domingo, 31 de agosto de 2008

Não sou anjo...

Por mais que seja fã de padarias, açougues e feiras dominicais não há como fugir dos supermercados nada charmosos que infestam essa cidade, aliás quaisquer cidades. Recentemente estava meio que evitando-os. Mês passado ao passar o cartão de débito passei a vergonha de tê-lo bloqueado, porém horas mais tarde a gerente do banco avisou que dois supermercados estavam com problemas com clonagem de cartão; e justamente o meu foi o sorteado daquele dia - Duas grandes redes varejistas sob suspeita. E automaticamente, o sistema anti-fraude do banco detectou e bloqueou a compra.

Recentemente precisei ir ao supermercado. E com tantos no meu caminho, tive que voltar justamente naquele onde prometi nunca mais pisar os pés e nem dar de cara com a gordinha de patins que riu ironicamente da minha cara ao ver meu cartão bloqueado. Andando prá cá e prá lá...reclamando dos preços, pesquisando daqui, olhando dali...me senti totalmente envolvida naquele universo de consumo que pesa nos bolsos e desfalca a carteira a cada ida. Geralmente, por não gostar de supermercados, sou ágil e objetiva nas compras, mas desta vez, meio que sem pressa para nada resolvi olhar atentamente as promoções, os preços, os corredores, as novidades que passavam da seção de informatica, aos itens de bebês, artigos para camping e pesca, flores; quando de repente entretetida na seção de laticinios aparece uma senhora de uns quase sessenta anos me pedindo dinheiro para comprar algo para comer. Falou isso e me mostrou sua mazela através de um câncer na orelha. Como se àquele câncer fosse o sinal verde para que o dinheiro fosse dado à ela.

- Desculpa! Só tenho cartão. Me desculpa mesmo...

- Tudo bem, vejo que você é uma boa moça.

- Desculpa!

Imediatamente apaguei àquela cena da minha mente e continuei percorrendo os corredores quando uns quinze minutos depois a mesma senhora me aparece novamente na minha frente.

- Moça. Moça. Moça. Vim atrás de você para te pedir um favor.

- Pois não.

- Você poderia tirar para mim uma caixa de ovos, quatro pães  e um pacote de macarrão?

- Claro!

- Sério? Jura?

- Sim!

E vi àquela senhora sair pelo mercado feliz da vida para pegar sua caixa de ovos, seus quatro pães e seu pacote de macarrão. Ela estava tão feliz que nem eu entendia tamanha felicidade. Entrei em letargia total.

Fiquei aguardando-a no caixa para que ela passasse suas compras antes que eu pudesse passar as minhas, afinal ela trazia nas suas mãos tão pouco e eu com um carrinho quase cheio. E mais uma vez ela radiante ficou ao me ver aguardando-a pacientemente.

- Você me esperou? Você é um anjo.

No caixa ela contava para todos o motivo de sua alegria, me chamava de anjo e ficava agradecendo o tempo todo. Ao se despedir disse que Deus iria me abençoar porque eu era muito boazinha.

anjo a chorarEla foi embora assim que suas compras foram passadas; foi embora rindo, feliz em direção ao seu "barraquinho".  E eu fitava-a e pensava com meus botões: "não sou um anjo e muito menos uma boa moça. Eu menti...estava com dinheiro na carteira, mas não queria te dar. Desculpa."

Mas ela precisava me mostrar o seu câncer para conseguir algo de mim? Seria capaz de dar muito mais do que uma caixa de ovos, quatro pães e um pacote de macarrão, se ela tivesse me pedido.

Não quero mais voltar naquele supermercado. Não sou anjo, muito menos boa moça...e qualquer dia derrubo "sem querer" aquela gordinha do patins.

 

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Quem quer pão?

 

Lá fui eu saracotear na padaria, numa das tantas padarias cheirosas que existem pao aqui no meu bairro suburbano. Daquela padarias que na hora do pão, o cheiro impregna a rua; sente-se a hora da fornada no quarteirão inteiro de tão delicioso é aquele pão. Chega-se em casa e o pão ainda está quente e fazendo a manteiga derreter. Tem umas três padarias assim, cheirosas, pertinho daqui de casa. Mas, acabamos nos acostumando em ir sempre em uma e não na outra ou naquela mais adiante.

Fui na padaria atrás de pudim de pão, não sou chegada  em bisnagas ou pães franceses, até compro porque benhê é um devorador de pãezinhos, mas eu mesma não sou muito chegada. Quando vou à padaria é para comprar outras coisitas além daqueles pães do dia-a-dia. Sou capaz de ficar longos minutos olhando a vitrine, vendo as novidades que inventaram e procurando por sonhos e pudim de pão. Ir à padaria tem um "Q" de magia que ainda permanece e que nenhum grande supermercado é capaz de tirar; a gente sempre encontra as mesmas senhorinhas, crianças. Ainda bem que muitas padarias sobreviveram aos nada charmosos supermercados hipersuficientes em tudo.

