A voz do povo é a voz de Joaquim Barbosa?
O diálogo fora do tom entre os Excelentissimos Ministros do Supremo Tribunal Federal em mais um espetáculo para mídia ver e se deliciar, me deixaram de cara passada e boca aberta. Aguardarei Agamenon Mendes Pereira, em seu parecer final antes de guardar o ferro e fechar a boca.
Me veio aquela sensação de que havia algo engasgado, entalado; uma bomba pronta para ser detonada, pois só faltava apertar o botão em uma contagem regressiva. O Ministro Gilmar Mendes apertou o botão e o vômito do Ministro Joaquim Barbosa me fez recordar “en passant” Fernando Gabeira, em âmbito legislativo.
Confesso que ingenuamente espero barracos circenses desse tipo nas casas do executivo e legislativo, de preferência em sessão plenária, como de costume. Jamais esperaria tal espetáculo em âmbito judiciário vindo de homens de “notável saber jurídico e reputação ilibada” (conforme reza art. 101 da CRFB), apesar de ter ciência de ser a segunda rusga entre ambos. Portanto, não tardará a terceira bomba suprema. Espero que tal barraco não gere “súmula vinculante” a ser seguida pelos tribunais.
Fulcrada no artigo 5º, IV, da nossa Carta Magna; Senhor Ministro Gilmar Mendes, vos digo: “a rua” nem sabe quem é o senhor, apesar de sentirem o peso final de vossas decisões. E o pouco que andei lendo em comentários dos leitores, percebi que as cabeças que ainda pensam e questionam não estão do lado de Vossa Excelência. Aliás, faço coro com um dos leitores do Portal G1, entre tantas centenas de comentários lidos e do qual fiz parte, que em resumo disse: chega de decisões políticas, parciais, tendenciosas, protecionistas. Concordo e assino embaixo.
Se quer ser respeitado, faça-se respeitar! Frase feita, eu sei. Serve para qualquer um, inclusive para os ministros supremos.
E com todo respeito: - Concessa máxima vênia Vossa Excelência, quem merece respeito é o povo.