
Onde não há cor nenhuma.
E mesmo que não haja cores,
Eu as invento.
Criarei cores.
Eu posso.
O silêncio se fez na multidão,
Mesas ficaram vazias,
Amigos e garçons desapareceram,
Não havia mais ninguém,
E pouco importava se houvesse.
Éramos surdos e cegos para o mundo.
Olhares juvenis se cruzaram,
Sorrisos tinham direção certa.
Olhavas, como menino,
Doce menino de olhar timido,
Olhos que me roubaram um sorriso.
(by Beth Santana)

Não te interessa meu nome,
Não percas tempo com tolices.
Temos apenas essa noite,
Serei para ti, todas as tuas meretrizes.
Somos amantes de poucas horas.
Dê-me o nome que quiseres;
Serei hoje, todas as tuas mulheres.
Estou obscenaTuas mãos em minhas curvas
Meus pés em tuas linhas
Minhas curvas complexas
Linhas de você
Deixo-me seduzir
Em tua perfeição
Encostada em ti
Sinto teus lábios em mim
Deleite de meu prazer
Embriaguez dos meus sentidos
Quero me dar para você
Arranca minhas vestes
Enquanto danço em você
É dia ... eu sei
Eles olham...e dai?

Estás a tentar
Tua boca é infame
Doces mentiras soltas no ar
Direi não, até que meu sangue se derrame.
Envolve-me com tua volúpia
Sentes a convulsão de meu corpo
Mas é tempestade
Passa.
Sou utopia de teus delírios
O platonismo de teu desejo
Menti
Nunca serei tua.