Findada a compra, paguei e fiquei aguardando o troco não sem antes dar mais uma verificada se haveria algo mais para levar. E o troco me foi devolvido junto com um deslizar de mãos nada sutil. E como toda ação tem uma reação, peguei o dinheiro de volta e mandei ele enfiar os pães...e mandei ele passar a mão na....

Que pena! Até gostava do cafezinho daquela padaria, mas logo a frente havia outra mais cheirosa; com pães, sonhos e pudins de pão mais deliciosos do que àquela que já estava acostumada ir. No máximo da preguiça ainda posso contar com o chamado de uma bicicleta e um rapaz simpático que todo final de tarde circula de rua em rua chamando a todos, com sua buzina,  para comprar seus pães.

 

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A Arte da Guerra

"A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante." (Sun Tzun)

A Arte da Guerra, é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. pelo estrategista conhecido como Sun Tzu . O tratado é composto por treze capítulos, onde em cada capítulo é abordado um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, Adolf Hitler e Mao Tse Tung. (Fonte Wikipedia).  Um livro pequeno, fácil de ser lido e entendido,  de uma capacidade estrategista impressionante. Um dos livros mais lidos por administradores, economistas, marketeiros, militares, estudantes de direito  e técnicos de volei americano. (grifo meu)

A Arte da Guerra, foi o primeiro nome que me veio a cabeça ao ouvir e ler as entrevistas dadas por Hugh McCutcheon, técnico de seleção de volei dos EUA, que disse ter estudado a seleção do Brasil durante quatro anos. Primeiro conheça teu inimigo, despois vença-o, diria Sun Tzun.

Tudo bem que mais do que uma vitória muito bem orquestrada em estudos, observações e competência, McCutcheon também teve um motivo emocional e pessoal para transpor qualquer desafio; o assassinato de seu sogro, morto a facadas durante a visita a um dos pontos turisticos de Pequim. Deixar o lado emocional pela perda, centrar nos seus objetivos, retornar aos jogos...acabou contaminando sua equipe.

O Profético Bernardinho,   bem que avisou:  "Existem três coisas que te levam a vencer. Ou você é melhor que os outros, ou está mais bem preparado, ou tem uma causa", disse o brasileiro. Creio que a seleção americana estava muito bem integrada nas 3 motivações para uma vitória.

No mais, brincadeiras e acidez a parte, observei muita critica à participação tupiniquim nas Olimpiadas de Pequim (rimou neh??). Infelizmente, com exceção da paixão latente e enraizada do brasileiro pelo futebol, creio que temos muito ainda o que aprender com esses jogos e com outros que estão por vir.  Afinal, não temos a cultura do esporte como investimento social. Somente a pouco tempo descobrimos o quanto o esporte é importante como formação de jovens, visto sob o prisma da inclusão social; até então era apenas pura paixão. Os EUA e outros países trazem essa cultura no sangue, no seu dia-a-dia estudantil desde o nivel secundário até a universidade. Praticar um esporte, se destacar nesse esporte te leva à universidade, bolsas de estudos e muito investimento em cima do atleta.

Chegou a hora de Governos e Iniciativa Privada se unirem e focarem no objetivo de fazer o esporte, seja ele qual for, meta para o desenvolvimento de nossos jovens e crescimento de um pais.

Hoje, a maioria de nossos atletas são oriundos de familias financeiramente equilibradas, onde pais investiram no sonho de seus filhos, pois grande maioria dos esportes requer dedicação, investimento e nem sempre o governo está presente, muito menos a  iniciativa privada. Há casos de treinadores que tiram o dinheiro do próprio bolso para poder investir na viagem e na alimentação do atleta.

Entrar numa escolinha de volei, de futebol, da natação, de judô é fácil...e se for carente e tiver talento mais fácil ainda, mas o problema é o depois....ou continua praticando esportes ou coloca comida na mesa da familia.

Não desmerecendo nossos esportistas e nem o investimento  aplicado ao jogos olimpicos, mas hoje preferiria ver mais de 200 milhões investidos no social, em obras de estrutra de saneamento básico, na educação, nos melhores salários de nossos policiais.

De qualquer forma valeu. Principalmente para perceber que um dos maiores poluidores do planeta, um dos países que mais desrespeitam os Direitos Humanos, que pretere um talento de uma menina por causa da arcada dentária (faziam isso com os escravos), um dos países que mais cobra dos seus atletas, um dos paises que mais forjaram espetáculo de abertura e encerramento olimpico, inclusive controlando o tempo...ainda assim fez um belo espetáculo no quadro de medalhas,  orgulha o seu povo  e continuará mantendo sua cadeira permanente com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU.

domingo, 24 de agosto de 2008

Aleatórios Alienigenas

Passei pelo período de sentimento Olímpico e não fui contaminada por ele. Com exceção de um template verde e amarelo no orkut, o resto foi muito sono e outras atividades. É claro que  estaria mentindo, se dissesse que não me emocionei com Cielo e com Magi...foram àquelas conquistas que doem o peito e realmente emocionam. Mas de resto? Bem...nem sei, quase não acompanhei e muito menos me emocionei.

