestionamento com muita chuva, caso contrário, seria um “dia de fúria” encarar essas sete horas com sol escaldante e vendedores ambulantes oferencendo isso ou aquilo o tempo todo.

Enfim, o ano de 2009 começou…mas para mim só começará mesmo após meu retorno de Porto Seguro/BA, para onde irei na próxima semana e  onde pretendo tomar muito capeta, andar de saveiro, de ultraleve,  passar meus dias dançando axé, minhas noites tomando todas na passarela do alcool e dando muito beijo safado na boca do meu benhê.

Tô com vida de nababo? Que nada! Estou indo levar um grupo de turistinhas alucinados para Porto Seguro/BA, mas consegui arrastar o benhê e mais uns amigos, e nas folgas além da lua-de-caipirinha com o benhê, dar uma de praiera, vou meter de novo a compreender que o baiano é: Um povo a mais de mil. Ele tem Deus no seu coração. E o Diabo no quadril…

Esse complexo do Tôa Tôa, em Porto Seguro…é loucura, loucura, loucura !!!

Enfim, um feliz começo de ano para quem fica, para quem vai, para quem dança e para quem balança…na corda bamba !!!