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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Carne e Ossos



Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente (Dalai Lama)

Não sou fã, não conheço a obra, mas acompanho sua influência no comportamento de alguns jovens. Para onde se olha, tem algum jovem meio Amy de ser, meio que idolatrando o inexplicável de uma destruição a olhos vistos. Coitada de Amy que por tabela leva com ela outros seguidores. Coitada de Amy...que teve overdose após fumar maconha e usar "crystal meth", durante 36 horas seguidas.


Recentemente assisti ao "cult" The Doors e um documentário sobre as ultimas 48 horas de Kurt Cobain. Era muito novinha na época de The Doors e, mais tarde, já muito sem paciência para curtir Nirvana. Mas, me deu a impressão que eles não queriam nada daquilo, não queriam ser cultuados por ninguém...clamavam para sairem e serem esquecidos pelo sistema. Mas já era tarde, estavam escravos do sistema que eles mesmos desejaram. Não faço parte da turba que possui idolos e são seguidores de suas tendências, pensamentos, atitudes...não enquanto forem de carne e ossos.

Não preciso das drogas dos outros, do alcoolismo de outros tantos e nem da fantasia virtual para dizer quem sou, o que penso. Por isso que gosto de filosofia, a dificil arte de saber pensar, raciocinar e não mais me drogar com drogas que o sistema quer que eu acredite que são boas para mim só porque viraram record em bilheterias, ou best-sellers.

Ainda prefiro deitar no sofá e ficar ouvindo Somewhere Over The Rainbow, na voz de Sarah Vaughan