Semana passada lí na Revista Época trabalho_em_equipeum pouco do desempenho dos nosso atletas nesses Jogos Olimpicos, em especial a matéria que falou sobre a falta de entrosamente entre a "dupla" de volei de praia Ana Paula  e Larissa. Ontem, ao assistir ao Saia Justa (programa que dificilmente assisto) observei que Mônica Waldvogel teceu um breve comentário critico sobre a falta de entrosamento entre as citadas jogadoras de volei de praia e pior, as constantes afirmativas de Larissa em enfatizar que não eram dupla, equipe - "mas tentaremos ser". Diria até que: o embate Ana Paula e Larissa estava mais para pretensões de holofote do que necessariamente para o sentimento de equipe, time, vestir a camisa. Larissa, em especial, com suas atitudes ácidas, deveria procurar conhecer mais sobre os mandamentos de um trabalho em equipe e perceber que ninguém é insubstituível dentro de um contexto geral. O objetivo era o ouro? Vamos combinar que sem união não dá...

Mas que sirva para a Confederação ponderar suas decisões numa próxima convocação extraordinária.

Capturei na internet (não salvei o link) sobre alguns mandamentos de trabalho em equipe, no ambiente empresarial...e que sirva também para o esportivo e para os aleatórios alienigenas.

 

1. Seja paciente

Nem sempre é fácil conciliar opiniões diversas, afinal "cada cabeça uma sentença". Por isso é importante que seja paciente. Procure expor os seus pontos de vista com moderação e procure ouvir o que os outros têm a dizer. Respeite sempre os outros, mesmo que não esteja de acordo com as suas opiniões.

2. Aceite as ideiás dos outros

As vezes é difícil aceitar idéias novas ou admitir que não temos razão; mas é importante saber reconhecer que a idéia de um colega pode ser melhor do que a nossa. Afinal de contas, mais importante do que o nosso orgulho, é o objetivo comum que o grupo pretende alcançar.

3. Não critique os colegas

As vezes podem surgir conflitos entre os colegas de grupo; é muito importante não deixar que isso interfira no trabalho em equipe. Avalie as idéias do colega, independentemente daquilo que achar dele. Critique as idéias, nunca a pessoa.

4. Saiba dividir

Ao trabalhar em equipe, é importante dividir tarefas. Não parta do princípio que é o único que pode e sabe realizar uma determinada tarefa. Compartilhar responsabilidades e informação é fundamental.

5. Trabalhe

Não é por trabalhar em equipe que deve esquecer suas obrigações. Dividir tarefas é uma coisa, deixar de trabalhar é outra completamente diferente.

6. Seja participativo e solidário

Procure dar o seu melhor e procure ajudar os seus colegas, sempre que seja necessário. Da mesma forma, não deverá sentir-se constrangido quando necessitar pedir ajuda.

7. Dialogue

Ao sentir-se desconfortável com alguma situação ou função que lhe tenha sido atribuída, é importante que explique o problema, para que seja possível alcançar uma solução de compromisso, que agrade a todos.

8. Planeje

Quando várias pessoas trabalham em conjunto, é natural que surja uma tendência para se dispersarem; o planejamento e a organização são ferramentas importantes para que o trabalho em equipe seja eficiente e eficaz. É importante fazer o balanço entre as metas a que o grupo se propôs e o que conseguiu alcançar no tempo previsto.

9. Evite cair no "pensamento de grupo"

Quando todas as barreiras já foram ultrapassadas, e um grupo é muito coeso e homogêneo, existe a possibilidade de se tornar resistente a mudanças e a opiniões discordantes. É importante que o grupo ouça opiniões externas e que aceite a idéia de que pode errar.

10. Aproveite o trabalho em equipe

Afinal o trabalho de equipe, acaba por ser uma oportunidade de conviver mais perto de seus colegas, e também de aprender com eles.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Parentes? Nem os dentes." Como bem diria vovó

Após sair do meu e-mail "@homail", imediatamente sou transportada para o portal do msn. E, navegando no portal me deparo com uma pesquisa sobre nepotismo. Tudo bem que as pesquisas nem sempre refletem o sentimento e comportamento geral de um povo...

Sei lá...

Será? ...


Você empregaria parentes se fosse político?

