Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço
(Luiz Gasparetto)
Domingo retrasado, assistindo ao Fantástico, fiquei atenta à matéria que falava sobre a arte da paquera para àqueles que estão recomeçando uma nova vida após um divórcio, ou após algum tempo de solidão voluntária. Os personagens envolvidos na matéria tinham mais de trinta e cinco anos. E como foi fácil perceber que o homem, após certa idade, perde o tom. De repente ele tenta voltar àquele adolescente que não existe mais dentro dele. Melhor dizendo: O adolescente de agora que o incorpora, nunca existiu;. pois na sua época de adolescente ele jamais agiria da forma que agiu naquele breve encontro e teste promovido por uma empresa de televisão e com um personal paquerator tabajara falando no seu ouvido sobre o que fazer e o que não fazer durante a arte da paquera.
O cara não está mais afim de ficar sozinho, está super interessado em ficar com um alguém qualquer, ou com alguém bem especial, ele quer casar novamente, ter filhos, uma familia. Mas ele não está sabendo como fazer e o que fazer para a conquista ter seu objetivo final. Mas quem é seu objetivo final? A tchutuca do baile funk? A moça que trabalha ao lado da sua mesa? A vizinha que mora sozinha? A mina da academia? Ou a amiga do amigo do amigo do amigo que você conheceu no casamento da sua prima?
Tem que saber primeiro para quem você irá se direcionar e com ela esgotar todos os seus argumentos.
Quando digo as minhas amigas que casei e elas perguntam como foi ou como consegui segurar o bofe, a única coisa que respondo é que não fui eu quem conseguiu e sim ele que foi direto e reto com àquela cara de tarado. “Vem cá gostosa”, foi a palavra-chave e ainda continua sendo, mas é claro que a gostosa aqui não cederia se não houvesse quimica corporal, cheiro, suor, feeling. O “vem cá gostosa” tem que ser usado quando há o feedback corporal. E o resto tem que ser usado com o dia-a-dia: ligações constantes, um presentinho daqui, um elogio dali, uma briga para apimentar, uma papo mais cabeça, uma intelectualidade reciproca… mas nunca esquecendo àquela palavrinha-chave que deve ser sempre usada nos momentos adequados.
A mulher por sua vez, àquela que foi o objeto da conquista, que se deixou conquistar e conseguiu segurar o seu bofe, também não deve dar uma de puritana, boa-moça ou se sentir ofendida quando ele confessar que a primeira coisa que prestou atenção em você foi a sua bunda ou os seus melões. Pelo contrário, ela deve se sentir a própria femme fatale, pois sempre será um bom motivo para ele jamais esquecer o primeiro dia em que uma rebolada mais insinuante ou um decote mais ousado chamou a atenção dele. E as constantes visitas as lojas de lingerie farão você se sentir sempre o objeto daquela conquista.
Portanto, se não houver quimica, àquele papo de “vem cá gostosa”, “você é a nora que mamãe pediu a Deus”, “conheci a mãe dos meus filhos” e etc e tal….jamais terá sentido e você como um bom animal que é, continuará pulando de galho em galho. Tem que ter quimica para que as tentativas começem, as palavras obscenas sejam proferidas e o romance aconteça mesmo que ela acorde com um bafo-de-onça do seu lado e um cabelo de bruxa Meméia. Sem a famigerada quimica, você apenas será conhecido como um velho-babão ou um tiozinho no cio.
Além do mais, ficar utilizando uma personal paquerator tabajara para te dizer o que fazer quando você sabe o que fazer, é o máximo da pieguice. Você pode não ser hollywood, mas ser original é o segredo do sucesso – em qualquer idade, em qualquer tempo. E ela vai até achar graça quando você dizer: “vem cá gostosa, vem pro seu tigrão”. Corre até o risco dela miar para você.
- Au-Au
- Miau…
Recadinhos: Por aqui a vida anda corrida. Muita viagem a trabalho e muito cansaço latente. Portanto, não estranhem o espaçamento nas postagens.