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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O amor é lindo...o que mata são as galhadas.



“Prendam suas cabritas que meu bode tá solto”. A frase citada é bem conhecida pelas mamães do passado que possuem rebentos machos, contudo, em tempos modernos deveria ser usado também por esposas que carregam galhas na cabeça. Portanto, trair e coçar, bom nem começar.

Pois bem, a moça da reportagem linkada (vejam a matéria) resolveu processar a “coitada da amante” que somente teve o intuito de lhe avisar: “acorda mulher...o bode agora é meu, ou melhor, sempre foi meu”. O processo, objeto da reportagem, visou indenização por danos morais após a moça descobrir que seu castelo era de areia; e alegou que a amante além de lhe avisar da traição por telefone, acordando-a assim do sono eterno, também resolveu lhe ameaçar depois de nove anos de relação amorosa estável. Dos vinte e um anos de casamento, nove deles o marido dedicou à outra. Para completar, o que me fez lembrar o final do texto de Somos Todas Umas Vacas – Caças e Caçadores –, a esposa ainda tentou salvar o casamento. No entanto, descobriu que o ex-marido arcava com as despesas do advogado da amante.

Tô pagando....

Particularmente, creio que ela deveria ter processado o marido – um litisconsórcio passivo – colocando o marido na roda. Afinal, vocês ainda duvidam que após pagar os honorários do advogado da amante ele ainda vá arcar com o recurso? Quiçá, com com todo o processo caso o recurso não seja provido? Entre um bem-me-quer e mal-me-quer, a esposa descobriu que o amor é lindo...o que mata são as galhadas do mal-me-quer.

O cara trai, o cara arruma uma outra, o cara paga tudo para a outra, inclusive as despesas da ação e ainda a culpa é da outra? Acho que tem alguma coisa errada nessa história toda.

Moral da História, diante de uma futura corrente jurisprudencial:

1 – Amantes, regra numero 1: Não peguem o telefone e liguem para as esposas.

2 – Maridos, peçam divórcio antes da esposa descobrir a amante. E, se o amor pela amante não for tanto assim, arrumem uma amante com dinheiro.

3 - Amantes e esposas, unam-se, mulheres unidas jamais serão vencidas e processem o cara por ser safado, cachorro e sem vergonha
. Dividam o dinheirinho e UP...a fila anda baby.

Daqui a pouco vai ser um festival de ações das esposas em face das amantes; algumas objetivando dar uma compensada na pensão. O pior é descobrir que não houve ou há uma só amante, mas várias amantes.

E por falar em maridos reloginhos...hummm...acho bom ficar de olho no benhê...anda muito caseiro. Quem sabe assim não garanta minha tão sonhada Hilux?
Recadinhos 1 : DM Vaca-Mor, tem que procurar a moça do Tudo Personalizado. A figura tirei do espaço dela.

Recadinhos 2:
Minhas provas começam amanhã....portanto...tchau e bença !!!

sábado, 17 de maio de 2008

Fantasias - Parte I: O Bombeiro e a Colegial

 

colegial1[1] Tive um casal de amigos, daqueles que passam pela sua vida, ficam um tempo e depois somem no mundo. Eles foram amantes durante um longo tempo; na época, ambos deveriam beirar seus quarenta e poucos anos. E após anos de um romance meio que escondido,  ele tomou coragem e se separou. Casou-se com ela, que ele dizia ser o grande amor da sua vida.

No entanto, antes do final feliz acontecer, ela entrou em pânico quando soube da separação dele e  ficou em depressão com o pedido de casamento.  Foi na contramão de toda a amante apaixonada. Chegaram a ficar um tempo afastados para que ela superasse os medos que estavam destruindo-a. Chegou a pedir licença do trabalho, viajou, ficou ausente, sem dar noticias. Ela tinha medo, tão somente medo de viver maritalmente ao lado do seu grande amor proibido.

Após voltar a realidade e superada essa fase, ela nos contou que temia por uma  rotina que atrapalhasse o que eles conquistaram durante os anos de um amor escondido, de uma paixão silenciosamente gritante entre quatro paredes. Ela temia que com o casamento sumisse o entregador de pizza, o mecânico, o entregador de gás, o encanador. Que as fantasias cultivadas a cada encontro e reencontro não existissem mais com o dia-a-dia de marido e mulher, com as manias, com o cansaço. E se tudo isso terminasse, então, na visão dela  o casamento também acabaria. A conquista teria sempre que existir no dia-a-dia deles - era a única exigência que ela fazia, sem precisar dizer uma só palavra.

Sai da empresa na qual trabalhávamos e nos afastamos, nunca mais tive notícias do casal. Recentemente, encontrei-a no shopping. Era uma belissima senhora, de uns quase 60,  de cabelos ruivos, olhos azuis, cheia de compras na mão. Reconheci-a de imediato, conversamos horas a fio. Quando perguntei por ele e como ela havia superado a71789a16e191b99525c91d191a091ddtodos àqueles medos, respondeu: "Continuamos sendo amantes e já estamos casados a 15 anos. Se somarmos a época em que éramos tão somente amantes mais o tempo de casados; estamos complentando bodas de prata. Mas, mudando de assunto: você sabe se há no bairro alguma loja que venda saia plissada, ou o uniforme completo daqueles usadas pelas normalistas? Não quero àquelas já manjadas de  sex-shop. Hoje meu prédio vai pegar fogo."

- Claro que sei! Tem uma loja no bairro ao lado que vende até o sapatos bonecas.

Acho muito bacana esses casais que se reconquistam a cada dia. Bom saber que é realmente possivel estar ao lado de alguém durante anos e anos e ainda enxergar o parceiro como se namorados fossem, ou amantes eternos.

Com uma boa dose de humor e em homenagem à esse casal lindo!!

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