Sim, vários 59%
Apenas um 13%
Nunca 28%

5.627 respostas


"Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder. "
(Abraham Lincoln)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eleições Limpas

 

Aqui em casa a maioria já tem definida sua escolha para candidato a prefeito. No entanto, para candidatos a vereadores, optamos pelas consultas e pesquisas sobre a vida do candidato, seu histórico no legislativo, seus trabalhos sociais e mais ainda, sua prestação de contas junto à justiça.

O portal da Associação dos Magistrados do Brasil, disponibiliza um link que te leva a conhecer os processos judiciais que os candidatos estão sofrendo, mesmo que não esteja transitado em julgado. E ainda, disponibiliza ao candidato um espaço para que ele faça seu comentário - permitindo a "ampla defesa". Aqui no Municipio do Rio de Janeiro, nenhum candidato à Prefeitura está sofrendo processo judicial.

Apesar de decisão contrária do STF que recentemente liberou candidatos com "ficha suja" poderem concorrer aos pleitos eleitorais (desde que não esteja transitado em julgado a decisão), vejo como  certa  essa postura da AMB  em passar esse conhecimento à população, pois temos que cobrar também de nossos representantes uma conduta ética, moral, social e econômica assim como também somos cobrados em postura como cidadãos, consumidores. Por exemplo, tente concorrer a uma vaga numa grande empresa multinacional se você tiver seu nome sujo no SPC. No máximo vai ter que correr contra o tempo,  antes da contratação,  para limpar seu nome e não perder àquela vaga. O Banco do Brasil, por exemplo, estipula que o candidato não pode ter o nome inscrito nos cadastros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Serasa ou Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF). O concurso da ABIN - Agencia Brasileira de Informações, já deixou claro em seu edital a pesquisa da vida social do candidato durante todo o processo seletivo.  Apesar de alguns recrutadores negarem tal prática, é corrente essa postura "velada" em algumas seleções, haja vista, muitas empresas disporem da chamada "busca patrimonial e social". E particularmente, não vejo como errônea essa postura, apesar de ser possivel impetrar liminares e o judiciário decidir. Mas creio que o mesmo deva ser cobrado de nossos representantes no legislativo, pois são eles que elaboram as leis que regem esse pais.

Segundo matéria da Folha On Line, 12% dos candidados a vereadores nas capitais respondem ações na Justiça, tiveram suas contas eleitorais rejeitadas ou sofreram punições em Tribunais de Conta.

A AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), em outro portal chamado Eleições Limpas, orienta o eleitor a procurar outras fontes de informações sobre seus candidatos, pois ainda não disponibiliza as informações referente aos candidatos a vereadores, de municipios do interior e de algumas capitais.

eleicoes-logo

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Tempo, Tempo, Tempo...mano velho!

Estava organizando a estante, arrumando os livros e separado alguns para doação, quando minha cunhada, aparece na minha casa com uma lata de cerveja na mão. Pronto. Cerveja na hora dos estudos, pode? Não pode. Aliás, essa semana minha cunhada e a cerveja foram sinais de desaceleração.

Observando minha arrumação, comenta o quanto de tempo disponibilizamos para ler as aquisições doutrinárias que somos, em tese, obrigados a fazer sempre e sempre e sempre. É muito livro, muita assinatura de revista, jornais e periódicos especializados. É muito pouco tempo para tudo isso.

No meio da arrumação, conversávamos sobre o tempo que dedicamos aos estudos e para nossa vida pessoal. Ela me mostrou suas novas aquisições, seus planejamentos de aula na pós-graduação, nos cursos preparatórios e uma tabela feita por um amigo que cronometrava o seu tempo. Na tabela desse amigo era anotado desde o tempo em que disponiblizava para o estudo (disciplinas, inicio, término, tempo gasto) bem como, seu inventário pessoal (dormir, higiene, locomoção, estudo, refeição, lazer, trabalho, outros) inclusive com a contagem do seu tempo negativo. Tempo Negativo? Ai...tenho que rever minhas anotações concurseiras sobre administração. Help, galera de administração...o que é um tempo negativo?

Interessante. Toda uma metodologia de estudos e de vida numa tabela real. Falta do que fazer? O cara surtou de vez? Não. Adão Braga Conectado e Antenado me disse que conhece gente assim, extremamente metódica. Pensando bem, o cara deve ter um objetivo e a tabela deve servir para ajudá-lo nesse traçado. Afinal, é complicado para o cara que é casado, trabalha, tem filhos, compromissos e ainda estuda num dos melhores cursos preparatórios e de pós-graduação. Tem que ter apoio dentro de casa e muita dose de disciplina.

E, comunhamos em pensamentos quando após analisar a dita tabela, olhamos uma para outra e disparamos a pergunta:

- Quanto tempo ele leva para transar?

Acordamos que o item "outros" serve para essas "outras coisas".

