Recentemente, uma familia de Santos me contratou para fazer um city-tour, em épocas diferentes, num período de poucas horas; durante uma parada de um cruzeiro marítimo que estão fazendo pelo litoral brasileiro. O primeiro city-tour foi feito um um lindissimo dia de sol, dias antes do meu embarque para Porto Seguro. O segundo city será daqui alguns dias…
Por aqui, enquanto eu estava em Porto Seguro, só choveu!! Hahahaha….e lá muito sol, sol, sol. E por falar em chuva, putz, a situação das estradas, algumas cidades por quais passei…JESUS CHRIST…só tristeza devido as enchentes de dezembro e ainda vistas, da janela do ônibus. Adoro viajar de avião, já passei anos de minha vida em aeroportos fazendo ponte-aerea Rio/Recife/Rio, mas as viagens rodoviárias nos aproximam mais da realidade. Mas isso é assunto para um outro tópico.
Voltemos ao city. Putz…que legal ! Adoro essas coisas meio que corridas de apresentar a cidade em tão poucas horas disponíveis – àquele roteirinho básico que gringo adora, turista brasileiro deslumbra-se e carioca reclama. Fazer city-tour é um dos meus trabalhos preferidos – eu juro -, principalmente por adorar minha cidade. É o que chamo de trabalhar com prazer e lazer.
E como o Rio de Janeiro continua lindo visto dos seus mais belos pontos turisticos! Mas de todo àquele roteiro básico de city-tour, ir ao Cristo Redentor, em pleno fervo de alta temporada, é um inferno; principalmente se for num final-de-semana..
Epa…me perdoe Christ Redeemer…peço perdão pelo inferno proferido diante do inferno encontrado numa das sete maravilhas do mundo moderno. Ir ao Cristo Redentor em plena alta temporada é um programa de indio emocionante e desesperador. Mas depois do escândalo de desvio de verba ocorrido em 2007 na cobrança do pedágio e que chegava a estimativa de 300 mil reais por mês – cerca de 90% da arrecadação –, filas quilométricas de carros, das licitações feitas posteriormente para regularizar a situação; pensei que nessa alta temporada as coisas estarariam mais “mamão com açucar”. Afinal, escândalo resolvido, licitação feita, organização mais transparente…mas não esperava a famigerada confusão a vista, filas e mais filas, sobe e desce, entra e sai. Aliás, brasileiro adora encarar uma fila para isso e outra para aquilo.
Para chegar ao Cristo Redentor há 3 opções:
1 – Ir de trenzinho = R$ 45,00 (lindissima vista)
2 – Ir de Van = R$ 45,00 (ainda tem o previlégio de parar no Mirante Dona Marta)
3 – Ir de carro e lá em cima, na entrada do parque, estacionar o carro em qualquer ponto da estrada, andar a pé e pegar uma van autorizada por licitação que te deixa nas escadarias que leva até a estátua = R$ 13,00. Chegando nas escadarias, você encarar um outra fila para entregar o ticket que você recebeu da van autorizada por licitação.
Legal…tudo lindo e maravilhoso. Boas opções com excelente preços. Mas como nada é perfeito em um final de semana de alta temporada, acontece o seguinte.
1 – Se for de trenzinho então acorde cedo e garanta seu lugar, caso contrário, você compra um ingresso; mas sairá 2 horas depois.
2 – Se for de van. Ótimo, os caras são nota dez em gentileza e presteza. Mas em determinado ponto você pega congestionamento, desce da van e fica num fila enorme aguardando o ticket (que os caras compram para você – já incluso no preço) e um novo embarque em outras vans (àquelas que cobram R$ 13,00 e que te deixam nas escadarias). Perde-se as mesmas duas horas do item 1.
Aliás, uma sugestão: esses mesmos caras que fazem o transporte da Rua das Laranjeiras até o “pedágio” onde compra-se ticket´s para entrar nas outras vans que levam até a escadaria do Cristo Redentor, poderiam também entrar no parque e deixar os turistas no pátio da escadaria. Eu, como turista, veria como uma grande desorganização esse sobe e desce, entra e sai em van´s. O tempo que se perde com isso, é muito desagradável. O bom é que enquanto você espera na fila, observa-se macacos-prego, borboletas, cobras, passarinhos cantando alegremente depois da redução de gás-carbônico na floresta e que eram emitidos em grande massa pelos carros que ficavam buzinando e testando a capacidade de resistência dos seus freios e embreagens. Hoje, um esplendor de natureza ao teu redor, agradece .
3 – De carro. Liberdade pura. Mas o foda é deixar o carro longe, caminhar a pé com crianças e idosos, encarar fila para comprar o ticket da van, ir para a fila da van e depois retornar a pé para o carro. Chegue cedo, estacione perto e seja um dos primeiros a encarar a fila do ticket.
Hoje, quando pedem para fazer o roteiro do city-tour de poucas e rápidas horas, em plena alta temporada, coloco como opção de chegada ao Cristo: “Vôo de helicoptero” – barato, rápido e igualmente emocionante. Com quatro opções de decolagem: Lagoa / Pão de Açucar / Mirante Dona Marta / Porto do Rio; e nove opções de roteiro com preços diversos.. Luxo só…aliás um luxo que pedi de presente de aniversário, só faltando escolher qual dos nove roteiros de vôo eu quero fazer.
Mas querem minha opinião de guia/agente, cidadã e apreciadora dessa cidade babilônica maravilhosa? O Pão de Açucar é um espetáculo a parte. Principalmente para os apreciadores de fotografias, imagens, recantos escondidos. VÁ AO PÃO DE AÇUCAR.
“Mas Beth, a gente que tirar foto com o Cristo Redentor ao fundo e temos medo de voar” – Putz…legal…lá vou eu deitar no chão para pegar a melhor posição dos turistinhas com o Christ Redeemer ao fundo. Ossos do ofício…!