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sábado, 14 de junho de 2008

A dor da solidão

 

Missing_You1 Quem é super antenado em política, sabe que César Maia, o prefeito dessa cidade maravilhosérrima, está com uma gestão apática em vários setores da sua administração. A meu ver, aquele cara que é conhecido na roda administrativa/financeira como um excelente administrador, se perdeu enquanto governo, executivo...principalmente no segundo mandato.

No entanto, boas ações devem ser reconhecidas e reverenciadas. A Prefeitura do Rio de Janeiro, apoia e incentiva a ONG Obra Social, que aliás pertence ao Municipio do Rio de Janeiro. Tudo bem que a primeira-dama parece ser a presidente, ou responsável pela ONG. Mas, é daqueles projetos que valem muito a pena investir, pois vê-se resultados eficientes. Essa ONG tem um portal chamado Emocione-se, onde divulga várias obras sociais de sucesso junto as comunidades e que tem o apoio da iniciativa privada e convênio com órgãos do Municipio. Uma dessa obras e projetos criados recentemente e que me chamou a atenção, foi o Disque-Solidão, criado em abril deste ano e que já atendeu mais de 800 pessoas, tendo inclusive a participação direta de assistentes sociais, agentes públicos e uma agenda de atividades para as pessoas que procuram esse o atendimento. Mais de setenta por cento desses atendimentos eram para mulheres.

"Depois desse primeiro contato, é organizada uma agenda de atividades que garantam a convivência comunitária e familiar para essa pessoa, de maneira a criar novas amizades, promover passeios e incentivar o solitário a desfrutar de uma nova vida. O serviço funcionará 24 horas, pelos telefones 9923-0944, 2503-2372, 2503-2376 e 3292-7438 (tele-noite)"

Parece meio bizarro, mas solidão é um problema, a meu ver, de saúde pública. Deixem-me explicar. O sentimento de solidão, quando latente, pode desencadear, ser causa para  algumas doenças: depressão, sindromes do pânico, problemas cardiacos, dependências químicas...e muitos chegam as vias de fato, em suicidios. Imaginem,  quantas e quantas pessoas estão  afastadas das atividades laborativas por causa de uma depressão? Quantas e quantas pessoas estão efetivamente doentes, dependendo de médicos, remédios, terapeutas; quando no fundo, só estavam solitárias, tristes?

Ao saber desse projeto, imediatamente o encarei como como uma prevenção dos problemas da alma. E vamos combinar que, na atual crise do sistema de saúde, ninguém merece ficar a mercê da saúde pública para resolver seus problemas "d´alma".

O mais legal desse projeto é que ele não só entra naquela de "Fala Que Eu Te Escuto", ou fica dando conselhinhos a "la auto-ajuda". Esse projeto, efetivamente, cria oportunidades e parcerias que promovam o interagir entre as atividades sociais, comunitárias, família, cidadão e governo. E isso é bacana, pois tende haver resultados positivos.

Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto.

Francis Bacon