Chegado da faculdade, aceleradissima, enroladissima com umas três sacolas de livros novos e lá está minha cunhada sinalizando com uma cerveja na mão: "Vamos à praia?...Está um calor infernal no RJ".

- É...está deliciosamente quente. Não foi para a Defensoria hoje? Não teve aula?

- Então, preciso fazer jus ao meu tempo negativo!

E mesmo acompanhadas de livros e apostilas...(para o sentimento de culpa ser menor)...ainda assim, sequer foram folheados; serviram de tapa-sol para uma e de travesseiro para outra.

"...Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final..."

(Pato Fu)

domingo, 17 de agosto de 2008

DESCICLO.PEDIA E ANIVERSÁRIO DA THIANE....

No post "Volta as Aulas", onde euzinha esculacho a categoria de "Estudantes de Direito", da qual faço parte, Murdock disse mais ou menos o seguinte nos comentários: "já viu o que falam sobre a engenharia ou estudantes de engenharia? he-he-he...nas pausas dos estudos lá vou eu para o DESCICLO.PEDIA (referente cursos universitários) xeretar tal informação resumidamente para o Murdock e por tabela, resolvo homenagear  Julie e a aniversariante do dia 17 de agosto - Thiane, a moça do blog Vertentes.

As sacanagens abaixo são apenas meros resumos, copiados e colados da galera escracho do Desciclo.pedia.

Para Murdock - Engenharia:

 "Mestres da sapiência. Engenheiros tem um ar superior dentre as outras raças. Foram eles que projetaram os prédios (que desabaram), pontes (que estão caindo), estradas (que estão esburacadas), aviões (que caem), navios (que afundam), plataformas de petróleo (que explodem), enfim, devemos tudo a eles."

A doença manifesta-se durante a infância quando a criança busca desmontar seus brinquedos, não por pirraça, tampouco porque estão estragados, mas apenas para "ver como funciona". Muitos acabam engolindo as pecinhas, mas sempre há os sobreviventes (A Mãe Natureza não é tão legal assim).

Durante o período pré-escolar a criança ou jovem apresenta um leve interesse pela área de exatas, se o paciente não for tratado nessa fase pode não ser mais possível salvá-lo.  Durante a puberdade tornam-se mais evidentes o sintomas dessa doença: vontade de entender os conceitos de física, matemática, química dentre outros. Grande interesse pela tecnologia e equipamentos eletrônicos. Trocar noites de sábado por partidas de jogos on-line. Surgimento de acnes. Falta de interesse por meninas e em alguns casos mais avançados, a utilização de termos técnicos e gírias não utilizadas por outros jovens.

Para Julie - Psicologia:

 

Psicologia do grego Ψυχολογία; ψυχή (não xinguei sua mãe) é uma ciência que estuda as cabeças lesadas, sentimentos caso você seja emo, coisas bizarras do animal humano, inconsciente e e outras loucuras. Por meio de diferentes linhas a psicologia tenta provar a insanidade mental do mundo inteiro provando ser útil para alguma coisa. Porem, só os maníacos maluco-compulsivos-paranóicos acreditam nisso.

A psicologia em todas as suas vertentes partem do seguinte: você é um idiota e não sabe nada sobre si, eu sou foda e vou dizer o que você deve fazer - veja medicina. Logo, por causa da sua veracidade a Psicologia entrou na moda. Até hoje essa disciplina é muito frequentada por seus grupos fundadores.

Na verdade, nem mesmo os psicólogos sabem para que serve a psicologia e então ficam dando palpites na vida dos outros e tentando descobrir se possuem algum desvio de personalidade, e como a maioria é facilmente influenciada, se garante assim uns 30 anos de terapia para estes indivíduos. Segundo os psicólogos, a terapia geralmente se baseia numa relação de amor platônico entre o paciente e psicólogo, onde o psicólogo tem o papel de ouvir as ladainhas dos pacientes cujos familiares não agüentam mais seus nhém-nhém-nhéms. Os próprios psicólogos vetam qualquer psicólogo a tecer qualquer tipo de acusação, julgamento, aconselhamento ou discriminação sobre seus pacientes, salvo no caso da pessoa não querer transar com todo mundo que vê pela frente (a pior das neuroses), sendo que durante a terapia o paciente fala um monte de merda e o psicólogo tem que agüentar pois ganha bem pra isso.

Psicólogos Notáveis

  • Bruna Surfistinha
  • Walter Mercado
  • Dercy Gonçalves
  • Serguei (Sergio Augusto Bustamante, aquele que comeu Janis Joplin)

 

Para Thiane - Jornalismo: niver_26

  Thiane, FELIZ ANIVERSÁRIO PARA TI !!!!

Então, se você é minimamente inteligente (o que eu duvido, pois está lendo essa aberração escrita por um jornalista mais aberração ainda, indignado com a profissão de merda que escolheu!), não faça jornalismo!

