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terça-feira, 10 de março de 2009

Nero, em menos de 24 horas

Que zona! Uma verdadeira praça de guerra com rolos de papel-higiênicos destroçados, lixeiras reviradas, roupas no corredor, sapatos espalhados, meias e mais meias jogadas na cozinha, um liquido meio lamacendo que fazia um rastro pelo chão da casa. . .

Quem poderia ter feito tudo isso? Um rato? Um ladrão? O benhê depois de saber que tive um sonho erótico com Paulo Zulu? Não. O responsável foi um ser ofegante, de olhos arregalados, molhado que ficava olhando para mim assim que abri a porta da minha sala, após passar um dia inteiro fora – Nero, o filhote de 2 meses de Manuela.

Menos de 24 horas depois…

- Cadê Nero? Manu, cadê seu filhote? Benhê, Nero sumiu.

E todos ficaram procurando Nero. Debaixo dos carros? No quintal? Preso embaixo da casinha dele? Dentro do meu capacete? Dormindo embaixo da pia? Ultima chance: estaria ele enfiado na mochila de benhê? Nada. Pronto, Nero encontrou o portão aberto e foi embora conhecer o mundo sem regras e da liberdade dos viralatas, dos cachorros de rua. Acho que ele estava de saco-cheio de tanta bronca, tapinhas no bumbum.

E, antes que eu abrisse o berreiro de tanto chororô, ouço benhê me chamar…

- Achei o Nero! - Me disse benhê depois de tanta risada.

- Onde ele estava? Todos perguntaram.

- Dormindo no box do banheiro.

Dormindo estava, dormindo continuou.

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Nero, retornando do carnaval na Região dos Lagos