Vá trabalhar de pedreiro, que você ganha mais (tanto financeiramente quanto psicologicamente, sem ninguém pra te encher o saco e nem patrão metido te atazanando a paciência!).

Se você faz curso de Jornalismo, azar o seu, até porque você nunca vai conseguir o meu carguinho de comentarista na revista Veja! - Diogo Mainardi sobre o curso de Jornalismo

Jornalismo é aquele curso para aqueles sonhadores que pensam em ter algum espaço na mídia como William Bonner, Fátima Bernardes, Glória Maria, Pedro Bial e Diogo Mainardi, mas que na verdade só ensina a saber segurar um microfone, a exemplo do que faz Bruna Surfistinha.

Entretanto, como o mercado é tomado por gente metida a jornalista como Olavo de Carvalho e por bloggers, o curso é a mais completa decepção para o recém-formado que tenta entrar mercado de trabalho.

Muitos ainda se impressionam com o tanto de idiotas que ainda existem engrossando a lista de vestibulares para fazer faculdade de jornalismo.

O sujeito pode até se dar bem, desde que, já no primeiro dia de aula, ele vá todo engomadinho, tipo repórter da Globo, e comece a peregrenição de puxar o saco dos professores e coordenadores do curso, o que, talvez, possa lhe render uma indicação para algum trabalhozinho de merda em uma emissora local de merda de TV.

Imagem:1159253098.jpg

"Muita gente acredita que esses programas que passam a tarde, que falam de fofoca, moda, culinário, jogos, curiosidades, comentários, etc, é jornalismo. Por isso fazem jornalismo porque querem estar lá, mostrando o rosto na TV e ganhando dinheiro e reconhecimento batendo papo do lado de famosos".

Outra coisa: se você é daqueles contestadores que sonham em mudar o mundo com suas palavras, suas matérias investigativas, sua preocupação social, saiba que vai quebrar a cara se for jornalista.

Não tente abrir os olhos do leitor se você for colunista, por exemplo, a não ser que você queira ser demitido por justa causa pelo Seu Patrão.

Principalmente se a informação não for do "agrado" dos seus patrões, já que para eles o mais interessante é que você, em todas as hipóteses, fale o que eles querem que você fale, sempre, sem mudar uma vírgula.

Agora, prepare-se de você, ainda na condição de acadêmico ou já recém-formado, pegar um trabalhozinho em algum jornalzinho semanal de merda do interior.

Esse trampo é a maior encheção de saco que pode existir!

Você vai entrevistar "autoridades" com QI menor que de uma ameba, andar de carro popular em estradas de chão do interior, esperar horas a fio para ser atendido por pessoas que não entendem nada do assunto da entrevista e ainda, claro, como todo jornal do interior fudido metido a besta, vender o tal jornal, que você sabe que é uma merda e que ninguém, mesmo os assinantes do próprio jornal, suporta mais!

Pronto! Chega de sacanagens e boa semana para todos !

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Você sabia?

 

Ontem, resolvi cabular aula. O que? Vou melhor me explicar. Ontem, matei aula. Deu no saco, não estava a fim de passar o dia inteiro na faculdade, estava com preguiça, sonolenta, cansada. No entanto, ficar em casa, além das tarefas domésticas, há também o risco de você olhar para os livros, anotações, cadernos e perceber que a cada passagem descompromissada pela área de estudos os mesmos livros, anotações e cadernos criam vida e ficam  lhe dando "bom dia", "boa tarde", "boa noite". (Eu heim?) 

Pronto. Fiz de conta que fiz comida, lavei roupa, arrumei a casa e sentei para organizar meus alfarrábios acadêmicos.  Estava estudando e fazendo pesquisas para um trabalho de Direito Internacional Privado sobre a situação dos refugiados, bem como leis e tratados internacionais sobre a matéria. Enquanto pesquisava, observei que num dos sites havia uma coluna lateral com àquele saudoso "Você Sabia?" totalmente voltado à informações dentro da matéria que buscava.

Pronto. Me deu uma saudade da Rádio Relógio que fornecia a hora certa e uma certa dose de informação. Numa sociedade interligada em redes, fiquei pensando nas gerações que foram criadas ouvindo a "Rádio Relógio", principalmente a galera dos rincões desse país. Pensei também nas Macabéias que quebravam suas solidões na madrugada entre uma interrogação e outra.

Pronto. Bastou viajar na maionese para esquecer da situação dos coitadinhos dos refugiados que são atirados ao mar quando descoberta sua clandestinidade nos navios cargueiros.

Me disseram que a Rádio Relógio ainda sobrevive, mas sem àquele charme da pausa do minuto a minuto. E como recordar é viver e eu vivo para te esquecer, recordei-me da época de saia plissada, sapatos bonecas, meias 3/4 quando ficava ouvindo sonolentamente a Rádio Relógio para não chegar atrasada. Quando chegava no colégio, outros colegas comungavam desse ritual.

- Você sabia?

- O que?

- Que o macaco deu bom dia.

Você Sabia?

Se alguém encher o teu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de 4 músculos para esticar o braço e dar um soco na cabeça desse chato! (muita calma nessa hora...no stress, yes reggae).

Se tentar impedir que um espirro seja expelido pode morrer ao causar a ruptura de uma veia no cérebro ou na nuca. Se mantiver, à força, os olhos abertos durante um espirro é possível que eles saiam das órbitas. (que cena dantesca e bizarra)

Para se fabricar apenas 300 cigarros, se destrói uma árvore. No Brasil, são consumidos anualmente 128 bilhões de cigarros, o que corresponde à destruição de 426 milhões de árvores! (os fumantes são os culpados pelo desmatamento)


Todas as madrugadas ligava o rádio emprestado por uma colega de moradia, Maria da Penha, ligava bem baixinho para não acordar as outras, ligava invariavelmente para a Rádio Relógio, que dava “hora certa e cultura”, e nenhuma música, só pingava em som de gotas que caem – cada gota de minuto que passava.

 (Clarice Lispector, in A Hora da Estrela)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uma pausa para Neruda e para o arroto

 

MORRE LENTAMENTE

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."

(Pablo Neruda)

Sempre digo para os chatonildos de plantão que vivem questionando os outros com os seus risos soltos, os pés descalços, as besteiras ditas e os arrotos não silenciosos soltos propositadamente para quebrar a caretice de uma reunião sacal familiar: você está morrendo lentamente e criando rugas antes do tempo. Mas pensando bem, no que se refere ao arroto; arrotar também é uma questão cultural. Em alguns países o arroto faz parte da regra de boa educação a mesa como reverencia às habilidades culinárias do anfitrião. A China é um desses países. Será que nossos atletas estão arrotando muito a cada refeição?

Mas como bem disse meu pedreiro, o Severino: - É melhor arrotar do que morrer com  gases.

Tim tim para quem sabe viver, apesar dos pesares de se viver.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Velhos Amigos

Teresinha, é daquelas amigas que  reencontro uma vez depois de tantos anos depois. Não telefono, não mando e-mail´s, não fico batendo papo diariamente, muito menos encontro-a saracoteando no mundo virtual...ela não tem tempo para orkut, msn e não lê blog´s...vive numa correria enlouquecida entre a atividade de gerente numa grande corretora, familia, faculdade. Se bem a conheço, deve chegar em casa por volta da meia-noite, joga os sapatos para um lado, a bolsa e material de estudo para outro,  toma um banho e se atira no sofá para dormir. Metódica na sua rotina, no seu jeito de ser.

Nos conhecemos em São Paulo, trabalhamos juntas por lá. Depois viemos para o Rio e trabalhamos novamente juntas por aqui. Ela voltou para São Paulo, morou em Curitiba, voltou novamente para São Paulo. Lá se vão uns 8 anos que não a vejo, a última vez foi durante o carnaval que ela passou por aqui - na Região dos Lagos. É daquelas que apenas dizem: "Tá viva? Então tá tudo certo. Para o incerto, dá-se um jeito...para a morte, não posso fazer nada."

O telefone toca. E do outro lado da linha àquele sotaque nordestino meio misturado com o sotaque paulista querendo saber as novidades do lado de cá. Era ela falando todos os palavrões do mundo ao ouvir minha voz. Foram longos minutos  colocando a vida em dia. De repente, meio que distraida, falando pausadamente, parece mudar de assunto quando pergunto sobre as novidades do seu coração.

- Maninha, preciso te contar uma coisa. Acho que estou com anorexia, tá ligada?

- Jura? Como assim? Como você descobriu? Ca-ra-ca que chato! E ai? Como você está? Consegue falar de boa sobre isso?

- Menina, só pode ser anorexia...não estou comendo ninguém.

- P.Q.P...os anos passam e ainda caio nas tuas sacanagens.

- Por isso que a gente é amiga...adoro teu jeito leso de ser. 

 

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos:

conservar os velhos.

(Elmer G. Letterman)


Mesmo com as gaiatices de Teresinha que apesar dos pesares de sua vida de retirante,  ainda arrimo da familia que deixou em Arapiraca/AL,  e que se permite sorrir e brincar com a loucura que é estar vivo; vale lembrar que a anorexia é uma doença séria que ainda vitima  homens e mulheres. A ONG Astral que teve seus trabalhos iniciados com a advogada Maria Clara Siqueira Castro que passou por um problema de transtorno alimentar originado pela diabetes - desenvolveu a diabulimia -, tem um espaço muito interessante na internet (está procurando apoio para a construção da sede no Rio de Janeiro) que explica sofre os diversos transtornos alimentares (anorexia, bulimia, TA sem outra especificação, vigorexia), inclusive deixando um espaço aberto para os depoimentos de seus leitores/usuários/colaboradores.

Também vale a pena conhecer o blog Anorexia: Diário de Minha Outra Personalidade, onde a autora conta suas idas e vindas, seus medos e desabafos em relação ao problema com o qual convive a 20 anos...e com ajuda do marido, familia e principalmente dela mesma, cada dia é mais um dia a ser vencido. (sua ultima postagem foi em abril - uma pena - senti nos comentários que sua luta diária contra a Ana ajudou muito gente a se encontrar, a desabafar, a enxergar um problema dentro de casa - espero que ela tenha superado seus medos de que Ana voltasse a bater na sua porta)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Meme e Selinhos!!!

 

Adão, Márcia e Paola me presentaram com os selinhos abaixo. Estou repassando-os, depois de um certo atraso,  para alguns espaços bem legais; alguns estão ausentes nas suas postagens, outros ocupadissimos com a vida real, outros mais estão a todo vapor nas idéias e concepções...mas são excelente espaços e que valem sempre a pena visitar.

premio-thumb

Poeiras ao Vento, As Balzaquianas, Pensamentos Perdidos, Rastros de Impressões, Morando Sozinho, Mariposos, Mensagens Para o Coração

 Arte_y_pico

Formato Hibrido, Cartum com Bobagem, Gabriel Journeys, Anjo de Duas Caras, Somos Todas Umas Vacas

selo_amor

Vertente, Isso é Bossa Nova, Adão Braga, Tempestade Cerebral, Olhos Virtuais, Recanto da Alma, Blog da Mélica

 

Meme Cultural:

O Donizete, dono do espaço Anjo de Duas Caras, indicou-me para um meme cultural. Hummm...gosto disso: cultura. A parada é a seguinte: abrir o site da wikipédia em português, depois clique em “página aleatória”, no menu lateral (navegação), e cole em seu blog o primeiro parágrafo dessa página. (copiei mais que um parágrafo)

Para esse meme, indico: Adão Braga, Poeiras ao Vento, Mariposos, Mundo a Fora, Tempestade Cerebral

Meu resultado foi o seguinte:

Manuel de Novas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Manuel de Novas, Manuel d' Novas ou Manel d' Novas (Santo Antão, 24 de Fevereiro de 1938) é um dos poetas e compositores cabo-verdianos mais conhecidos internacionalmente.

Baptizado como Manuel Jesus Lopes, Manuel de Novas escreveu Stranger ê um ilusão, Lamento d'um emigrante e outras letras. Considerado, por isso, um dos mais importantes trovadores de Cabo Verde, compositor preferido de Cesária Évora e Bana, entre outros. Escreve em crioulo cabo-verdiano.

Apesar de ter nascido na ilha vizinha, Manuel de Novas é considerado um filho do Mindelo, ilha de São Vicente, onde vive.

[editar] Poemas mais famosos

  • Apocalipse
  • Cmé catchorr (morna-coladeira)
  • Cumpade Ciznone
  • D. Ana
  • Ess Pais
  • Morte d'um Tchuc (morna-coladeira)
  • Nôs raça
  • Psú nhondenga (morna-coladeira)
  • Stranger ê um Ilusão (morna)
  • Tudo tem se limite
  • Lamento d'um emigrante

sábado, 2 de agosto de 2008

Maniqueistas

 

Brillat-Savarin disse que "a descoberta de um novo manjar causa mais felicidade ao gênero humano que a descoberta de uma estrela". 
Mas o novo manjar, além de nos dar felicidade, pode causar a obstrução de nossas veias, com resultados fatais. Ah, esse maniqueísmo...

(Rubem Fonseca)

A resposta dele foi o silêncio. Ela não mereceria nada mais além do que o silêncio.

Para ela, nada era mais lúgubre que o silêncio dele após descobrir que havia um outro nem tão importante assim na vida dela. Era apenas um outro - em argumentos -  apenas diversão, fantasia, loucura, vazio, nada.  O silêncio dele, era um punhal penetrando em sua carne. Antes  quebrasse a casa, xingasse, batesse nela,  mostrasse sua raiva, seu ódio, sua decepção.

Ele nada disse,  silenciou. Arrumou as malas. Passou os olhos pela casa. Pensou. Não partiu. Ligou para o arquiteto amigo, encomendou  reforma do apartamento recém adquirido. Atormentou-a - nada proposital - com presença diária em  passos pesados pela casa.

Como esposa, visualizava uma nova chance na  não partida dele; tentou recuperar o elo rompido. Se tornou presente onde antes era ausência.

O apartamento está pronto. Taciturnamente, ele partiu.

 

O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora: o que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas.

(Oscar Wilde)